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Você está nas redes profissionais?

Cadastro virtual e sites de emprego servem como vitrine para o mercado de trabalho e são cada vez mais usados pelas organizações. Quem não está conectado pode perder chances de contratação

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postado em 14/10/2013 16:30 / atualizado em 15/10/2013 15:28

Mariana Niederauer

Bruno Peres/CB/D.A Press
Se a internet já tomava conta da vida pessoal, agora não tem mais volta: ela chegou para ficar também no ambiente profissional e tornou-se uma aliada de recrutadores nos processos seletivos. A maioria das empresas de médio e grande porte já percebeu a importância desses mecanismos. Por meio de redes sociais profissionais e de sites de emprego, eles conseguem aumentar a qualidade da seleção e ter mais segurança sobre o perfil do candidato escolhido para a vaga. As vantagens se estendem aos trabalhadores, que precisam estar conectados para garantir que serão vistos no que promete se tornar a principal vitrine do mercado.

Mais da metade dos brasileiros já usaram algum site de empregos na busca da atual ocupação, de acordo com pesquisa feita pelo site de classificados on-line Catho. Luís Testa, diretor de marketing da empresa, explica que esses sites são ferramentas mais direcionadas, usadas por aqueles que realmente estão procurando uma colocação no mercado. Só o site da Catho recebe, em média, 7 milhões de acessos por mês. Já as redes sociais profissionais servem como complemento, são uma forma de turbinar a rede de contatos. Para Testa, o uso de ferramentas on-line no mundo do trabalho é um caminho sem volta. “A internet se popularizou e não existe mais nenhum receio de compartilhamento de informações. Isso ajuda na construção do mercado tanto pelo lado das empresas quanto pelo lado dos candidatos”, afirma.

“As organizações estão começando a olhar quem são os funcionários mais assíduos na internet, que tipo de conteúdo consomem e quem eles conhecem”, avalia o estrategista em marketing Gabriel Rossi. Ele lembra que a vida profissional está cada vez mais próxima da pessoal e, por isso, os recrutadores começam a levar em consideração postagens em redes sociais como o Facebook. O objetivo é avaliar se o perfil demonstrado na entrevista ou na rede profissional condiz com quem a pessoa é realmente.

Sob os holofotes
Marina Santos, 28 anos, foi recrutada pela Catho para o cargo de analista de recursos humanos. Ela prefere essa maneira de contato com as empresas por aumentar a visibilidade. “Dessa forma, eu deixo disponível o meu currículo para várias empresas. Se eu sair para entregá-lo em cada uma delas, não vou conseguir um número tão grande”, opina. Mariana Boner, diretora de recursos humanos da organização que contratou Marina, a Globalweb Corp, explica que o site de empregos e o LinkedIn são usados como formas complementares de recrutamento. “Os sites mais tradicionais são sempre nossas fontes principais de busca de pessoas, porque têm um banco gigantesco de profissionais com todos os tipos de conhecimento e de competências”, destaca. No entanto, ela observa que cerca de um quarto dos candidatos em potencial não estão ativos nesses meios, daí a importância de se usar a rede social de forma estratégica. Os recrutadores da organização viram headhunters em busca de candidatos que têm o perfil para a vaga, mas que não estão procurando emprego.

Foi dessa maneira que Rodrigo Ramalho, 24 anos, foi contratado para o posto de consultor técnico da Globalweb. “Eu uso o LinkedIn como forma de manter minha atividade profissional. Eu acho importante porque ele concentra o currículo atualizado e qualquer um pode visualizá-lo na hora que quiser”, comenta. O perfil de Rodrigo chamou a atenção de uma recrutadora da empresa, que entrou em contato prontamente. Nessa época, ele ainda não tinha terminado de tirar uma certficação que era pré-requisito para a vaga, mas, assim que atualizou o currículo na rede social, o aviso foi lançado para todos os contatos e Rodrigo recebeu outra ligação, dessa vez para marcar a entrevista e, posteriormente, para assinar o contrato.

Prováveis candidatos
Quando foi contatado pelo LinkedIn, Rodrigo estava em outro emprego, mas manter o currículo atualizado foi fundamental para ser recrutado para o novo posto. “Se você descreve seu perfil com exatidão, com as suas melhores habilidades, mesmo que esteja trabalhando, é um potencial candidato para excelentes oportunidades”, reforça a consultora Roselake Leiros, diretora da empresa de desenvolvimento humano CreSerMais.

O gerente regional do ManpowerGroup, Rodrigo Michellino, lembra que o LinkedIn — principal rede social profissional usada pelas empresas — mantém uma porcentagem relativa ao número de campos de qualificação preenchidos. Quanto mais completo o currículo estiver, maiores as chances de ele chamar a atenção dos recrutadores. Ele sugere ainda que os profissionais sigam os perfis das empresas no Twitter e curtam as páginas no Facebook, para acompanhar as vagas que são divulgadas.

A dica da especialista Sylvia Ignácio da Costa, coordenadora da graduação tecnológica em gestão de recursos humanos da Anhembi Morumbi, é que o profissional faça uma boa descrição inicial para se apresentar ao recrutador. Um texto direto, sem autoelogios, gramaticalmente correto e que inclua as principais competências e habilidades que possui. Assim, além de atrair a atenção, o currículo ficará mais visível, pois facilitará a busca por palavras-chave na rede. “O currículo terá uma influência muito grande no sucesso ou no insucesso. Não importa se é on-line ou não, esse é o primeiro contato que alguém que não te conhece terá com você”, finaliza.

O site 99jobs resolveu inverter a lógica e oferece aos jovens profissionais a oportunidade de escolher as empresas em que vão trabalhar, e não o contrário. A gerente de relacionamento, Bárbara Teles, explica que o internauta escolhe palavras-chave fixas para indicar com qual tipo de organização mais se identifica. “Acreditamos que, de fato, existem ambientes para todos os tipos de pessoas, depende dos valores de cada um. O nosso objetivo é descobrir quem são as pessoas certas para determinados lugares”, afirma. Após quatro meses de criação, o site tem 81 mil profissionais inscritos, a maioria jovens de 18 a 24 anos que estão na universidade ou que já se formaram.

Pesquisa feita em agosto pela empresa de recrutamento especializado Robert Half com 651 executivos brasileiros mostrou que 83% deles fazem networking virtual. “O brasileiro é famoso globalmente por ter muitas associações no mundo virtual. O país é um dos maiores usuários do Facebook e o LinkedIn está indo no mesmo caminho”, lembra a gerente da divisão de Finanças e Contabilidade da empresa, Marta Chiavegatti. Isso não significa, porém, que os profissionais deixaram de investir no networking pessoal: 81% deles confirmaram que mantêm a maneira tradicional de se relacionar profissionalmente. “Nada substitui o olho no olho. Eu entrevisto muitas pessoas e tenho acesso a vários currículos, mas é diferente analisar um profissional pessoalmente”, conclui Marta.

Destaque mundial

O Brasil é o terceiro maior mercado do LinkedIn no mundo, com mais de 13 milhões de usuários cadastrados, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Em julho deste ano, a empresa abriu o primeiro escritório no país, na cidade de São Paulo.

Vagas on-line
O site Admite-se, do Grupo Diários Associados, também reúne ofertas de vagas de várias empresas. No endereço www.admite-se.com.br é possível visualizar todas as oportunidades e ainda cadastrar o currículo. Além disso, são postadas notícias sobre o mercado e trabalho diariamente. m agosto, o site teve 172 mil visualizações.
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