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Inovador da beleza

Empresário deixou a Bahia e decidiu investir em Águas Claras, há 12 anos. Hoje, tem três salões na região Inovador da beleza

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postado em 07/04/2014 10:05 / atualizado em 07/04/2014 10:09

Mariana Niederauer

Antonio Cunha
Dos 24 irmãos de Salvador Silva Oliveira, nove são cabeleireiros. A escolha pela carreira, portanto, foi natural. Aos 13 anos de idade, já cortava cabelos na cidade natal, Ruy Barbosa (BA). Hoje, aos 63 anos, é dono de três salões de beleza em Águas Claras, que levam o nome dele. Em 2002, acreditou no potencial da região administrativa que começava a crescer e abriu a primeira unidade. O empresário chegou a contar o número de prédios: eram apenas 28 naquela época. E Salvador percorria cada um distribuindo panfletos e oferecendo cortes gratuitos para os porteiros, que ajudavam na divulgação.

Com a propaganda boca a boca, ele e a esposa, Sonia Oliveira, 54 anos, que é designer de sobrancelhas, superaram os três primeiros meses, que foram os mais difíceis. Ela chegou a sugerir que desistissem, mas Salvador não se deu por vencido e disse que veio para ficar. A persistência foi essencial para o sucesso do negócio. “Se a pessoa não for perseverante, desiste no primeiro ano”, diz. Doze anos depois de abrir as portas, ele atende mais de 800 clientes por mês em três unidades.

Durante sete anos, trabalhou de domingo a domingo no salão. Diante das reclamações da família, guardou o domingo para descansar e ficar com a mulher e os quatro filhos. Desses, três trabalham no ramo, um no negócio da família, e outros dois abriram o próprio salão no Sudoeste. O pai, especialista em corte e química, é o principal conselheiro.

No início, Salvador tentou tocar o negócio sozinho, com a ajuda da mulher, mas logo percebeu que precisaria contratar funcionários. “Vi que sozinho não tinha como acontecer o sucesso”, afirma. Atualmente, a empresa conta com 18 trabalhadores.

História
Antes de trabalhar no ramo de beleza, Salvador foi vendedor do Baú da Felicidade, funcionário e dono de confecção em São Paulo, onde chegou a empregar mais de 10 costureiras. Em 1986, abriu o primeiro salão, em Irecê (BA) e ganhou o prêmio de melhor cabelereiro da cidade por três anos consecutivos. Quando não teve mais para onde crescer, decidiu tentar a sorte em Brasília, depois de visitar a filha, que fazia cursinho pré-vestibular na cidade. “O meu grande desafio sempre foi sair de um lugar e tentar vencer em outro”, relata.

Alguns clientes frequentam o salão desde o primeiro ano de abertura, outros vêm de Goiânia para cortar o cabelo e há até aqueles que foram fregueses de Salvador na Bahia, como é o caso de Maria José Souza Silva, 65 anos. “Eu deixava meus dois filhos no salão e ia fazer compras”, lembra. Hoje, o neto dela corta o cabelo com Salvador, e a confiança no profissional se mantém.

Salvador resume a trajetória  de empreendedor em duas palavras: luta e dedicação. “A vida não é fácil, mas a gente tem que seguir o sucesso por meio da simplicidade e do bom atendimento. É isso que eu procuro ensinar à minha equipe”, diz. Ele tira férias de oito dias, no máximo, para não perder o controle e a qualidade do serviço. Além disso, todos os anos, participa de cursos e eventos do setor para se aperfeiçoar. Dessa forma, garante aos clientes que o lema da empresa — “inovador da sua beleza” — se aplique diariamente. “Não sou menino, mas pretendo trabalhar muito tempo nessa profissão ainda”, conclui.
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