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Profissão dos sonhos

Trabalhar com o que gosta é umas das frases mais repetidas aos jovens que precisam escolher o que fazer no futuro. Confira os caminhos possíveis para ganhar a vida como atleta em algumas modalidades

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postado em 19/05/2014 13:30 / atualizado em 19/05/2014 11:03

Começou como uma brincadeira aos 10 anos, mas, em pouco tempo, André Willian percebeu que levava jeito no skate. Bastaram três meses de prática para que o estudante participasse de um campeonato. A falta de competições na modalidade street realizadas no DF, no entanto, o obrigou a investir em viagens para competir em outras cidades - decisão apoiada e bancada pelos pais. Tudo com o objetivo de se tornar um profissional do esporte.

Para bancar os custos das viagens, o skatista brasiliense apostou na divulgação por conta própria. Com as postagens dos vídeos que faz na internet, André, hoje com 17 anos e um topete que faz questão de conferir se está arrumado a cada manobra, já conseguiu uma dezena de apoios, que colaboram principalmente com o fornecimento de equipamentos e roupas. “No skate, não há regra, o que vale é a criatividade”, observa o jovem talento, que compete na categoria amador e espera conseguir se profissionalizar até os 21 anos.

Para isso, é necessário o aval da Confederação Brasileira de Skate (CBSk), que analisa os pedidos por meio da análise do currículo e da comprovação de que o atleta possui pelo menos um patrocinador disposto a pagar salário e arcar com as despesas para competir no Circuito Brasileiro Profissional. “É um esporte caro. Um skate bom custa cerca de R$ 600, e os maiores custos são com as viagens para as competições”, explica André.

Em outros esportes, o caminho é diferente, como mostra o exemplo do ala Ronald, do UniCeub/BRB. Com dois metros de altura aos 15 anos, ele não parava de ouvir conselhos para se dedicar à modalidade. Além do biotipo favorável, havia um talento natural, o que fez com que o jovem tomasse gosto pela modalidade. Veio, então, a decisão de se profissionalizar.

Ronald optou por entrar em uma escolinha de basquete particular em Brasília, onde os treinos são voltados para preparar meninos para o alto rendimento. “Por serem pagas, essas escolinhas conseguem bancar viagens para competições importantes, inclusive fora do país”, recomenda o jogador. Sem contar que os times profissionais costumam manter contato com os treinadores dos clubes de base, a fim de captar jovens promessas. Assim foi com o ala, convidado para treinar no grupo sub-22 do UniCeub/BRB. Aos 17 anos, Ronald passou a treinar também com o time adulto e, quando completou 22 anos, passou de vez para o grupo principal.

Longo caminho

No MMA, o caminho para a profissionalização passa, primeiro, pelo aprendizado das diversas modalidades, como o jiu-jítsu, o boxe, e o muay-thai. “No início, não gostava”, admite Ismael de Souza, o Marreta, que optou por tentar uma carreira nos octógonos aos 15 anos. O lutador foi se aperfeiçoando em competições de cada modalidade, adquirindo, assim, mais experiência, antes de encarar os eventos amadores.

A partir daí, o objetivo de qualquer lutador de MMA é montar um bom cartel. Antes de desespero diante de uma ou outra derrota no octógono, é importante ter consciência de que ela faz parte. “Não tem isso de perdeu e não tem mais chance de participar de um evento importante. O que vale mesmo é ter uma sequência de vitórias”, observa o treinador Dhoy Santiago. Conseguir emplacar quatro vitórias em eventos amadores abre as portas para o Shooto e o Jungle Fight.

R$ 600
Preço médio de um skate de alto nível

"Os representantes das marcas ficam de olho nas redes sociais, e os vídeos também podem render apoios”
André Willian, skatista

"É fundamental fazer um pouco de cada luta e ter uma modalidade em que o atleta seja mais forte”
Dhoy Santiago, treinador de MMA

O passo a passo para se profissionalizar

 (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 24/4/14 ) 

Skate
  • 1- Muito treino: andar com frequência para manter o ritmo e fortalecer a musculatura das pernas a fim de evitar lesão, já que é um esporte de muito impacto.
  • 2- Participar de campeonatos locais e se planejar para competir torneios de outros estados que tenham boa visibilidade, como o paulista, o mineiro e o gaúcho.
  • 3- Registrar as manobras em treinos ou competições. Postar vídeos e fotos nas redes sociais é uma maneira de atrair apoios de marcas esportivas. Também há a possibilidade de enviar o material diretamente para as marcas.
  • 4- Ter pelo menos um patrocinador disposto a pagar salário e arcar com as despesas para competir no Circuito Brasileiro Profissional.

 (Breno Fortes/CB/D.A Press - 30/4/14 ) 

Basquete
  • 1- Entrar em uma escolinha de basquete, principalmente aquelas com estrutura voltada para o alto rendimento.
  • 2- Buscar participar de vários campeonatos para ganhar experiência em quadra.
  • 3- Ficar atento às datas de peneiras de times profissionais, que trabalhem com categorias de base, como é o caso do UniCeub/BRB. São Paulo também é uma opção bastante visada pelos aspirantes a profissional, por contar com uma liga forte.
  • 4- Ao conseguir entrar no elenco de uma equipe sub-22, dedicação e ritmo de jogo são fundamentais. Além disso, aproveitar para adquirir experiência no convívio com os jogadores do time adulto.

 (Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 28/1/14) 

MMA
  • 1- Começar a treinar uma determinada luta ou entrar diretamente em uma academia de MMA. Jiu-jítsu, boxe e muay-thai são modalidades fundamentais para os atletas de MMA.
  • 2- Antes de encarar uma luta de MMA na categoria amadora, é indicado participar de competições de cada modalidade, como jiu-jítsu e muay-thai separadamente.
  • 3- Cautela para decidir quando estrear no octágono. É importante que o treinador auxilie o atleta a encarar a primeira luta quando estiver realmente preparado.
  • 4- Participar de eventos amadores. Neles, o lutador não recebe por participar das lutas, mas elas são importantes para se construir um cartel.
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