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Guardiões da saúde

Além daqueles que cuidarão da segurança e dos transportes, alguns gestores serão responsáveis por prevenir doenças e auxiliar feridos durante o Mundial

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postado em 01/06/2014 14:48 / atualizado em 01/06/2014 14:52

Ana Paula Lisboa

Riscos de confrontos entre agentes de segurança pública e manifestantes, brigas entre torcedores no interior dos estádios ou qualquer outra ameaça em espaços com grande concentração de pessoas — que existirão aos montes durante a Copa do Mundo — não são preocupação apenas de gestores de logística e de segurança. Profissionais de saúde estarão engajados para garantir bem-estar e conforto a brasileiros e estrangeiros e vão agir de forma preventiva. Além do cuidado pré e intra-hospitalar, essas pessoas têm a responsabilidade de evitar a propagação de epidemias. Conheça dois gestores fundamentais para o Brasil e para o Distrito Federal.

Apoio garantido no DF

Oswaldo Reis
 

A enfermeira Fernanda Carneiro, 37 anos, é peça-chave para a estrutura de segurança preparada para a Copa do Mundo no Distrito Federal. Coordenadora do Núcleo de Enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) e integrante do Comitê Executivo para a Copa do Mundo da Secretaria de Saúde do DF, ela está com a atenção voltada para o planejamento estratégico e operacional  para o grande evento esportivo há dois anos. Entre 12 de junho e 13 de julho, Fernanda não vai ter folga. De segunda a segunda, vai trabalhar, pelo menos, 12 horas por dia. Dependendo da necessidade, a jornada diária poderá ultrapassar 18 horas. “Tenho que ficar de prontidão 24 horas por dia. Vou acompanhar tudo in loco, onde for necessário”, conta.

A brasiliense é filha de uma técnica em enfermagem e atua na Secretaria de Saúde há 17 anos. Fernanda acredita que comprometimento, capacidade técnica, reciclagem profissional constante, cumplicidade com a equipe, capacitação emocional e psicológica são fundamentais para gerenciar a equipe de 589 profissionais. Na contagem regressiva para o início do Mundial, a profissional de saúde está confiante. “Não estou nervosa e sei que tudo vai dar certo, porque estamos planejando isso há muito tempo. O sucesso vai depender do conjunto e não apenas da chefia. Todos os 800 servidores do Samu passaram por capacitação para atendimento em desastres com múltiplas vítimas, e fizemos várias simulações”, lembra.

Fernanda garante que as atividades do Samu voltadas para a Copa não vão prejudicar o atendimento às ocorrências rotineiras. “O que temos para a Copa é um incremento da estrutura normal. Não houve contratação de efetivo extra, então todos os servidores do Samu vão fazer hora extra”, afirma. O Samu tem 38 viaturas para atendimento comum à população. Além dessas unidades, são reservados para a Copa 10 viaturas, oito motolâncias, um Posto Móvel de Regulação (PMR), dois Postos Médicos Avançados (PMA), quatro veículos de apoio e logística e seis equipes para composição dos Centros Integrados de Comando e Controle.

Atendimento a brasileiros e turistas

Paula Rafiza
 

Seleções dos cinco continentes — se ignorarmos que a Austrália joga como equipe asiática — estarão no Brasil nos próximos meses. Com os jogadores, vem a torcida. Como as cidades estarão cheias durante a Copa, não só de brasileiros como também de estrangeiros, pensar em planos para garantir que todos venham e voltem saudáveis do país é a missão de Wanderson Kleber de Oliveira, 41 anos, coordenador-geral de Eventos de Massa do Ministério da Saúde.

Wanderson é responsável pelos Centros Integrados de Operações Conjuntas em Saúde (Ciocs), que estarão nas 12 cidades sedes para monitorar a saúde pública. “Já utilizamos os Ciocs em outros eventos, mas, certamente, a Copa do Mundo será o maior desafio, em razão da dimensão do torneio”, afirma. Para monitorar doenças e planejar atendimentos em casos de acidente, Wanderson coordenará diretamente 40 pessoas no Ciocs nacional, no Ministério da Saúde.

O problema de tamanha responsabilidade é que Wanderson, cruzeirense e fã de futebol, dificilmente assistirá aos jogos no estádio. “A escala está bem complicada, vamos ver só pela televisão e quando pudermos”, lamenta. A rotina para a Copa do Mundo será agitada: o coordenador dos Ciocs estima trabalhar de 15 a 16 horas por dia. “Ainda tento correr um pouco antes de ir ao trabalho, mas não sei se conseguirei todos os dias”, conta. Porém, para Wanderson, participar do torneio máximo do futebol faz a correria valer a pena. “Quero muito ver o Brasil ganhar da Argentina diante do Maracanã lotado”, aposta.

 

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