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Médicos são mais bem pagos

Ranking mostra quais profissões têm o melhor desempenho no mercado. A área de saúde se destaca em vários níveis

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postado em 04/07/2013 18:00 / atualizado em 04/07/2013 11:48

Um estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apontou quais são as carreiras com os melhores índices de desempenho trabalhista e que oferecem boas remunerações. Os médicos estão em primeiro lugar nesse ranking. Eles têm, em média, os maiores rendimentos (R$ 6.940,12) e taxas de ocupação (91,81%). Mas, mesmo com os melhores indicadores, a categoria acumula a maior escassez de mão de obra. E, para tentar equalizar esse problema, o Executivo pretende contratar profissionais de outros países.

Para fazer a escala, os técnicos do instituto criaram uma fórmula que avalia os salários pagos, as horas trabalhadas, a taxa de ocupação e a cobertura previdenciária de cada profissão. A segunda categoria mais bem avaliada pelo Ipea também é do setor de saúde: odontologia. Os dentistas têm um salário médio de R$ 4.238,65, trabalham 37,46 horas por semana, somam 89,96% das vagas disponíveis preenchidas e 78,63% deles fazem contribuições previdenciárias (veja quadros).

Em seguida, estão os postos de engenheiro civil, mecânico e metalúrgico. Na avaliação do ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e presidente do Ipea, Marcelo Neri, o ranking é um instrumento que auxiliará os jovens a escolherem qual carreira seguir e subsidiará gestores públicos e o setor privado de educação a definirem a oferta de vagas e a abertura de cursos.

Conforme Neri, o Brasil vive um “bom problema” de falta de profissionais. “É melhor do que a crise de desemprego. Pleno emprego, entre aspas, é um problema, só que um bom problema. A gravidade é que, para formar pessoas, demora um certo tempo”, comentou. Além disso, o economista comentou a polêmica contratação de médicos estrangeiros. Ele fez questão de ressaltar que a pesquisa teve início antes de a presidente Dilma Rousseff propor a “importação” desses profissionais, sem o intuito de corroborar o projeto do governo.

Ele indicou, porém, que a atração de talentos do exterior pode ser interessante, desde que se tome o cuidado de buscar pessoas com qualidade técnica, sem desrespeitar os direitos dos médicos brasileiros. “Uma coisa é clara e isso não é novidade: faltam médicos no país. Em algumas cidades, como Nitéroi (RJ) e Vitória, há concentração de profissionais. Mas, no Nordeste e no Norte, essa proporção é cinco vezes menor”, completou.

Técnicos
O estudo do Ipea também indicou que a área que mais gerou postos de trabalho de nível técnico nos últimos três anos foi a da saúde. Houve contratação líquida de quase 100 mil profissionais desse perfil entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, período em que foi criado um total de 402.490 vagas formais no país. Outras profissões que registraram um crescimento de contratação no mesmo período foram os técnicos em eletroeletrônica e em operações comerciais (mais de 40 mil postos cada) e os técnicos com formação administrativa e em educação infantil (mais de 20 mil).

Na percepção de José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimento, a deficiência na formação básica dos jovens brasileiros prejudica todo o processo de qualificação profissional. De acordo com ele, o governo investe sete vezes mais em um aluno que cursa uma faculdade do que em um do ensino fundamental. Para piorar essa situação, Camargo destaca que o sistema educacional vive dois extremos. De um lado, há as famílias que podem pagar pela boa educação privada. Do outro, estão os pais que são obrigados a matricular os filhos em colégios ruins.

Camargo ressalta ainda que o crescimento a longo prazo do Brasil está atrelado ao investimento em capital humano. “O custo marginal de mais um aluno em uma escola é pequeno. O governo deveria subsidiar a entrada dessas crianças em creches privadas, por exemplo. Como a taxa de crescimento populacional diminui a cada ano, poderia distribuir bolsas. Claro que há exceções, mas a infraestrutura existente deve suprir a demanda”, completou.

» Concurso  cancelado

A Saneamento de Goiás S.A (Saneago) acatou uma recomendação do Ministério Público goiano e vai cancelar parte da sua última seleção. Às vésperas da prova, aplicada em 30 de junho último, a entidade havia anulado 20 questões do exame para os cargos de nível médio e 10, para os de formação básica, por causa de supostos erros vindos da gráfica. Como os testes aos postos para graduados não foram afetados, eles continuam valendo. Os demais candidatos precisam ficar atentos, pois a Saneago divulgará, em 8 de julho, quem precisará refazer a prova. Foram contabilizados, o todo, 95 mil inscritos, que concorreram a 413 vagas. Os salários oferecidos vão de R$ 1.087,41 a R$ 2.814,63.
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