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Tempero árabe

Empresários trazem para Brasília delícias da culinária da Síria e do Líbano

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postado em 24/03/2014 09:46 / atualizado em 24/03/2014 11:11

Mariana Niederauer

Bruno Peres
Os encontros em família foram a inspiração para que Isaac Elias Júnior, 50 anos, e o casal Paulo Henrique, 47, e Lícia Cury, 40, abrissem o empório Marzuk. “Trouxemos a cozinha da nossa casa para cá”, conta Isaac. As esfihas de diversos sabores e os quibes preparados de maneiras diferentes conquistam o paladar dos clientes, que aproveitam para conhecer um pouco da cultura árabe. A primeira unidade foi inaugurada em 2009, na Asa Sul, e fez tanto sucesso que os proprietários abriram outra loja há pouco mais de três meses, na Asa Norte, a pedido dos fregueses. Muitos recordam o comida de casa, da mãe e da avó, a cada visita. Foram essas demandas também que direcionaram a oferta de produtos.


Os empresários já tinham experiência no comércio, por meio de negócios familiares — em padaria, churrascaria e restaurante. Quando decidiram partir para um empreendimento próprio, trouxeram toda a tradição dos antepassados de Paulo e Isaac, que chegaram ao Brasil no início do século 20, e apresentaram aos brasilienses um ambiente aconchegante, com delícias típicas da Síria e do Líbano. Hoje, o empório tem 70 funcionários, oferece bufê para eventos e ainda reúne produtos variados para que os clientes possam cozinhar em casa as comidas que encontram na loja. Alguns deles moram nas embaixadas de países árabes, mas a maioria é de brasileiros.


Para manter a atmosfera acolhedora, os donos fazem questão de estar presentes o tempo todo no negócio. Tarefa que não é simples, pois, apesar de abrir as portas às 9h, internamente a produção começa às 6h30 e o serviço continua até as 22h, duas horas depois de as lojas fecharem para os clientes. “Não nos vemos como proprietários, somos funcionários também”, diz Paulo. “Nós queremos que os clientes entrem aqui e se sintam em um lugar agradável, que traga paz. Tudo aquilo que a gente deseja para a nossa casa também desejamos para o empório”, completa Lícia. Todos os detalhes da empresa foram pensados para transparecer essa ideia, a começar pelo nome. Marzuk significa o enviado por Deus e, portanto, abençoado, sinal da experiência completa que os empresários pretendem passar a cada cliente que entra no estabelecimento. “Colocamos a nossa alma aqui dentro”, garante Isaac.


Qualidade


A qualidade é a principal preocupação. Paulo e Isaac vão pessoalmente à Central de Abastecimento (Ceasa) comprar os ingredientes usados na produção, e a preparação da carne é toda feita nas lojas. A habilidade para negociar, também herdada do lado árabe da família, ajuda no processo.


Apesar das características tradicionais, os donos do empório provam que é possível inovar em qualquer tipo de negócio. Eles aderiram ao programa de inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no DF e recebem agentes que avaliam o trabalho e dão dicas e orientações (leia o Saiba mais). Lícia conta que eles fazem o papel parecido com o de clientes ocultos e contribuem para corrigir falhas no negócio. Ela é a mais engajada nesse tipo de capacitação, participa de cursos e palestras com frequência. “Acho que o principal é você não ficar na zona de conforto. Nos envolvemos tanto nessa rotina corrida que às vezes deixamos de lado essa visão externa. Tem sido muito positivo”, afirma.

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