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Para soltar a voz

Especialistas concordam que saber falar em público é cada vez mais importante para profissionais de diferentes carreiras. Veja dicas que ajudam a aprimorar essa habilidade e saiba onde encontrar cursos na área

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postado em 08/09/2014 10:05 / atualizado em 08/09/2014 11:35

Juliana Espanhol

A desenvoltura na fala é essencial para a professora Mylena. Antes das aulas, ela faz exercícios de aquecimento vocal (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press ) 
A desenvoltura na fala é essencial para a professora Mylena. Antes das aulas, ela faz exercícios de aquecimento vocal


Frio na barriga, tremedeira e muito nervosismo. Quem não se sente confortável para falar em público e precisa apresentar um trabalho ou participar de uma reunião provavelmente reconhece esses sintomas. “Sempre dá um frio na barriga na hora de falar, mas acredito que, com a exposição prolongada a esse tipo de situação, você acaba se acostumando”, diz o delegado Rodrigo Carvalho, 35 anos. Ele decidiu fazer um curso de oratória ao assumir um cargo que exige apresentações em fóruns e seminários e não se arrepende da decisão. “Aprendi que é muito difícil superar sozinho o desconforto de falar em público e que há técnicas para contornar a situação”, explica. O interesse no assunto o motivou a introduzir um módulo sobre oratória no curso de formação da Polícia Federal, no qual ministra aulas. “Quem não conhece as técnicas acaba ficando mais ansioso; por isso, sugerimos a inclusão desse conteúdo”, justifica.

“Saber se expressar bem é fundamental para se destacar. Uma reunião é nada mais que um palco onde as pessoas expõem ideias. Aquelas que falam melhor conduzem o processo”, opina o professor, cerimonialista e mestre de cerimônias Ronald Sobreira Lima. Outros especialistas da área afirmam que o público que procura cursos e palestras sobre como falar bem em público é cada vez mais diversificado. “Atendo principalmente três perfis: pessoas que desejam dar aulas, aquelas que procuram melhorar suas apresentações empresariais e também quem quer começar a dar palestras”, diz Ney Pereira, consultor na área de comunicação para professores e executivos.

Jorge Telles, diretor fundador e instrutor do Instituto Oratória Emocional (IOE), afirma que os estudantes também têm procurado algum tipo de formação na área. “Alunos que vão apresentar monografia ou trabalho de conclusão de curso e recém-formados que querem ir bem em entrevistas de emprego têm interesse nos cursos para desenvolver mais segurança e desenvoltura”, diz.

Questão de técnica
Apesar de ajudar, aulas de oratória não são capazes de mudar a personalidade de ninguém. “O curso não transforma um tímido em Silvio Santos”, explica Ney Pereira. No entanto, alguém que deseja aprimorar essa habilidade pode começar por conta própria, utilizando recursos empregados nas aulas. “Utilizamos a filmagem para analisar se os alunos estão começando e terminando os discursos, se há coerência, e também para identificar vícios de linguagem”, diz Ronald Sobreira Lima.

Fora isso, os especialistas destacam a importância de uma boa preparação para conduzir de maneira satisfatória uma apresentação pública (veja mais dicas no quadro). “Tal como um atleta em competição, a pessoa precisa se concentrar e se preparar antes de uma apresentação”, explica Pereira. Para Jorge Telles, uma das vantagens é conhecer melhor o público. “O aluno aprende a perceber a atitude do público e fazer ajustes em tempo real”, afirma.

Algumas empresas identificaram a necessidade dessa competência e promovem cursos da área para seus colaboradores. Há 10 anos trabalhando oito horas por dia como professora de alfabetização, Mylena da Silva Guimarães, 26 anos, fez aulas de oratória e recebeu orientação sobre como cuidar bem da voz por iniciativa da escola em que trabalha, Le Petit Galois.

“Antes, eu não sabia empregar bem a fala. Com o curso, aprendi técnicas e regras que me ajudaram a falar melhor em público e a cuidar da minha voz”, diz Mylena. Trabalhando oito horas por dia, a docente passou a fazer exercícios para aquecer as cordas vocais antes de entrar em sala de aula. “É bem comum encontrar professores com voz rouca justamente por empregarem-na mal”, disse.

A fonoaudióloga Maria Simone Oliveira concorda. “Professores e músicos estão entre os profissionais que mais nos procuram para fazer tratamentos.” A profissional cita alguns cuidados úteis para aqueles que desejam preservar a voz. “Os maiores vilões são o álcool e o cigarro. Para não causar lesões nas cordas vocais, é importante manter sempre o mesmo tom de voz e evitar gritar. Beber água também é fundamental”, resume.

Cursos e oportunidades
Saiba onde estudar oratória e técnicas para falar em público em Brasília

Instituto Oratória Emocional (IOE)

As matrículas estão abertas para os cursos básico e avançado. As aulas começam em 16 e 17 de setembro, respectivamente. O curso de oratória emocional é pago em até quatro parcelas de R$ 210, em um total de R$ 840, enquanto a aula de comunicação verbal master sai por R$ 1.540. Inscrições e mais informações pelo site
www.oratoriaemocional.com.br ou pelos telefones (61) 3274-2480 ou 3964-8040.

 

Fundação Getulio Vargas
A FGV oferece curso de oratória com foco em apresentações empresariais, ministrado em Brasília a partir de 6 de outubro. Com duração de 24 horas/aula, o valor é de R$ 1.120. Mais informações junto ao núcleo de admissão e matrícula pelo e-mail cursos.bsb@fgv.br ou pelo telefone (61) 3799-8000.

Instituto Fenasbac
O instituto promove imersão com o tema Apresentações de impacto com o consultor Paulo Flôres de 18 a 25 de outubro. As inscrições são realizadas pelo site www.ifenasbac.com.br ou pelos telefones (61) 3226-4418 e 3323-1055. O valor é de
R$ 750, dividido em até
duas vezes.

Elo
A empresa de consultoria empresarial e de produção de eventos oferece curso de oratória e palco (16 horas/aula) com o professor Ronald Sobreira Lima em 20 e 21 de outubro. Os interessados podem se inscrever pelo site www.eloconsultoria.com. O valor de R$ 1.890 cobre refeições, sessões de ginástica laboral, material de estudo, pen drive, certificado e livro.

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