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Nas asas dos negócios

Viagens a trabalho também exigem planejamento com antecedência. Veja como minimizar o estresse e a espera em aeroportos

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postado em 06/01/2014 10:40 / atualizado em 06/01/2014 10:43

Antonio Cunha
Em uma era em que os negócios vão muito além das fronteiras geográficas, o mundo acaba se tornando o escritório de muitos profissionais. Na hora de viajar a trabalho, alguns procedimentos facilitam a cansativa rotina de espera nos aeroportos e diminuem a chance de cometer uma gafe em companhia dos colegas de profissão. Assim como nos preparamos para os momentos de férias, a jornada do viajante corporativo também exige um planejamento específico.

Antes de tudo, pesquise sobre o hotel reservado pela empresa e busque detalhes sobre o voo e a companhia aérea contratada. A ideia não é exigir luxo, mas ter a garantia de condições mínimas de conforto e fácil mobilidade. “Aceitar o itinerário programado pela empresa é muito mais cômodo, claro, mas não é grosseiro pedir algumas alterações quando necessário. Se o hotel é muito distante dos eventos marcados ou a companhia aérea é famosa pela má qualidade, faça uma pesquisa e ofereça alternativas melhores e com preços razoáveis para seu chefe, tudo isso com o máximo de brevidade possível”, aconselha Célia Leão, consultora de etiqueta.

Para garantir a boa imagem com o empregador e também aos colegas que encontrará durante a viagem, Célia recomenda que o funcionário tenha cuidado com os excessos. “A dica é falar menos, sem ser antipático, por exemplo. Evitar comparações da cidade visitada com a terra natal é primordial, e jamais se deve criticar o destino da viagem”, pondera a especialista.

Uma dica para ser visto de forma mais simpática pelos anfitriões é fazer uma pequena pesquisa sobre os fatos básicos da cidade a ser visitada e, se convidado, acompanhar os colegas em uma confraternização. “Demonstrar interesse sobre o local transmite um aspecto amigável e respeitoso. Outra maneira de ganhar pontos é acompanhar os anfitriões nos famosos happy hours, por exemplo. Mas não se trata de uma regra. Em alguns casos, o profissional está cansado demais para sair, e explicar a recusa ajuda a evitar más impressões”, detalha.

Informar-se sobre o local de destino vale não apenas para demonstrar interesse e boa educação mas também ajuda na hora de fazer a mala a evitar gafes culturais. Por exemplo, viajar a São Paulo — cidade conhecida pelo clima irregular — com opção de roupas para apenas um tipo de temperatura pode ser, literalmente, uma fria. Se o desembarque for em outros países, o cuidado deve ser redobrado.

É importante lembrar ainda que, em contatos profissionais em outras nações, nem todas as pessoas estão acostumadas ao beijinho bem brasileiro no rosto, ou mesmo a um prosaico aperto de mão. “Você não vai chegar ao Japão abraçando as pessoas nem ousar se atrasar para um compromisso no Reino Unido. Cada país tem um padrão social, e conhecê-los evita constrangimentos”, adverte Célia.

O consultor de negócios e processos João André Jacob, 27 anos, pontua os benefícios de uma profissão marcada por viagens constantes. “Faço ao menos uma viagem por semana e a cada saída vou para um local diferente. Às vezes, surgem algumas situações complicadas, como a dificuldade em manter uma alimentação regular, mas, no geral, a oportunidade de conhecer pessoas e culturas diferentes é algo único”, conta. André, que diz já não fazer muitas pesquisas sobre seus destinos, lista o respeito e a tecnologia como aliados inseparáveis de um bom viajante. “Sempre que você chega a uma cidade, é essencial compreender os costumes e a maneira como os moradores agem e lidam com as situações. Quando não tenho referências da região, busco informações por meio dos aplicativos que tenho no celular”, detalha.

Preparação

Se a chegada e a permanência exigem cuidados essenciais, a organização da partida também possui um ritual. Do arrumar as malas à espera na sala de embarque, alguns truques não só facilitam a vida do profissional como também ajudam o viajante a ganhar tempo. Na bagagem, dê preferência a uma única mala de mão, leve um terno ou tailleur mais formal, além de roupas mais confortáveis e peças compatíveis com o clima do local visitado. Porém, mais uma vez, aplica-se a regra do bom senso. É válido lembrar que a ocasião não se trata de um passeio, logo, roupas excessivamente descontraídas devem estar fora de escolha (veja o quadro). “Um dos principais erros cometidos pelos profissionais é não optar pelo básico. Deve-se levar produtos para higiene pessoal, roupas apropriadas, documentação e só. Aqueles que viajam com quilos e mais quilos de bagagem acabam atrapalhando não só os funcionários do hotel e da companhia aérea mas também a eles mesmos. Uma mala benfeita garantirá um espaço a mais para trazer lembranças do local viajado”, pontua Alexandre Motta, diretor comercial da agência especializada em gestão de viagens corporativas Tour House.

Segundo Motta, outro ponto que exige atenção especial é a questão da burocracia nos voos internacionais. “É preciso checar toda a documentação exigida para a viagem. O profissional deve verificar se o passaporte está válido, se precisa de visto para entrar no país, além de quesitos como vacinas e itens proibidos ou que necessitem de declarações específicas”, lembra o diretor. Além disso, recomenda-se cautela na compra das passagens. “Atraídos por preços menores, algumas empresas ou profissionais optam por escolhas que, muitas vezes, podem ser uma cilada. Todo planejamento deve contar com imprevistos, e tarifas promocionais costumam ser acompanhadas por uma série de restrições que engessam a flexibilidade da programação na viagem”, diz o especialista.

Acostumada a uma rotina de viagens constantes, a procuradora e professora Márcia Leuzinger, 46 anos, conta que se organizar para compromissos de trabalho fora da cidade já se tornou algo praticamente automático, e o planejamento com antecedência é a chave para evitar dor de cabeça. “Sempre tento resolver as questões de trabalho durante a viagem. Assim, quando volto para Brasília, normalmente cansada, minha prioridade é descansar para que a rotina normal não saia prejudicada. Temos que lembrar que o deslocamento conta como um dia comum de expediente”, observa.

Cada minuto conta
Conselhos também não faltam para os ansiosos que pretendem ganhar tempo ou fugir do tédio durante os compromissos de negócios. O consultor de viagens Lucas Nogueira sugere alguns caminhos para evitar filas e longas esperas nos aeroportos: “Se o cliente não for despachar bagagem, as companhias oferecem a opção do check-in on-line. Assim, o passageiro realiza o procedimento antes mesmo de chegar ao terminal, pulando a etapa do balcão e indo direto para o embarque. Outra estratégia é utilizar os programas de fidelidade. Profissionais que viajam muito e somam muitas milhas provavelmente terão tratamento diferenciado e direito a um atendimento mais veloz”, explica. Para quem chega com muita antecedência, há a alternativa de voar mais cedo. Caso exista vaga, a companhia aérea pode antecipar o voo do cliente que solicitar.

Faço ao menos uma viagem por semana e a cada saída vou para um local diferente. Às vezes, surgem algumas situações complicadas, como a dificuldade em manter uma alimentação regular, mas, no geral, a oportunidade de conhecer pessoas e culturas diferentes é algo único”
João André Jacob, consultor de negócios e processos

 

 

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