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Jovens empresários de Brasília começam a fazer história no empreendedorismo tecnológico dentro e fora do país

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postado em 25/08/2013 13:38 / atualizado em 25/08/2013 13:40

Antonio Cunha
O mercado brasileiro não precisa ser o limite para o seu negócio. Por que não olhar para o mundo e  enxergá-lo como uma grande oportunidade de mercado? Por falta de informações, muitos empreendedores perdem oportunidades para a empresa expandir para fora do país. “Esse é um dos principais motivos pelo qual empresários brasileiros não sonham com o mercado internacional”, ressalta Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Um modelo de empresa que vem atraindo muitos investimentos no Brasil é o startup. Muitas delas começam sem capital e chegam a ganhar milhões em pouco tempo. “O retorno de mutiplicação é muito rápido, por terem custo de entrada baixo. Mas o número de empresas que fracassa é muito grande”, alerta Carlos Arruda. Vimeo, Dropox, SoundClound e Rapidshare são exemplos que começaram como startup e se deram bem.

Há mais de 200 startups em Brasília, segundo a Associação de Startups e Empreendedores Digitais. O número mostra que o mercado é promissor para quem quer inovar na área de tecnologia da informação. Hoje, existem programas de aceleração, tanto de iniciativa privada quanto pública. Foi o caso da Poup. A empresa brasiliense, criada pelo empresário Gustavo Gorenstein, foi selecionada pela Startup Brasil, programa de fomento de startups do Ministério da Ciência e Tecnologia. Vão receber R$ 100 mil de uma empresa aceleradora para investirem em marketing, R$ 200 mil do governo federal para aumentarem a estrutura da empresa. Em troca, os investidores ganham 5% da Poup. Além do financiamento, recebem orientação para o desenvolvimento dos projetos.

A Poup é uma empresa virtual que encaminha o cliente para sites de compra. A comissão que ela recebe pela indicação é dividida com o consumidor. A ideia do cash back, no Brasil mais conhecido como compre e ganhe, não é nova. Gustavo conheceu essa prática enquanto fazia mestrado em empreendedorismo em tecnologia na Inglaterra e quis trazer para cá. Com menos de um ano em funcionamento, a Poup já fez parcerias com 80% do e-commerce brasileiro e com cinco empresas de fora do país. A meta para o segundo semestre é crescer 50% a mais do que no primeiro.

“Para começar a testar o negócio e ver se existe mercado, não precisa de dinheiro na startup, só de coragem para dar o primeiro passo”, afirma o idealizador do Poup. Em um mercado altamente competitivo, a ideia tem que vir acompanhada de um atrativo. O diferencial da Poup são as parcerias com as melhores lojas e o tratamento que mantém com todos os clientes. E o professor Carlos arruda afirma: “Inovação é fundamental. Se não tiver uma oferta diferenciada, as condições de competição são desfavoráveis.”

 

» Rumo ao mundo

Cinco dicas para se tornar um empreendedor internacional

1) Investir em capacitação. Conhecimento do negócio é essencial e indispensável. O mercado internacional não é para amadores;

2) Definir e transformar a ideia em uma necessidade. Não precisa ser genial ou inédita, porém tem que trazer uma solução para um problema;

3)  Conhecer o mercado brasileiro e aquele em que se quer entrar. O que importa é o cliente. Sem comprador, não há empresa;

4)  Encontrar um parceiro que queira ganhar coma empresa. Há aceladoras, fundos de investimento e anjos-investidores que buscam investir em startups; e

5)  Buscar um modelo de negócio que seja aplicável em qualquer mercado.

 

» Startup
É uma empresa nascente com alto poder de crescimento. Geralmente, de base tecnológica e informacional, com poder de escalonar rapidamente.

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