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PERFIS DE SUCESSO // PEDRO RIBEIRO »

Primeiro voo

Jovem de 23 anos tem lojas nos aeroportos de Brasília e de Salvador e planeja criar franquia

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postado em 10/06/2013 10:18 / atualizado em 10/06/2013 10:21

Mariana Niederauer

bruno Peres
“Hoje em dia eu falo que (ser empresário) é o que eu quero para a minha vida”
Pedro Ribeiro, Sócio da Novo Ser Massagem

O empreendedorismo começou como obrigação, mas logo se transformou em paixão para Pedro Ribeiro. Aos 23 anos, o jovem está à frente de uma empresa que chega a faturar R$ 330 mil por ano, a Novo Ser Massagem. Natural de Salvador, Pedro deixou a Bahia há oito anos para morar em Brasília, onde terminou o ensino médio. No início, não se identificou com o plano da mãe, Mirtes Weiss, 53 anos, de abrir uma loja de massagem e ia trabalhar contrariado na loja que ficava no espaço panorâmico do Aeroporto de Brasília.

O negócio teve início em setembro de 2007, com um investimento inicial de aproximadamente R$ 35 mil, que a família conseguiu graças a um empréstimo bancário. A clientela era tímida, apenas três ou cinco clientes passavam pela loja a cada dia. Porém, à medida que o negócio foi crescendo, Pedro passou a se identificar cada vez mais com o ramo. Hoje, o número de atendimentos é 10 vezes maior, são feitas de 30 a 40 massagens por dia.

Como o aeroporto está em reforma para os próximos eventos esportivos que o país sediará, a loja está fechada e a Novo Ser mantém os atendimentos em dois quiosques na área de embarque. Apesar de ter perdido em tamanho, o gasto com divulgação quase não existe mais, pois as áreas de massagem estão bem à vista dos principais clientes: executivos que visitam a cidade quase que semanalmente. Muitos deles, a maioria homens, viraram fregueses assíduos e não dispensam os 30 minutos de massagem ao chegarem ou antes de irem embora da cidade. Quando a reforma no aeroporto acabar, a loja voltará a ocupar um espaço no saguão, mas com o dobro do tamanho — 42 metros quadrados —, na área VIP que está sendo construída.

Apesar de todos os avanços que o empreendimento alcançou em apenas seis anos e de o investimento inicial já ter sido pago, Pedro não se contenta e quer expandir o negócio. Ele e a mãe, sócios na empresa, já têm outra loja no Aeroporto de Salvador, e pretendem instalar novas unidades nos dois aeroportos do Rio de Janeiro, Galeão e Santos Dumont. Depois disso, o próximo passo será conceber um modelo de franquia da Novo Ser. “O processo é caro, demorado e difícil”, lembra Pedro, mas ele está disposto a enfrentar o desafio.

A expansão da empresa exigiu que o empresário deixasse a parte operacional e virasse efetivamente um homem de negócios. Ele se dedica diariamente à parte administrativa da empresa e passa o dia resolvendo questões financeiras com contadores e planejando os próximos passos do empreendimento. A mãe, que mora em Salvador, cuida da unidade instalada no aeroporto de lá.

A loja conta com 22 funcionários, 12 em Brasília e 10 na capital baiana. Entre os principais problemas enfrentados está o de encontrar profissionais qualificados, com curso técnico em massoterapia, para trabalharem. “Quase sempre estamos fazendo processos seletivos e ligando nas escolas em busca de profissionais”. Uma das dificuldades, segundo Pedro, é que o negócio não exige apenas conhecimento técnico — é preciso ter habilidade para lidar com o público e vender o produto. Atualmente, os quiosques oferecem massagens paras as costas e para os pés, mas, quando voltarem as instalações da loja, será possível ampliar o atendimento e oferecer serviços mais completos e até alguns tratamentos estéticos.

O fato de ser muito jovem às vezes causa espanto. “Ele tem a idade do meu filho”, pensam alguns funcionários, mas o empresário consegue contornar essas situações e não tem problemas de relacionamento com a equipe. Para quem quer seguir o mesmo caminho, Pedro sugere planejamento e qualificação. Ele começou sem qualquer plano, o que quase levou o negócio à falência nos primeiros anos. Arcar com os impostos e com os custos de se manter a estrutura da loja não foi fácil. Só depois de muito trabalho e de fazer vários cursos é que começou a entender o que era preciso para se manter no mercado.

Agora, o garoto que saiu do ensino médio e caiu de paraquedas no mundo do empreendedorismo não pensa em fazer outra coisa. “Hoje em dia eu falo que é o que eu quero para a minha vida”, conta. Pedro se apaixonou pelo ramo, e os resultados são o que mais o incentivam. “Os clientes saem satisfeitos na maioria das vezes.”
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