Clique retrô

Dois sócios criaram um sistema de impressão de fotos do Instagram que faz sucesso nos eventos da cidade

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postado em 15/09/2013 19:35

Mariana Niederauer

Monique Renne/CB/D.A Press
A publicitária Heloisa Rocha, 47 anos, nunca tinha pensado em ser empreendedora. Achava que seria funcionária de uma empresa para o resto da vida. Até que uma ideia inovadora a incentivou a mudar os rumos profissionais. Há muito tempo, ela era fã do Instagram e sonhava com a possibilidade de imprimir as fotos que todos tiravam com o aplicativo. Faltava, agora, uma maneira de operacionalizar a ideia e ela tinha em mente alguém que poderia ajudá-la nessa tarefa. Lucas Fragomeni, 33 anos, era dono de uma empresa de tecnologia da informação e ajudou a desenvolver o sistema que imprime as fotos do Instagram por uma rede sem fio.
“Vimos que o investimento inicial era baixo e decidimos apostar no produto”, explica Lucas. Com apenas uma impressora para tocar o projeto, eles fizeram o primeiro teste. Um ano e meio depois, a Lamb Lamb faz sucesso nas festas de casamento e eventos corporativos. O nome foi inspirado nos fotógrafos lambe-lambe, que faziam retratos em praças e outros espaços públicos no século passado.

Além dos noivos da cidade, grandes organizações procuram o serviço, como shoppings e operadoras de telefonia. Um totem da Lamb Lamb é colocado no local com a impressora e as instruções de uso — em inglês e em português. Os convidados e participantes tiram a foto com o celular e postam no Instagram com a hashtag do evento. Automaticamente, a imagem é impressa no estilo polaroide, característico do aplicativo, e com a logomarca da festa e as informações sobre o usuário que fez o clique. Em casamentos ou festas, o pacote com até 500 fotos custa R$ 2,5 mil. Para eventos corporativos, o valor varia de acordo com a quantidade de imagens contratada.

A ideia, simples e inovadora, já tem concorrentes na cidade. Para manter o empreendimento, os sócios planejam novos produtos e os guardam a sete chaves. “O importante é não se acomodar, porque, mesmo que você tenha uma ideia maravilhosa — como eu acredito que a minha é —, daqui a pouco ela ficará velha. O mercado exige que você tenha novidades”, afirma Heloisa, que descobriu o desafio de tornar-se empresário no país. “No Brasil, é muito difícil empreender. Para inovar, então, é ainda pior, porque você não se encaixa nos padrões e, simplesmente, passa a não existir.”

O próximo passo é planejar a expansão. Além dos lançamentos, eles apostam na terceirização dos serviços mais básicos para garantir o crescimento. Contrataram uma secretária virtual, que responde a e-mails e dúvidas dos clientes, e também vão fechar parceria com uma produtora de eventos, que ficará responsável por prestar serviço nos eventos e orientar os convidados no uso do equipamento. Assim, os dois terão mais tempo para se dedicar à criação de produtos. “Estamos lutando para que o nosso sistema funcione por conta própria. Se você faz tudo dentro da empresa, seu limite é a sua capacidade produtiva. Descentralizar e colocar outras pessoas para fazer os trabalhos corriqueiros é a única forma de crescer”, relata Lucas.

Formalização

O processo de formalização de uma empresa em sociedade passa por cinco etapas principais. A sugestão de Ana Emília Andrade, consultora do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no DF (Sebrae-DF), é de que o empreendedor procure, primeiro, a administração regional para fazer a consulta prévia de endereço — que é gratuita — e verificar se o negócio pode funcionar no local escolhido, já que toda empresa precisa ter um domicílio fiscal. A partir daí, os próximos passos são:

1. Ir à junta comercial para registrar contrato social e obter o úmero de Inscrição de Registro e Empresa (Nire)
2. Registrar o CNPJ no site da eceita Federal
3. Obter a inscrição estadual na Secretaria de Fazenda
4. Obter o alvará de funcionamento na administração regional
5. Cadastrar a empresa na Previdência Social

Se a atividade exercida pela firma tiver um órgão de registro ou de fiscalização, é necessário procurá-lo também. Os documentos necessários para formalizar o negócio são: cópias autenticadas da identidade e do CPF de todos os sócios; cópias simples do documento do imóvel e do comprovante de residência; e certidão de casamento, se os sócios forem casados. Além disso, será preciso preencher diversos formulários. No DF, toda empresa é obrigada a ter um profissional contábil, exceto os microempreendedores individuais (MEI). É preciso contratar um contador desde o início do processo de formalização. Ele cobrará um valor para registrar a empresa e outro para cuidar da contabilidade. A consultora Ana Emília sugere que se tenha muito cuidado ao redigir o contrato social — ele trará as regras que os sócios devem seguir em caso de partilha, aumento de capital e falecimento, por exemplo. O contador ou um advogado podem ajudar a redigi-lo. Os contratos de micro e pequenas empresas dispensam a assinatura de um advogado.

No site do Sebrae está disponível m passo a passo para quem uer abrir um negócio. Acesse www.sebrae.com.br/momento/ quero-abrir-um-negocio.
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