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Qualificação

Passaporte para o mercado

Com duração mais curta, cursos técnicos e profissionalizantes abrem as portas para o primeiro emprego

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postado em 08/04/2013 10:40 / atualizado em 08/04/2013 10:43

Sarita González

Ed Alves
Cursos técnicos e profissionalizantes podem ser o caminho mais curto até o tão sonhado emprego. Estudo feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) com estudantes formados em 2010 mostrou que 72% dos ex-alunos de cursos técnicos conseguem trabalho no primeiro ano após a formatura. Esses estudantes também contam com um incremento na renda. De acordo com a pesquisa, um ano após a formação, os profissionais conseguem aumentar o salário em 24%.

Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Remi Castioni, a educação profissional foi vista durante muito tempo como de segunda categoria, mas esse mito está deixando de existir. “Os cursos técnicos têm conquistado cada vez mais espaço entre os jovens, que trocam a universidade por essa formação”, explica. Segundo ele, essas qualificações apresentam, ainda, um diferencial relevante: possibilitam aos jovens que não se decidiram por qual carreira seguir experimentarem um pouco mais o lado prático da carreira. “Aos 16 ou 17 anos, muitos ainda não sabem que profissão vão escolher e, ao fazer um curso técnico, podem descobrir melhor em qual área focar”, justifica.

O diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, também enxerga os cursos técnicos como um auxílio na orientação educacional dos jovens e, principalmente, como uma opção para progredir mais rapidamente na carreira. “Cursos de nível técnico são uma porta aberta para a juventude. Além disso, oferecem possibilidades de carreiras mais estáveis e bem remuneradas”, defende.

Na opinião dele, a matriz educacional no Brasil não é boa, e o país precisa abandonar a ideia de que só a universidade leva à conquista do primeiro emprego. “Somente 6,6% dos brasileiros com idade entre 15 e 19 anos estão em cursos de educação profissional, sendo que, em países como a Alemanha, esse índice é de 53%”, exemplifica. A tendência é de que o número de vagas no país continue crescendo. Até 2015, o Brasil terá de formar 7,2 milhões de trabalhadores em nível técnico e em áreas de média qualificação para atender a demanda do mercado, um aumento de 24% com relação ao período de 2008 a 2011.

Em 2007, Ricardo Patrício de Sena, 36 anos, decidiu fazer o curso técnico de manutenção mecânica, com duração de dois anos e meio. Ele conta que conseguiu estágio durante a formação e, menos de seis meses depois da formatura, já estava empregado. “Achei o curso completo e recomendo para quem deseja entrar mais rápido no mercado de trabalho”, afirma. Atualmente, ele é técnico de manutenção na área de desenvolvimento de projetos da Rexam, empresa fabricante de embalagens de consumo, e está no quinto semestre do curso superior de engenharia mecânica. “Eu me apaixonei pela área em que atuo e acredito no desenvolvimento do Brasil. Cada vez mais, tenho certeza de que posso contribuir para isso”, comemora Ricardo, que revela ganhar mais que o dobro de antes da conclusão do curso.

Modalidades

De acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, a carga horária mínima dos cursos técnicos é de 800 horas, e podem participar alunos que estejam no ensino médio ou que já o tenham concluído. O curso técnico pode ser feito de três maneiras: integrada, em que o aluno frequenta aulas que reúnem conhecimento de ensino médio e educação profissional; concomitante, no qual o estudante possui duas matrículas e conta com uma complementaridade entre o curso técnico e o ensino médio; e subsequente, na qual, ao se matricular no curso técnico, o aluno já concluiu o ensino médio.

O Instituto Federal de Brasília (IFB), por exemplo, adota o modelo subsequente. Professora do curso de técnico em informática desde 2009 no IFB, Cristiane Bonfim conta que os alunos, que têm entre 18 e 35 anos, chegam às aulas com grande expectativa com relação ao mercado. “Durante o curso, eles vão conhecendo melhor a profissão e, quando saem, sentem-se realizados profissionalmente ao encontrar uma oportunidade de trabalho mais rápido”, relata.

Os cursos profissionalizantes, por sua vez, recebem alunos com perfil um pouco diferente. Com duração menor — de oito a 19 meses —, essa formação atrai estudantes de diferentes níveis de escolaridade. “Participam dos nossos cursos alunos que vão desde adolescentes de 12 e 13 anos que buscam capacitação até pessoas com mais de 20 anos de idade que terminaram ou não os ensinos fundamental e médio, mas que querem estudar para conseguir um emprego”, detalha Ademir Santana, diretor de expansão da Evolute Cursos Profissionalizantes, de São Paulo. Levantamento feito pela empresa em 2012 mostra que 70% dos jovens que apostam nesse tipo de formação conseguem entrar no mercado de trabalho até seis meses após se formarem. “Eles costumam conseguir vagas de assistente e de auxiliar, por exemplo, antes mesmo de terminar o curso”, ressalta Santana.

 Investimento
Na última segunda-feira, 1° de abril, foi publicada, no Diário Oficial da União, portaria que destina
R$ 405 milhões a algumas entidades do Sistema S — Senac, Senai, Senar e Senat. Os recursos vão custear a modalidade bolsa formação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).


Capacite-se
Senac-DF


Oferece cursos profissionalizantes, divididos entre formação inicial e continuada — de curta duração — e cursos técnicos — com duração superior a um ano.
Informações pelo site www.senacdf.com.br ou pelo telefone 3313-8877

Instituto Federal de Brasília (IFB)

Oferece cursos gratuitos de ensino técnico de nível médio
Informações pelo site www.ifb.edu.br ou pelo telefone 2103-2154
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