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PERFIS DE SUCESSO - SIDALENO FERREIRA »

Ele continua pop

Empresário é dono, há 40 anos, de uma das lojas de roupa feminina mais tradicionais da cidade

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postado em 20/04/2014 11:58 / atualizado em 20/04/2014 12:00

Mariana Niederauer

Ana Rayssa

Uma oportunidade de negócio e a vontade de crescer profissionalmente fizeram Sidaleno Ferreira deixar um emprego com carteira assinada para investir na própria loja de roupas femininas. Quarenta anos depois da inauguração, a Popsida é um dos estabelecimentos mais tradicionais do comércio no Conic e atrai novas gerações de clientes. Apesar de ter sido dono de outros sete empreendimentos, esse é o xodó de Sida, como é conhecido, e foi batizado em homenagem ao apelido do proprietário. “A Popsida é uma necessidade tanto sentimental quanto de tradição”, afirma. Hoje, a loja vende mil peças por mês, em média, e o empresário ainda investe em uma marca própria que já conta com 17 pontos, incluindo franquias.

Na década de 1970, quando trabalhava na companhia telefônica Telebrasília, Sidaleno teve a ideia de ir a Juiz de Fora (MG) comprar malhas para revender na capital federal. Na época, estava claro quem seriam as compradoras: as telefonistas que trabalhavam na empresa. Eram mais de 100, segundo ele. Nos intervalos do serviço, os produtos faziam sucesso e ele chegou inclusive a expandir os locais de venda. As funcionárias da Esplanada dos Ministérios também viraram freguesas.

Em 1974, ele fez um bom acordo com a Telebrasília e decidiu largar o emprego para tornar-se empreendedor. Ele havia juntado economias durante oito meses e alguns empréstimos com familiares. No mesmo ano, abriu a Popsida nos fundos de um dos prédios do Conic. Comprou um fusquinha, e as viagens para selecionar os produtos ficaram cada vez mais frequentes. Antes, ele levava uma semana fazendo as compras. Hoje, aos 67 anos, ainda se encarrega dessa tarefa, mas em dois dias, no máximo, já consegue reunir todas as peças que precisa expor na loja. A experiência também é fruto de muita pesquisa. Sidaleno viajou aos Estados Unidos, à Europa e até à China em busca de inspiração para montar as coleções da Popsida.

Desafios
i após umaFo dessas viagens que percebeu outra oportunidade de negócio e decidiu abrir uma marca própria, a Sete Mares, a “filha caçula da Popsida”, brinca. A falta de capacitação na área tornou o caminho mais difícil, pois foi preciso apostar no processo de tentativa e erro. “Eu abri a Sete Mares como uma loja infantil porque achei que seria mais fácil, mas não foi”, conta. Depois, a mudança para a empresa de moda jovem que existe até hoje mostrou-se a melhor opção. Um dos filhos de Sidaleno é designer e monta as coleções semestrais da marca. A produção é toda terceirizada. A família mantém algumas lojas próprias e outras franqueadas, inclusive em Uberaba (MG) e em Natal (RN).

Outro desafio que o empresário precisou enfrentar foi o de aprender a controlar as finanças. Ele chegou a ser dono de oito negócios ao mesmo tempo e teve três lojas no Conjunto Nacional, duas da Popsida e uma da Sete Mares, além de outras duas de calçados e uma de roupas masculinas. Sidaleno conta que as pessoas achavam que ele era rico, mas, na verdade, estava acumulando dívidas. “Eu tinha muitas lojas e marcas, mas pouco dinheiro”, relata.

Para superar essa situação, ele decidiu procurar a ajuda de um especialista em consultoria empresarial. Depois de um período de revisão dos empreendimentos, ele resolveu fechar quase todos. “Hoje, eu só tenho essa loja (da Popsida no Conic) e faço a gestão da Sete Mares, tarefa que estou começando a passar para o meu filho”, conta. O aprendizado que tirou dessa trajetória de empreendedorismo é de inovar constantemente e manter o pé no chão. Segundo ele, é necessário ter guardado três vezes mais do que se gasta no negócio.

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