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Financiamento planejado

Há várias opções de crédito no mercado. Por isso, uma pesquisa prévia é fundamental para o sucesso do seu negócio

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postado em 18/08/2013 12:38 / atualizado em 18/08/2013 12:41

Começar um empreendimento ou expandir a empresa sem que haja, no mínimo, financiamento garantido é arriscado — principalmente se o empreendedor é jovem. Às vezes, as economias não são suficientes para cobrir os investimentos necessários. A busca pelo capital é uma das etapas mais burocráticas que o empreendedor enfrentará. São taxas a perder de vista de bancos, cartórios — e ainda há os impostos. Por isso, todos os caminhos devem ser analisados minuciosamente.

César Bergo, do Conselho Regional de Economia, observa que há muitas linhas de crédito, mas o empréstimo tem que cobrir todos os custos de oportunidade do negócio. “O grande problema do empresário é cair em uma ciranda financeira e não conseguir sair. Por isso, é importante fazer simulações antes”, conta. Todos os bancos pedem garantias e analisam o projeto. O empresário pode optar pelo microcrédito, pelo empréstimo para pessoa física ou jurídica, pelo consignado ou mesmo pelos do BNDES. As taxas variam de banco, do tipo do financiamento requerido etc.

Para o jovem conseguir financiar seu negócio, o começo é bem mais difícil. Sem garantias para dar, a ideia tem que ser o maior atrativo. Há meios alternativos, como o auxílio de um sócio-investidor, ou desenvolver a ideia em incubadoras de empresas e fundos de financiamento. Além disso, deve estar bem informado a respeito das exigências e condições de financiamento. “O plano de negócios é importante para definição correta do valor de investimento, para calcular retorno esperado e a viabilidade do empreendimento. Essa etapa é crucial”, alerta Marilene de Araújo, analista do Sebrae/DF.

O restaurante Restô Rosmarino, da chef Natalie Vath, está aberto há pouco mais de um ano, mas já teve que mudar a estratégia para não fracassar. Ela fez o plano de negócios, mas a pesquisa de mercado, não. Para sair do sufoco, Natalie teve que pegar um empréstimo e mudar o serviço à la carte para bufê. “Hoje, fico atenta às novidades do mercado e às sugestões do clientes”, afirma.

O Sebrae oferece capacitação em plano de negócio para o potencial empresário. No curso, o empreendedor aprende noções básicas para elaborar seu próprio planejamento — com objetivos e etapas a serem seguidas, como análise de mercado, planos de marketing, operacional e financeiro e avaliação estratégica.

Ana Paula Ramalho é uma jovem empreendedora de sucesso. O espaço Fashion Teen tem apenas três anos, e, hoje, colhe os frutos de bom planejamento do início. Para abri-lo, a empresária usou as economias de quatro anos trabalhando como publicitária — e mais o capital investido por um sócio-investidor. A empresa cresceu tanto que para aumentar ainda mais os serviços oferecidos precisará de um empréstimo. “Nesta fase de crescimento, o empreendedor tem que estar disposto a se dedicar”, diz a empresária.

 
"O grande problema do empresário é cair em uma ciranda financeira e não conseguir sair. Por isso, é importante fazer simulações antes"
César Bergo, do Conselho Regional de Economia

 

» Pílulas

Investidor-anjo
-Ele aplica em negócios com alto potencial de retorno e impacto positivo para a sociedade. O termo "anjo" é utilizado pelo fato de não ser um investidor que busca exclusivamente retorno financeiro, mas por querer apoiar o empreendedor com seus conhecimentos e experiência e, assim, aumentar as chances de sucesso.

Microcrédito
-São as menores taxas do mercado por terem parte dos juros subsidiado pelo governo. Variam entre 11% e 12% ao ano. O valores concedidos também são menores.

Empréstimo
-Maiores juros do mercado. Chegam a 48% ao ano.

Empréstimo consignado

-A taxa é menor, fica em torno de 30% ao ano. As prestações vêm descontadas na folha de pagamento.

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