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Menos é mais na entrevista de emprego

Esqueça estratégias complicadas na hora de buscar a vaga tão sonhada: mostrar profissionalismo e boa educação são as principais dicas dos especialistas para não cometer erros

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postado em 29/12/2013 14:00 / atualizado em 29/12/2013 13:20

Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press - 16/10/13
Assim como em toda avaliação, entrevistas de emprego exigem preparo prévio e certos cuidados do candidato para garantir bons resultados na luta pela vaga. Em meio às perguntas a respeito da carreira e do interesse da pessoa pela função disputada, demonstrar profissionalismo, educação e honestidade ajuda a evitar tropeços que podem custar a eliminação do processo seletivo.

“O sucesso nessa situação vem de três fatores: o que se diz, a maneira como se responde às perguntas e a postura apresentada. A principal dica é não se mostrar à vontade demais no momento, mas também não parecer duro e retraído durante a conversar”, analisa a coach e consultora organizacional Melissa Camargo Kotovski.

Embora as experiências descritas no currículo sejam a garantia de que o candidato tem muito a oferecer, a postura profissional perante os recrutadores também é importante na luta pelo cargo. Um comportamento simples e educado é bem visto, como levantar-se na hora em que alguém entra no local, oferecer um aperto de mão firme e manter o contato visual ao falar. “Posturas adequadas ajudam a mostrar confiança e atenção ao momento, o que rende pontos positivos”, diz o gerente da divisão Finanças e Contabilidade da Robert Half, Danylo Hayakawa.

Pesquisa
Entre os primeiros erros cometidos na hora de entrevistas de trabalho, especialistas em recrutamento são unânimes em afirmar que chegar sem ter informações a respeito da empresa e do cargo que se pretende ocupar é o mais comum. Para evitar esse tropeço, que pode tirar o profissional do processo de seleção, a dica é pesquisar o histórico da empresa, as funções a serem exercidas na vaga em aberto e a cultura da companhia em relação ao visual e ao comportamento dos empregados. “Você precisa demonstrar que teve a iniciativa de se informar antes e é de bom tom que isso aconteça, até para saber se o perfil do local realmente lhe interessa”, diz Luis Fernando Martins, gerente executivo da Page Personnel.

Em maior ou menor grau, o nervosismo será sempre um sintoma dos candidatos. Por isso, o preparo e a confiança nesses momentos fazem toda a diferença. Para Hayakawa, focar em respostas objetivas e em estruturar as conquistas e as realizações da própria carreira de maneira sucinta ajudam a manter o controle em momentos de tensão. Segundo Melissa Kotovski, o primeiro passo para lidar com os nervos sob essas circunstâncias é conhecer bem os pontos descritos no currículo e estar preparado para as perguntas básicas que podem surgir. “Quanto mais segura a pessoa estiver de si, melhor será o controle das emoções”, explica.
Entre outros erros clássicos durante as entrevistas está a falta de profissionalismo ao falar dos antigos empregos. Apesar de ser comum aparecerem questionamentos a respeito de funções anteriores, os detalhes devem ser fornecidos de maneira respeitosa e controlada. “É melhor explicar as situações e os motivos de maneira honesta. Se for o caso de criticar alguma situação, procure não citar nomes ou personalizar o problema”, indica a consultora Sheila Nowicki, da Nowicki Consultoria em RH.

Além das habilidades
Mesmo que a seleção procure pelo profissional mais apto para a vaga de acordo com suas habilidades, o visual apresentado no encontro com os recrutadores também é objeto de análise. Embora existam cargos e empresas flexíveis a respeito da escolha de roupas de trabalho, em uma entrevista de emprego o bom senso e o conservadorismo ainda imperam na identidade visual. Para acessórios, perfume e maquiagem, a dica é a mesma: evite objetos muito chamativos, aposte em fragrâncias discretas e em tons leves. “É como ir a uma festa. Você não quer chamar a atenção, mas se adequar ao ambiente, tanto no caso dos homens quanto das mulheres. Não custa cuidar do visual e investir em roupas sociais com tons discretos”, comenta Sheila Nowicki.

Além dos cuidados com o que vestir, outros aspectos visuais como piercings, tinturas de cabelo e tatuagem precisam ser levados em conta. Morgana Fernandes, 22 anos, se encaixa em duas dessas situações. A jovem possui duas tatuagens — uma no ombro e outro nas costas — e usa piercing, mas explica que tira o acessório e cobre as imagens no corpo para as entrevistas. “Eu procuro ser a mais neutra possível, pois sei que tem gente que tem preconceito”, afirma. Morgana conta que em uma situação deixou as tatuagens a mostra por descuido, mas que isso não a desclassificou. “Normalmente, eu conto esses detalhes na hora e pergunto se a empresa aceita essa postura”, esclarece. Ela acaba participar de um processo seletivo para o cargo de vendedora e aguarda ser chamada.

Luis Fernando Martins, gerente executivo da Page Personnel, confirma que detalhes como esses não costumam excluir de cara os candidatos, mas que isso depende da cultura de onde se pretende trabalhar. “O problema seria aparecer no ambiente com algo muito chamativo à mostra. É preciso entender que há a necessidade de seguir aos padrões de dress code da empresa”, completa.

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