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Para ministro, saída de cubanos do Mais Médicos não contraria governo

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postado em 19/03/2014 17:02

Agência Câmara

O líder do PSDB, deputado Domingos Sávio (MG) pediu ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, que sejam feitos ajustes no Mais Médicos, considerado necessário por ele, para adequar o programa ao que exige a Constituição Federal e os direitos humanos, o que não estaria ocorrendo atualmente, principalmente quanto aos médicos cubanos.

Chioro respondeu que a questão do tráfico de pessoas é extremamente importante, mas esse não é o caso dos profissionais cubanos no Mais Médicos. “Aqueles médicos que decidem deixar o programa conseguem e isso não contraria o governo brasileiro”, afirmou.

Improbidade administrativa

O deputado Mandetta (DEM-MS) defendeu a criação de uma carreira médica no País e questionou o pagamento antecipado dos serviços dos médicos cubanos, algo que é, segundo ele, considerado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como improbidade administrativa. “Pagou-se antes mais de R$ 10 mil reais por médico por mês. 5% fica com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), R$ 1,5 mil com o médico e o resto não se sabe para onde vai”, disse.

O ministro respondeu que a questão não é apenas de se criar uma carreira. “Faltam médicos não apenas para o serviço público. Existe hoje uma situação de pleno emprego e não basta criar uma carreira, precisamos de mais médicos mesmo”, disse.

Também quanto ao argumento de improbidade administrativa, Chioro afirmou que os trabalhos com a Opas, inclusive quanto à distribuição de vacinas, incluem pagamentos antecipados. “Na gestão de José Serra como ministro já era assim”, lembrou.

“Precisamos urgentemente levar a medicina para o exterior. Em anos como professor, tive um aluno negro e cinco filhos de operários. Se sou de uma aldeia ou do interior eu tendo mais a voltar lá para promover uma mudança social”, acrescentou Chioro.

Críticas à oposição
Os deputados petistas Pepe Vargas (RS), Rogério Carvalho (SE), Sibá Machado (AC), Vanderlei Siraque (SP), Weliton Prado (MG) e Amauri Teixeira (BA) elogiaram o programa e a gestão da saúde e criticaram os argumentos apresentados pela oposição contra a gestão do Mais Médicos.

“O prefeito de Salvador (BA), ACM Neto (DEM), pediu mais médicos do programa para a cidade. Os líderes da oposição falam ao vento”, afirmou Teixeira.

O ministro participou de audiência pública, já encerrada, sobre o programa Mais Médicos, repasses para estados e municípios e saúde indígena.
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