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Rede pública não consegue formar quadros

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postado em 08/04/2013 13:08 / atualizado em 08/04/2013 13:10

Adauto Cruz
A carência de professores se reflete diretamente na má formação dos estudantes. Recentemente, Um relatório sobre asmetas da educação, divulgado pelo MovimentoTodos pela Educação, mostrou que apenas trêsemcada 10 alunos terminam o ensino médio com conhecimentos de língua portuguesa adequados à série. Em matemática, a situação é bem pior: só um em 10. “Alagoas e Maranhão, por exemplo, fizeram concurso para professor e não conseguiram contratar nenhum no estado inteiro. Isso ajuda a explicar por que os resultados dos estudantes são ruins. Há um deficit de profissionais no Norte e no Nordeste, principalmente”, pontua a diretora executiva da ONG, Priscila Cruz.

Outro problema apontado pela diretora do movimento é o ciclo vicioso gerado pela má-formação dos estudantes e pela falta de atração da carreira. Alunos mal formados desistem da carreira e, sem professores de qualidade, as escolas seguem formando mal seus estudantes. “O professor de escola pública ganha 40% menos que um profissional com o mesmo nível de escolaridade. Quando o aluno se dá conta disso, ele escolhe outra carreira, e não a docência.Compoucos professores, há casos de estados que reduzem as exigências para conseguir contratar.”

O diretor-jurídico do Sinpro-DF, Washington Dourado, acrescenta que o desestímulo que atinge os estudantes que desistem da licenciatura também afeta os professores. “Agente vê que existe uma marcha de profissionais para mudar de área”, diz.Mas ele aponta outros fatores. O ambiente de trabalho nas escolas está ficando cada vez mais tenso e isso tem pesado na hora de o docente tomar a decisão de trocar de carreira.“Isso influencia na qualidade do ensino, porque não há políticas de valorização que permitam resgatar o status que a carreira tinha nos anos 1980.Opeso que a educação tem para a sociedade não é proporcional ao peso dado ao professor”.
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