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Conectados à empresa

As chamadas redes sociais corporativas ou internas já fazem parte da rotina de trabalho e contribuem para uma comunicação mais dinâmica entre as equipes

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postado em 04/05/2014 11:08 / atualizado em 04/05/2014 11:09

Lula Lopes
Checar páginas pessoais durante o horário de trabalho não contribui para a produtividade de ninguém. Mas e quando a proposta, em vez de postar piadinhas e mensagens de autoajuda, é compartilhar informações, experiências e conhecimentos adquiridos dentro da própria empresa? Assim funcionam as redes sociais corporativas. Esses ambientes de colaboração profissional são desenvolvidos por empresas especializadas e, com leiaute e ferramentas semelhantes às das redes de relacionamento, garantem o acesso dos funcionários a informações de maneira rápida, simples e eficaz. Os usuários podem seguir uns aos outros, curtir publicações e fazer comentários. Também podem divulgar imagens, vídeos e documentos.

A Social Base, fornecedora de softwares e serviços de comunicação colaborativa, recebe cerca de 2 mil ligações mensais à procura do serviço. Segundo o diretor de Marketing da empresa, André Ribas, o interesse é alto porque as empresas tomaram consciência da importância de atender às necessidades de captação de informação dos funcionários. “Na rede social corporativa, a comunicação ocorre em via de mão dupla. Os funcionários trocam conhecimento e acrescentam informações, diferentemente do painel estático da intranet”, afirma André. Como uma espécie de banco de dados interativo, a rede permite a troca de informações por meio da criação de grupos, fóruns e debates. Tudo o que é compartilhado fica guardado e pode ser acessado por qualquer funcionário a qualquer hora (veja o quadro).

Produtividade

Segundo o especialista em administração de tempo e produtividade Christian Barbosa, a proposta da rede social corporativa não representa ganho certo de produtividade, pois não substitui as redes sociais de relacionamento. “Uma coisa é tentar melhorar a colaboração dos funcionários por meio do intercâmbio de conhecimento na rede corporativa, outra é reduzir o acesso às redes sociais”, afirma.

De acordo com ele, 84% das pessoas entram em redes sociais no horário de expediente, mas a solução para diminuir esse número não está nas redes sociais corporativas, pois a finalidade delas é profissional. Cada funcionário tem direito a um perfil com foto, informações curriculares e adicionais, que variam conforme a empresa, mas as interações ocorrem por interesses profissionais, não pessoais.

Os benefícios da inclusão da rede corporativa dependem do tipo de empresa e da situação organizacional. “Aquelas que trabalham com gestão do conhecimento obtêm grandes vantagens com a adesão da rede social interna, porque ela centraliza informações setorizadas”, afirma Christian Barbosa. É o caso da empresa de consultoria multinacional PwC, que utiliza a rede Spark. Do inglês “faísca”, ela é visitada mensalmente por 40% a 50% dos 5,3 mil funcionários brasileiros da companhia e possibilita disseminação de conhecimentos adquiridos no trabalho.

O gerente-sênior da PwC Brasília Hugo Teóphilo afirma que o trabalho ganha mais qualidade com o uso da rede social corporativa. “As pessoas entram para buscar informação ou compartilhar algo relativo ao trabalho. Não é uma distração, ao contrário: é um ganho de tempo e de conhecimento”, afirma. Há uma política de uso, mas a rede é regulada principalmente pelo bom senso dos funcionários.

Por abrigar ampla produção e difusão de conhecimento, a rede social corporativa se torna um ambiente propício à inovação. Nela, é possível testar ideias antes de aplicá-las. “É uma espécie de laboratório virtual”, afirma Teóphilo. De acordo com ele, a interação em tempo real facilita o contato com pessoas que têm expertise em determinado assunto e podem ajudar. “Às vezes, você está desenvolvendo um projeto sozinho na sala, mas, na realidade virtual, pessoas do outro canto do mundo interagem, compartilham trabalhos, pesquisas e podem até colaborar na elaboração do seu projeto”, comenta.

Renata Rocha, 23 anos, é consultora de pessoas e mudanças na PwC. Desde que entrou na empresa, participa da Spark e, segundo ela, a plataforma serve para auxiliar o trabalho, nunca o contrário. “Meu tempo de serviço nunca foi comprometido, porque a Spark não é uma rede de relacionamentos, mas um ambiente de trabalho e de pesquisa”, explica. A rede, que também conta com aplicativo para smartphone, é fácil de usar e contempla as necessidades profissionais de interação. “Ela é atraente. Não tem cara de intranet, e isso facilita e até estimula a participação”, conta.

Entenda as diferenças
Saiba quais são os objetivos e as características de cada tipo de rede


Redes sociais de relacionamento
» Características: públicas, com circulação de informações. Usuários interagem e modificam o conteúdo
» Acesso: livre
» Objetivos: entretenimento, relacionamento e comunicação (pessoal, profissional e institucional)

Redes sociais corporativas ou internas
» Características: privadas. Funcionários interagem e modificam o conteúdo
» Acesso: restrito a funcionários (outras pessoas interessadas nas ações da empresa — stakeholders — podem participar)
» Objetivos: troca de informações, experiências e conhecimentos relacionados à empresa e à integração dos funcionários

Intranet
» Características: privada e os funcionários não interferem no conteúdo. Não há interação
» Acesso: restrito a funcionários
» Objetivo: transmitir informações sobre a empresa
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