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PERFIS DE SUCESSO

Negócio virtual

Empreendedor de 26 anos recebe encomendas pela internet e vende cubos mágicos para todo o país

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postado em 08/10/2013 16:14 / atualizado em 08/10/2013 19:34

Mariana Niederauer

Carlos Vieira/CB/D.A Press
Febre nos anos 1980, os cubos mágicos voltaram a fazer sucesso duas décadas mais tarde, por causa da internet. Foi nessa época que Carlos de Alcântara, 26 anos, começou a se interessar pela resolução desse sofisticado quebra-cabeça. Aos poucos, desenvolveu habilidade para montá-los e hoje é recordista sul-americano na modalidade de menos movimentos. Desde o início, no entanto, a qualidade das peças vendidas no Brasil o incomodava. Foi então que Carlos começou a encomendar os cubos pela internet, fora do país. Por meio do fórum que criou on-line, fez vários amigos que também se interessaram pelos produtos importados e passou a revendê-los.

Na época, Carlos tinha acabado de se formar no curso de ciência da computação e trabalhava na área. O projeto de fim de curso, inclusive, foi um cubo mágico virtual, que se resolve sozinho e ensina o internauta o processo de solução do enigma. Quando viu que o projeto de revenda podia dar certo, resolveu formalizar a empresa. Em 2011, tornou-se microempreendedor individual e obteve o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
As encomendas são despachadas para todo o país e são feitas on-line, pelo site Cubo Mágico Brasil. Foi com essa página que a mudança na vida de Carlos começou. No início, ela era apenas um canal para que os internautas interessados pudessem entrar no fórum de discussão. Agora, serve para a divulgação dos produtos ofertados, como espaço de troca de ideias e ponto de encontro virtual entre os fãs do cubo mágico no país.

Atrair tantos visitantes, no entanto, não foi fácil. “O fórum foi o que levou o site ao patamar em que está hoje, e houve uma época que muitos usuários deixaram de frequentar. A dificuldade foi identificar os motivos, resolver esses problemas, traçar e pôr em prática estratégias para atrair o pessoal novamente. Foi um desafio de lógica incrível”, lembra.
Os produtos são importados de lojas nos Estados Unidos e até na China. Carlos acredita que o que fideliza os clientes é a confiança e a velocidade para receber a encomenda. Ele se compromete a enviar o produto em até três dias a partir da data do pedido pelo site e já perdeu o cálculo da venda de produtos, mas diz que chegou a comercializar 100 em um mês. Os preços variam de R$ 15 a R$ 130.

Com o dinheiro das vendas, o empreendedor conseguiu comprar uma quitinete no prédio em que mora e ainda aluga o apartamento ao lado, que serve como escritório. A mudança foi radical: deixar o emprego, abrir um negócio próprio e passar a morar sozinho. Administrar todos esses fatores foi um dos maiores obstáculos.“Desde criança eu tinha isso, mas não sabia que era vontade de ser empresário.” Ele tinha a certeza de que, se tivesse a possibilidade de vender algum produto, conseguiria sobreviver de alguma forma. Só não imaginava que isso seria, na verdade, vocação para ser empreendedor.

Expansão
Hoje, o foco é na expansão da empresa. Como o prédio em que mora é residencial e comercial, ele pode usar uma das salas como escritório e também como espaço para receber clientes da cidade. Ele pretende até mesmo deixar a classificação de microempreendedor individual e passará a ter uma microempresa. Dessa forma, poderá importar quantidades maiores do produto.
Carlos também pensa em contratar alguém para ajudá-lo com as tarefas mais repetitivas e burocráticas, como enviar as encomendas pelos Correios. Assim, terá mais tempo para ter novas ideias para a empresa e criar os famosos vídeos com tutoriais que posta frequentemente na internet. “Eu acho que (o negócio) vai para frente porque é uma coisa que eu gosto de fazer.”
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