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Gringos em busca do mercado brasiliense

Empresários da cidade preparam-se para receber investidores internacionais. Eles vão usar o Mundial para "seduzir" os estrangeiros

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postado em 22/05/2014 11:51 / atualizado em 22/05/2014 11:53

Camarote em frente ao hospitality, no Mané Garrincha: atrativo para chamar A atenção de investidor internacional (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press) 
Camarote em frente ao hospitality, no Mané Garrincha: atrativo para chamar A atenção de investidor internacional


Integrantes da produtora Cinegroup, com sede no Park Way: empresa recebeu visita de empresários internacionais no ano passado (Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press) 
Integrantes da produtora Cinegroup, com sede no Park Way: empresa recebeu visita de empresários internacionais no ano passado


A franquia do Giraffas, do brasiliense Alexandre Guerra, é citada pela Apex (Edílson Rodrigues/CB/D.A Press) 
A franquia do Giraffas, do brasiliense Alexandre Guerra, é citada pela Apex


Além dos tradicionais turistas que visitarão Brasília a lazer para assistir às partidas da Copa do Mundo, a cidade receberá ainda outro perfil de visitante: aqueles que estão atrás de negócios. Ao todo, 350 compradores, investidores e observadores internacionais desembarcam na cidade durante os dois jogos mais importantes do Mundial no DF — Camarões x Brasil e as quartas de finais, em julho. Eles fazem parte da comitiva de 2,3 mil representantes de 104 nacionalidades que percorrerão parte das 27 unidades federativas a convite da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A partir do Projeto Copa do Mundo, representantes da entidade garantem superar a marca de exportações e investimentos atraídos para o Brasil, que atingiu, em 2013, a casa de US$ 3 bilhões.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Hermano Carvalho, é otimista quanto aos resultados das tratativas, embora reconheça que o quadro de exportações represente pouco no cenário local — em função da baixa atividade industrial na capital. “Esses empresários vêm para mudar a visão de que só se faz negócio no eixo Rio-São Paulo. Temos empresas aqui que, hoje, exportam para 12 países”, analisa.

“Somos uma opção interessante, pois temos uma logística favorável: estamos no centro do país. As áreas de saúde, agronegócios encontram guarida aqui. Assim, a expectativa é que os contatos gerem também empregos e renda para o DF”, continua Carvalho.

Setecentas empresas e entidade setoriais brasileiras, dos mais diversos segmentos, participam de 800 agendas de negócios com os estrangeiros durante o projeto. Na prática, são reuniões, palestras, seminários, visitas a fábricas, a fazendas e a laboratórios. Os encontros ocorrem nos dias anteriores e posteriores aos jogos de futebol. Um dos convidados internacionais que marcam presença em Brasília será o vice-presidente executivo da rede de canais Discovery, Luis Silberwasser. Ele vai visitar produtora candanga Cinegroup, com sede no Park Way. A empresa brasiliense possui escritórios em vários estados, no Distrito Federal e no exterior, e exporta conteúdo para televisões na África, na Europa, na Ásia, na América Latina e nos Estados Unidos. Segundo a diretora executiva da Cinegroup, Carolina Guidotti, Silberwasser conhecerá a estrutura da empresa e os envolvidos no processo de produção.

Durante a Copa das Confederações, a produtora já havia feito contato com investidores estrangeiros. Na primeira fase do projeto desenvolvido pela Apex-Brasil, no ano passado, desembarcaram no país 903 empresários estrangeiros vindos de mais de 70 países do globo.
Contrapartida

O custo com passagens, hospedagem e itinerários dos visitantes fica a cargo das empresas que firmaram parceria com a Apex-Brasil. Elas são responsáveis diretas pelo diálogo com os compradores, investidores e formadores de opinião vindos do exterior. Como contrapartida, o governo federal oferece o acesso ao estádio e o hospitality (leia Para saber mais). “A ideia de trazer esses compradores internacionais para fazerem uma agenda de negócios aqui tem como objetivo aumentar as exportações nacionais. Assim, atraem-se investimentos para mais de 70 setores”, explica Jacir Braga, gerente de Marketing de Relacionamento Apex-Brasil.

Segundo Braga, o segmento de casa e construção é o de maior interesse, mas os investimentos em tecnologia e moda, por exemplo, também estão se tornando cada vez mais importantes. “Um fato interessante são as franquias. Elas serão apresentadas a eles. Entre elas, temos uma brasiliense, o Giraffas. Em solo nacional, os compradores vão entender como as nossas funcionam e decidir se levam para o país de origem.”

Jacir Braga destaca o importante papel da cidade em termos de referências arquitetônicas, com obras reconhecidas internacionalmente. Além disso, cita o Aeroporto Internacional JK com importante para centro de conexões. A Associação Brasileira de Franquias (ABF), que fará a apresentação das empresas nacionais, receberá convidados do Paraguai, Espanha e Hungria.

Elogios

O presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Antônio Rocha da Silva, destaca a importância da troca de experiências. Segundo ele, a capital vem recebendo diversas missões internacionais com empresários de vários países. “Brasília é uma cidade de oportunidades, principalmente em setores de tecnologia da informação e produção agrícola”, destaca. Segundo Silva, há países com tecnologias mais avançadas que o Brasil e, por isso, os estrangeiros valorizar o ramo em solo nacional. “A parceria ajuda até mesmo na qualidade do produto, que pode se tornar mais barato e competitivo”, ressalta.

O presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio), releito ontem, Adelmir Santana, elogia a iniciativa de trazer empresários estrangeiros para o DF. “A troca de experiência é necessária, pois se trata de países desenvolvidos com empreendedores que, de certa forma, têm mais experiência. A ação é importante para um país em construção, como o nosso”, defende.

Colaborou Isa Stacciarini


Para saber mais


Recepção de estrangeiros

O hospitality é uma área de convivência exclusiva, preparada para facilitar o relacionamento entre os empresários brasileiros e estrangeiros, nas horas que antecedem o jogo da ocasião. Brasília terá o único hospitality da Apex-Brasil de onde será possível acompanhar a partida, devido à configuração do Estádio Mané Garrincha. Em outras arenas brasileiras, os hospitalities ficam numa área em torno da construção. No local, serão servidas comidas aos convidados, ao mesmo tempo em que serão apresentados produtos e serviços nacionais, como games em tablets e um jogo interativo de futebol. O espaço tem capacidade para os 190 convidados. O Projeto Copa do Mundo ocorre durante 12 partidas, em quatro cidades além de Brasília: São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
 
 
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