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Há vagas

Setor de eventos, comércio e indústria começam a contratar trabalhadores temporários, com chances de efetivação

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postado em 08/10/2013 15:50 / atualizado em 08/10/2013 16:43

Mariana Niederauer

Breno Fortes/CB/D.A Press
Profissionais desempregados e jovens à procura do primeiro trabalho formal têm uma ótima chance com as contratações temporárias que começam já neste mês no comércio, no setor de eventos e na indústria. Enviar um currículo sucinto e direto e causar boa impressão na entrevista são os primeiros passos para garantir uma das vagas. Quem pretende ser efetivado precisa mostrar interesse pelo trabalho e saber receber bem os clientes.

A bolsa emprego da Secretaria de Trabalho do DF (Setrab), que raramente passa de mil vagas, já registra aumento no número de oportunidades nas últimas semanas. O Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista) estima a criação de 5,8 mil vagas. No ano passado, 20% foram efetivados e a expectativa para este ano é de que a porcentagem seja ainda maior com a proximidade dos grandes eventos internacionais. “As lojas provavelmente vão manter esses profissionais para que o quadro já esteja preparado a atender a clientela”, argumenta o presidente do sindicato, Antonio Augusto de Moraes.
A maioria das vagas, de acordo com o sindicato, são para vendedores, balconistas, caixas, estoquistas, motoristas e para a área administrativa, principalmente em funções que exigem o domínio de informática. As lojas de departamento são as que mais contratam e começam a chamar os candidatos na segunda quinzena de outubro. A partir de novembro, as empresas de médio e de pequeno porte iniciam as contratações. O maior número de ofertas está concentrado no Plano Piloto e em Taguatinga.

O trabalhador temporário tem todos os direitos e obrigações garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como 13º salário proporcional, remuneração integral após 15 dias trabalhados e pagamento para horas extras. O contrato de experiência tem validade de até 90 dias.
O psicólogo Helio Ricardo Machado Lopéz, diretor executivo do Instituto de Desenvolvimento Humano Quiron, explica que o primeiro passo para garantir a contratação é manter um currículo atualizado e sintético, pois essa é a etapa inicial de qualquer seleção (veja o quadro com dicas). Ele acrescenta que esse é um período propício para que os jovens consigam o primeiro emprego no mercado. “Existem empresas que preferem pegar o colaborador novo, sem vícios no modo de trabalhar, para moldá-lo à sua maneira.”

Futuro promissor

O setor de eventos também promete criar vários postos temporários nos três últimos meses do ano. A presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc Brasil), Anita Pires, explica que faltam dados consolidados para estimar o número de pessoas empregadas no setor e a expectativa de contratação para o fim do ano. Ela destaca, no entanto, que outubro e novembro são os meses que registram grande quantidade de congressos e convenções. No mês seguinte e até o início de 2014, são as festas de fim de ano e eventos culturais e de música que absorvem o maior número de trabalhadores. “Temos um crescimento de 13% ao ano no setor. Agora, com a Copa e as Olimpíadas, o país tem grande visibilidade no exterior e conseguimos captar diversos eventos internacionais”, ressalta. Anita acrescenta que quem estiver capacitado terá a vaga garantida, pois falta mão de obra qualificada. Graduação na área e experiência no exterior são características valorizadas pelas empresas.

A estudante Alessandra Cunha, 20 anos, está de olho nessas oportunidades. “O fim do ano é a melhor época, pois o trabalho temporário costuma ser bem remunerado”, relata. Alessandra acredita que haverá boas chances de contratação, inclusive para se manter no mercado até os eventos programados para 2014. E ela já começou a treinar: este ano foi voluntária da Fifa na Copa das Confederações.
Já na indústria, o aumento das contratações será moderado. O indicador de evolução do emprego industrial ficou acima de 50 pontos, o que indica aumento na criação de vagas. O número, que chegou a 53,5 para o segundo semestre do ano, é calculado na Sondagem Industrial, pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF). Alimentação, madeira e mobiliários e vestuário serão as áreas mais aquecidas.

“A expectativa de geração de emprego para o fim do ano não está como a indústria gostaria por causa da preocupação dos empresários em relação a alguns itens que compõem a competitividade do setor aqui na capital”, detalha o assessor econômico da Fibra, Diones Cerqueira. Ele explica que o regime tributário aparece como principal problema. Os altos impostos deixam as empresas do DF em desvantagem em comparação com outras cidades e estados da região Centro-Oeste. Além disso, pesam o elevado custo de contratação e, no âmbito nacional, a concorrência com produtos importados.

Bom atendimento


Gilvan Júnior, 19 anos, aproveitou a temporada de contratações do ano passado e conseguiu ser efetivado. Ele procurava emprego há sete meses quando, em novembro, foi chamado para um posto de vendedor e, em janeiro deste ano, recebeu a proposta definitiva. “Pelo trabalho que eu mostrei, estava confiante na efetivação. Eu me esforcei bastante e mostrei que estava precisando”, afirma. Ele acredita que a confiança na venda e o bom relacionamento com os colegas foram fatores primordiais. Colega de Júnior, Gleide Guedes, 20 anos, conseguiu o emprego temporário em fevereiro e foi efetivada após três meses. “Para um bom atendimento, o segredo é ter sempre sorriso no rosto e tratar bem os clientes”, recomenda.
O consultor e especialista em gestão de serviços Kleber Nóbrega destaca que, para ser contratado após o período de experiência, o profissional precisa, antes de tudo, escolher um emprego de que goste, em uma função que se sinta bem ao desempenhar. “Para trabalhar durante dois meses ou três, a qualificação é suficiente, mas, para ficar mais tempo, tem que acreditar naquilo”, explica.

Onde encontrar
» O Sindivarejista recebe inscrições para vagas temporárias. Os candidatos devem ter mais de 18 anos, segundo grau completo e conhecimentos básicos de informática.
» Inscrições: www.sindivarejista.com.br

» A Secretaria de Trabalho do DF reúne as ofertas de emprego da cidade. Os interessados podem ir até a Agência do Trabalhador mais próxima. Os endereços estão disponíveis no site trabalho.df.gov.br

Oportunidades
em todo o país

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) prevê a abertura de 159 mil vagas de trabalho temporário formal no país este ano, aumento de 1,3% em comparação com 2012. Desse total, cerca de 19 mil serão efetivados. O comércio deverá ser responsável por 70% das contratações e a indústria por 30%. A expectativa é de que 32 trabalhadores consigam o primeiro emprego neste fim de ano. A remuneração média oferecida é de R$ 975 no comércio
e de R$ 1.225 na indústria.
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