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Sem mico no fim do ano

A festa da firma pode se revelar uma verdadeira ameaça à reputação do funcionário. Cautela e bom senso são indispensáveis para aproveitar o momento com os colegas sem virar motivo de piada no dia seguinte

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postado em 01/12/2014 10:51 / atualizado em 01/12/2014 10:52

Nathalya Pacheco (à frente) integra a comissão organizadora da festa para funcionários em um banco público (Antonio Cunha/CB/D.A Press  ) 
Nathalya Pacheco (à frente) integra a comissão organizadora da festa para funcionários em um banco público


As festas corporativas são um momento de comemoração bastante aguardado e podem variar desde um simples encontro num restaurante até uma grande festa oferecida pela empresa. Independentemente do tamanho do evento, cometer gafes ou ser o protagonista de situações incômodas para os demais colegas podem trazer reflexos para as relações de trabalho e até para a carreira. Para não fazer do momento de celebração um episódio a ser esquecido, especialistas aconselham que os funcionários levem um convidado especial para as festas corporativas de fim de ano: o bom senso. “Muitas vezes, as pessoas acham que estão indo para uma balada ou para uma festa qualquer. Nesses eventos, normalmente estão presentes diretores e pessoas com as quais alguns funcionários não têm contato diário nem intimidade. Para essas ocasiões, cautela e prudência devem ser as palavras da vez”, afirma a coach e consultora de carreira e imagem Waleska Farias.

Para a especialista, reunir os colegas de trabalho num ambiente mais informal e descontraído do que o presenciado no horário de expediente não é desculpa para exibir os mesmos comportamentos de outros ambientes de lazer. “A festa de confraternização da empresa é uma extensão do ambiente do trabalho. Seja qual for o cargo do funcionário, durante esse tipo de evento, ele é uma vitrine. É nesse momento que os demais colegas verão como ele age fora do local de trabalho”, explica a consultora. “Depois que o erro for cometido, a pessoa terá muito trabalho para consertar a imagem negativa que deixou. Quando o indivíduo passa dos limites, deve procurar se retratar, mas, dependendo da situação, corre o risco de ficar permanentemente marcado dentro da empresa”, alerta Waleska.

Puxar saco do chefe, vestir-se de maneira inadequada e fazer comentários indesejáveis aparecem na lista dos comportamentos que devem ser evitados. Exagerar no consumo de bebidas alcoólicas é outro pecado: o funcionário que se apresenta bêbado numa festa corporativa corre o risco de se tornar inconveniente e de colocar a perder a imagem profissional que trabalhou para construir até o momento dentro da empresa. Segundo a consultora em recursos humanos Emmily Mathias, esse tipo de conduta pode marcar negativamente a carreira do profissional. “A construção dessa imagem leva em conta um todo e não apenas a atuação no ambiente de trabalho. O funcionário deve se lembrar de que, no dia seguinte, tudo voltará ao normal e ele terá que encontrar novamente os colegas”, alerta. “Caso a pessoa esteja cotada para receber uma promoção, por exemplo, apresentar um comportamento inapropriado nessas ocasiões pode ser motivo para que o chefe reavalie a postura do profissional”, completa.

Funcionário valorizado
Para garantir o êxito da confraternização, os funcionários da Superintendência Nacional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da Caixa Econômica Federal dedicam-se à organização do evento corporativo durante boa parte o ano. Além de contar com o apoio financeiro da instituição, eles têm uma comissão organizadora composta por oito pessoas, entre elas as assistentes executivas Mariana Cardoso, 28 anos, e Nathalya Priscilla Pacheco, 29. “Acabamos contando com a ajuda de vários funcionários. Tem sempre uma pessoa com mais habilidade em organizar orçamentos ou em elaborar um convite, escolher a decoração… É um momento de integração para toda a equipe”, conta Mariana. “A festa de fim de ano é interessante para ver os resultados, relaxar e também conhecer um pouco os colegas que, muitas vezes, só vemos no ambiente de trabalho ou nem temos contato”, completa Nathalya Priscilla.

As festas de fim de ano com os colegas são tradição no local de trabalho da assessora Larissa Marra, 32 anos. Funcionária da Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil, ela conta que a instituição incentiva a realização das confraternizações. “Cada setor recebe um valor para a festa. Normalmente, juntamos alguns setores e fazemos uma confraternização maior”, conta. “A festa de fim de ano é bastante esperada e tradicional entre os funcionários. Estar com toda a equipe num ambiente fora da empresa é uma maneira de compensar todo o trabalho que fizemos durante o ano”, completa.

Segundo a profissional de relações públicas Iêda Campos Vilela, a confraternização é um momento de construção não apenas para os funcionários, mas principalmente para as empresas que apoiam a iniciativa. “Não é apenas pela festa em si, mas pelo momento de celebrar e mostrar que o funcionário é valorizado. É uma maneira de relembrar os resultados alcançados e engajar a equipe para o ano seguinte”, afirma. “É uma boa hora para fortalecer as relações. Todos estarão reunidos na festa, desde o funcionário que serve o cafezinho até o diretor”, destaca.

A gerente de eventos corporativos Ellen Koscianski destaca que as empresas que se propõem a oferecer as festas de confraternização para os funcionários devem estar preparadas para recebê-los num ambiente mais descontraído e que propicie relações saudáveis entre os colegas. “É bastante positivo reunir a equipe para comemorar as metas alcançadas, mostrar gratidão e estimular os funcionários para o ano seguinte. Na maioria das vezes, os colaboradores são de diferentes setores e não têm contato diário. Essa é uma boa medida para facilitar que a equipe fique mais próxima no ano seguinte”, ressalta.

O ideal é fazer um evento que seja adequado à realidade da empresa e ao estilo dos funcionários. “Se for uma equipe mais animada e descontraída, vale pensar em realizar um churrasco em um espaço aberto, por exemplo. É importante que a empresa se preocupe em oferecer o evento em um local acessível para todos, além de propiciar um ambiente agradável para que os funcionários consigam se desligar do cotidiano e aproveitar um momento de lazer”, afirma a gerente.

Confraternização nota 10
Confira dicas para organizar o evento de fim de ano da empresa:

O espaço
O local escolhido deve prever espaço para que as pessoas circulem e conversem entre si — afinal, o objetivo é a confraternização. Se o evento for realizado na própria empresa, é adequado decorar o ambiente para que o colaborador sinta que, apesar de estar na empresa, o espaço foi idealizado e preparado para recebê-lo. Não deixe os convidados em pé! Caso opte por servir coquetel, coloque cadeiras espalhadas pelo espaço ou monte lounges para o conforto dos colaboradores.

Comes e bebes
É importante considerar também que esses eventos reunirão funcionários de vários setores e, na maioria das vezes, eles trabalharão no dia seguinte. Por isso, pratos pesados devem ser desconsiderados. Para beber, sirva sucos, coquetéis, água saborizada, além de refrigerantes. As bebidas alcoólicas devem ser decididas de acordo com o estilo dos convidados e harmonizadas com a comida. Evite bebidas com alto teor alcoólico e, mesmo as bebidas usuais (cerveja ou chope) devem ser servidas com moderação.

O tipo de festa
Escolher o formato da festa é fundamental para o sucesso do evento e depende do espaço e do horário no qual o evento será organizado. Um coquetel é indicado para as comemorações com pouco espaço e realizadas durante a tarde e à noite, por exemplo. Se a ocasião for mais formal, é possível utilizar o serviço à francesa, durante o qual são servidos uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Sobre o tipo de música para o evento, a recomendação é ser democrático e satisfazer os mais variados estilos.

Fonte: Ellen Koscianski, gerente de eventos corporativos

 

 

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