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Hospitais universitários

Pregão permite compras com economia de R$ 477 milhões

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postado em 15/04/2013 14:43 / atualizado em 15/04/2013 14:47

Nos últimos três anos, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) do Ministério da Educação obteve economia de R$ 477 milhões com a aquisição de produtos por meio de registro de preços nacional (pregão). A redução é de 34,28% em relação ao preço de referência praticado pelo mercado. Enquanto o valor inicial de todos os itens era de R$ 1,3 bilhão, o preço final obtido com os pregões foi de R$ 914,7 milhões. Além da economia, a empresa garante transparência e agilidade na compra de equipamentos, medicamentos e insumos para os 46 hospitais universitários federais. O balanço considera todas as compras realizadas para as unidades desde 2010, ano de criação do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), desenvolvido pelos ministérios da Educação e da Saúde e coordenado pela Ebserh. Consideradas apenas as compras realizadas no exercício de 2012, a economia chegou a R$ 66,1 milhões — redução de 28,11% em relação aos preços iniciais. Entre os itens adquiridos estão equipamentos de última geração, que permitem a modernização do parque tecnológico das unidades de saúde, com ampliação da capacidade de atendimento de qualidade à população. Entre os equipamentos adquiridos estão 37 arcos cirúrgicos, que permitem a geração de imagens digitais, em tempo real, usados em cirurgias, procedimentos de urologia, ortopedia e implantes de marca-passos. O valor unitário do equipamento era R$ 480 mil, mas com o pregão caiu para R$ 160,8 mil. A economia chegou a 67%. Também foram comprados 21 tomógrafos para exames de diagnóstico por imagem. Enquanto o valor de mercado era de R$ 2,2 milhões, o pregão permitiu a redução para R$ 977 mil — economia de 57%. Na compra de mamógrafos, a economia foi de 55%. O preço de mercado, de R$ 204 mil, caiu para R$ 92,2 mil com o pregão. A Ebserh prepara novos editais de pregões eletrônicos para aquisição de equipamentos de videocirurgia, órteses e próteses cardíacas e vasculares. Modernização — A compra de equipamentos por pregão eletrônico permite a ampliação dos serviços à saúde da população. No Hospital Universitário de Santa Maria, que atendeu grande número das vítimas da tragédia ocorrida em janeiro em uma casa noturna da cidade gaúcha, os novos equipamentos foram determinantes para a atuação dos profissionais. “Tínhamos recebido 44 monitores cardíacos e 14 ventiladores pulmonares uma semana antes da tragédia”, disse o diretor-administrativo da instituição, João Batista de Vasconcellos. “Seguramente, esses equipamentos foram determinantes para que muitas vidas fossem salvas.” A unidade de Santa Maria também recebeu aparelhos portáteis de raios X. “Tem sido possível atender com mais qualidade e conforto os pacientes que não têm condições de deixar os quartos”, destacou Vasconcellos. Ele ressalta que as compras centralizadas facilitam a aquisição de medicamentos e produtos. “Um hospital como o nosso, no interior do estado, não tem a mesma facilidade de negociação, já que a maior parte dos fornecedores está nas capitais da região Sudeste, principalmente.” O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba (MG), também conseguiu ampliar a qualidade dos serviços oferecidos à população. “A chegada do tomógrafo, por exemplo, nos permitiu dobrar o número de exames realizados”, disse o superintendente da unidade, Luiz Antônio Pertili. Outro hospital-escola equipado com novo tomógrafo é o de Dourados (MS). “Tínhamos somente um tomógrafo antigo, que tornava os exames demorados e limitava o número de pacientes atendidos”, destacou o diretor-geral da unidade, Wedson Ferreira. O hospital recebeu ainda um angiógrafo, usado em exames radiográficos dos vasos sanguíneos, e um mamógrafo.  
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