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Lojas efetivam temporários

Cerca de 25% dos 5,8 mil contratados no fim do ano passado vão permanecer no emprego. Eles reforçarão o atendimento aos consumidores nas próximas datas festivas e, principalmente, durante a Copa do Mundo

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postado em 27/03/2014 10:14 / atualizado em 27/03/2014 10:16

Larissa Garcia

Breno Fortes
Além de uma oportunidade de ganhar dinheiro extra, o trabalho temporário é uma porta de entrada para o mercado. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF), apesar do baixo desempenho do setor, foram contratados 5,8 mil funcionários para o Natal do ano passado e, por conta da Copa, muitos permaneceram no posto. A estimativa é de que 25% deles sejam efetivados nas 28 mil lojas da capital do país, cinco pontos percentuais a mais do que 2013.

“Este ano, teremos um grande evento, a Copa, e os comerciantes decidiram manter os temporários contratados no fim do ano. Eles ficarão para a Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados e, talvez, permaneçam até mesmo para o Dia dos Pais”, explicou o presidente do sindicato, Esdson de Castro. Apenas para a Páscoa, o comércio contratou mais 3 mil funcionários. “O empregado tem que se destacar. Esse é um ano de grandes motivações, por isso vale a pena investir”, completou.

Para o especialista em recursos humanos e mercado de trabalho da Universidade de Brasília (UnB) Jorge Fernando Valente, entretanto, esse não é um bom momento para o setor, o que acaba interferindo nas contratações. “Geralmente, quando há seleção de temporários, para suprir um momento de pico, eles têm chance de contratação quando há um aumento real do setor, o que não é o caso. A tendência é de recessão no Brasil”, previu.

Ainda assim, segundo Valente, se surgem vagas de efetivos dentro de uma loja, é natural que o dono opte por contratar algum temporário. “Ele já sabe a dinâmica do lugar, e o proprietário não precisaria gastar com treinamento. Para isso, o empregado deve cumprir, pelo menos, as obrigações básicas: ser pontual, assíduo e honesto. O diferencial é saber agradar ao cliente, fazer com que ele se sinta bem e cativá-lo”, acrescenta o especialista.

Momento
O mau momento vivido pelo varejo se deve ao freio no consumo e alto índice de endividamento das famílias. De acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Adelmir Santana, as pessoas estão mais conscientes e a oferta de crédito está menor. “O comprador está gerenciando melhor suas finanças e há até um estímulo do governo pela queda do consumo. Muitos aprenderam que crédito não é dinheiro, mas um instrumento de compra. Vemos uma acomodação do comércio desde o ano passado. Em 2012, tínhamos crescimentos de até dois dígitos”, lembra.

O comércio fechou 2013 com alta de 6,34% no faturamento, de acordo com a Fecomércio-DF, índice baixo em comparação com os anos anteriores — em 2012, a elevação foi de 9,30%. No Natal, melhor data para o setor, a expectativa era de crescimento de 12,12% em relação ao mesmo período da comemoração passada, mas a taxa foi de apenas 9%, por exemplo. O cenário refletiu também na criação de vagas. Em dezembro do ano passado, o setor apresentou queda de 2,57% nos postos de trabalho em relação ao mesmo mês de 2012.

Vendas têm alta de 0,75%
Após diversas quedas consecutivas, as vendas no comércio do DF apresentaram leve alta de 0,75% em fevereiro em comparação a janeiro. O número é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF). A alta foi puxada, principalmente, pelo segmento livraria e papelaria, que teve aumento de 32,69%. “Esse setor sempre apresenta bom desempenho nessa época, por conta da volta às aulas. Em segundo lugar, tivemos calçados (+15,45%), que também foram influenciados pelo período, por conta da compra de tênis para as crianças”, explicou o presidente da entidade, Adelmir Santana. Na comparação com o mesmo mês de 2013, o setor teve crescimento de 5,72%.

Dicas
Como aumentar as chances de ser efetivado:

» O primeiro passo é ser pontual e assíduo
» Conhecer os produtos oferecidos pela loja também é essencial para se tornar um bom funcionário
» Ser agradável com o chefe e, principalmente, com os clientes passa confiança ao contratante
» É preciso se destacar. Se o empregado gosta e acredita no produto que está vendendo, passa para o cliente e acaba tendo sucesso na venda

4,45 mil
Número total de contratados, resultado da soma de parte dos temporários efetivados com as 3 mil vagas abertas como reforço para a Páscoa
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