Qualificação ao longo da carreira

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 02/05/2014 15:00 / atualizado em 02/05/2014 10:48

Ana Rayssa
Em um mercado de trabalho apertado, que favorece quem está à procura de uma vaga, as oportunidades se multiplicam para os profissionais qualificados. Além de premiá-los com rápida ascensão, as empresas incentivam a continuidade dos estudos. A trajetória de Karen Fujita, 34 anos, é o espelho desse quadro. Ela ingressou na operadora de telefonia Vivo aos 16 anos como estagiária no setor de Call Center. Assim que completou 18 anos, teve a carteira assinada. “A empresa apostou em mim. Proporcionou cursos que me permitiram ir para a área de vendas”, contou.

Durante os quatro anos em que trabalhou na nova vaga, Karen fez faculdade de Letras, com especialização em português e inglês. Assim que conquistou o diploma universitário, a empresa ofereceu um curso voltado para gestão e liderança. E ela se tornou gerente, com uma equipe de 36 funcionários.

Em 2007, Karen virou consultora. Dois anos depois, passou a ser gerente de seção, coordenando uma equipe de 150 pessoas, lotadas em seis unidades de Brasília. “Sou responsável pela produtividade da loja. Se há problemas, desenvolvo ações para alavancar os resultados”, explicou.

O próximo objetivo pessoal de Karen é fazer pós-graduação na área de gestão para abocanhar uma vaga de gerente regional, o que, no caso do Centro-Oeste, envolve a coordenação de 44 lojas. Há 18 anos na empresa, as queixas de Karen estão do outro lado do mercado de trabalho. “Olhando pelo lado de quem contrata, há dificuldades. Falta qualificação. Há muitas pessoas disponíveis, mas poucas com experiência, mesmo no cargo de vendedor”, contou.

Há os que preferem esperar momentos melhores para buscar emprego. O estudante de administração Ananias Matias de Carvalho Júnior, 23, chegou a estagiar em um órgão público, mas não busca outra colocação por ora. Quando se decidir, já sabe por onde começar: “A pessoa precisa ter contatos. Se não tiver, desiste”, observou. Ananias trancou a matrícula na faculdade “por preguiça”. Mas pretende voltar à sala de aula.

A diarista baiana Nilai Jesus Sousa, 20, conhece bem as dificuldades impostas pela escassez de relações. Em Brasília há 20 dias, ela ainda não conseguiu nada. “Já distribuí vários currículos. Mas as famílias pedem referência. Sem isso, está dificil. Como sou de outro estado, fica ainda mais complicado”, desabafou.

Tags: