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PERFIS de sucesso - MUV Shoes

Laços de amizade

Empresa de tênis customizados completa dois anos este mês com sucesso garantido graças à parceria de três amigos

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postado em 17/11/2013 08:00 / atualizado em 15/11/2013 13:49

Mariana Niederauer

Carlos Moura
A inauguração da empresa de customização de tênis MUV Shoes estava marcada para novembro de 2010. Cinco meses antes, os amigos de infância Miguel Marinho, 26 anos, e Vinicius Matteo, 25, decidiram colocar em prática a ideia que já tinham na cabeça há algum tempo. Durante o planejamento, no entanto, enfrentaram várias barreiras. A principal delas foi encontrar a maneira ideal de imprimir o padrão desenhado nos tênis e fechar contratos com as fábricas. O sonho de inaugurar o negócio precisou ser adiado por um ano e só se concretizou em novembro de 2011. Nesse processo, convidaram o designer Gabriel Lira, 25, para fazer parte da sociedade e fecharam a parceria ideal para impulsionar a produção. Hoje, os três jovens empresários que começaram do zero vendem, em média, 500 pares de sapato por mês e estimam o faturamento deste ano em R$ 650 mil.


“Eu e o Vinicius nos conhecemos aos 2 anos de idade e, desde pequenos, falamos em abrir o próprio negócio. Quando surgiu essa ideia começamos a pensar em algo para daqui a dez anos. Mas a gente foi se apaixonando pela ideia. Aí, chegou um momento em que decidimos que estava na hora. ‘Vamos investir, aproveitar que estamos novos’, pensamos”, conta Miguel. A visibilidade alcançada por causa da participação em eventos de moda, principalmente no Fashion Rio, foi essencial para o sucesso da iniciativa. No início, eles comercializam apenas 80 produtos. A solução que encontraram para customizar os calçados não permitia uma produção maior: eles colavam adesivos com as estampas nas peças, o processo era quase artesanal. Agora, conseguiram desenvolver uma nova técnica que permite imprimir o padrão direto no tecido e terceirizar o serviço de confecção. Por meio do site, os clientes podem montar o próprio tênis, escolher o modelo, a cor do cadarço e a estampa. As coleções também são vendidas em algumas lojas da cidade.


Uma das maiores dificuldades foi encontrar fábricas que aceitassem o nível de exigência dos empresários. Muitas delas recusaram produzir os calçados pelo fato de os pedidos serem pequenos, e a legislação brasileira não permite que esses produtos sejam exportados ou produzidos fora do país. “Nós rodamos o Brasil todo, nos polos de calçado, para encontrar o local ideal”, relata Gabriel. Finalmente, eles acharam duas que aceitaram o trabalho, uma em São Paulo e outra no Sul do país. Os três viajam constatemente para os dois estados para ter certeza de que todos os detalhes vão atender o padrão de qualidade da empresa.
 
Confiança
 
O negócio deu certo graças às características de cada um dos sócios. Miguel traz a experiência do curso de administração, Gabriel foi o responsável por toda a identidade visual da marca e Vinicius cursou marketing e aprendeu os segredos da parte financeira com a família de empreendedores. “Trabalhei na empresa do meu irmão durante muito tempo, era gerente financeiro dele. Depois, fui trabalhar com a minha irmã. Eu aprendi muito com eles e queria ter num negócio meu, para produzir algo que causasse uma diferença no mundo e, quando eu parasse de trabalhar, isso ficasse marcado para sempre”, relata Vinicius. Agora, todos os três dominam um pouco de cada área e podem confiar um no outro para exercer diferentes tarefas.


A confiança é importante para manterem a organização da empresa. Os três trabalham das 9h30 à 1h, quase diariamente. O único descanso vem nos fins de semana e nas últimas horas da sexta-feira. Mesmo assim, quando há algum evento no sábado ou do domingo, pelo menos um deles estará lá também para controlar a divulgação da marca. “Ainda podemos nos dar a esse luxo. Podemos estar em todos os lugares, então, não abrimos mão de controlar tudo de perto”, ressalta Gabriel.
A dica dos empresários para quem pretende abrir um empreendimento é não desistir diante dos problemas e buscar as soluções durante o processo. “Não tenha medo de testar. O produto nunca vai estar perfeito, é preciso colocar no mercado para fazer melhorias a partir dessa experiência”, aconselha Miguel.

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