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Para começar bem

Mais de 20 milhões de profissionais no Brasil só estão esperando aquela grande ideia para abrir o próprio negócio. Os novos empresários podem contar com a ajuda de companhias do DF para dar o pontapé inicial

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postado em 15/12/2014 10:58 / atualizado em 17/12/2014 17:12

Iuri, Marcelo, Marcus e Gabriel da Zero Paper: trazendo o empreendedorismo para a universidade  (Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press ) 
Iuri, Marcelo, Marcus e Gabriel da Marco Zero: trazendo o empreendedorismo para a universidade


O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que existem 20 milhões de potenciais empresários no Brasil. Essas pessoas que estão se preparando para abrir um negócio, normalmente, enfrentam o desafio de empreender sem ter experiência. Planejar, estudar o mercado e investir em qualificação são as saídas para se sair bem, segundo Júlio Garcia, especialista em gerência empresarial. “O investidor precisa analisar a prospecção do mercado e ver se há espaço para prosperar no ramo em que deseja atuar. Cautela é fundamental ao investir tempo e dinheiro em qualquer coisa; mas arriscar é inevitável”, diz. Os potenciais empresários e os 9,3 milhões de microempreendedores do país também são um público consumidor, e iniciativas do DF aproveitam a oportunidade para oferecer serviços e aplicativos para eles.

Universitários ligados
Desde abril, seis alunos da Universidade de Brasília (UnB) se uniram para estimular a consciência empreendedora da comunidade acadêmica, por meio de palestras, competições e workshops gratuitos. Marcelo Lopes, Daniela Georg, Caio Silva e Iuri Honda, 20 anos, Marcus Medeiros, 23, e Gabriel Wanissang, 19, integram o Marco Zero, projeto de extensão coordenado pela professora Andrea
Felippe Cabello, do Departamento de Economia (ECO/UnB). “Quem mora em Brasília tem sempre interesse pelo serviço público, e projetos voltados ao empreendedorismo são raros em universidades federais. Então, decidimos criar o projeto com foco na iniciativa privada”, conta Marcus. O grupo deseja guiar jovens investidores para que eles criem planos de contingência contra crises iniciais. “Arriscar é positivo e faz parte de qualquer negócio. Tendo um bom planejamento, os riscos são menores. Analisando o cenário, o futuro empreendedor vai saber lidar com adversidades aplicando soluções criativas para problemas recorrentes”, garante.

Apoio bem-vindo
Operar uma boa gestão de negócio demanda tempo e dedicação por parte do empreendedor. Até pouco tempo atrás, microempresas sem recursos para comprar softwares de gestão tinham à disposição apenas planilhas de Excel para organizar as finanças. Hoje em dia, existem soluções alternativas. Foi ao colocar essa ideia em prática que, há um ano, a Configr — startup formada por Arthur Furlan, 29 anos, Felipe Tomaz, 22, Amilton Paglia, 25, e Carol Comandulli, 37, focada em gerenciar servidores e aplicações em nuvem — oferece serviços voltados ao público empreendedor. “Iniciar uma empresa é difícil; portanto, qualquer ferramenta que permita ao empreendedor se organizar melhor e economizar tempo é de grande utilidade.”

Em Brasília, outra startup pautada em facilitar o empreendedorismo é a Zero Paper. Ao fornecer dicas básicas de gestão e organização financeira, o sistema criado pelos profissionais da área de tecnologia da informação funciona como gerenciador financeiro inteligente. A plataforma oferece aos clientes uma visão plena de suas finanças, ajudando-os a tomar decisões estratégicas. O aplicativo da ZeroPaper é grátis, está disponível para computadores e dispositivos móveis e funciona com a mesma segurança aplicada a serviços de internet banking, aponta André Macedo, 35 anos, que comanda a empresa com Arley Moura e Carlos Braga, 30, e Carlos Carvalho, 28.

Segundo André, o objetivo é fazer o microeempreendedor individual aprender a se gerir com o software para, então, fazer uso de serviços mais exclusivos da startup. “A falta de conhecimento financeiro era o principal empecilho para autônomos e profissionais liberais manterem uma boa gestão financeira. Existem poucos aplicativos de gestão como o nosso. Isso foi proposital ao desenvolver nosso plano de negócios: inovar em um serviço útil e pioneiro no Brasil." 

 

Para o gestor de Projetos da Associação Brasileira de Startups (ABSturtups), Vinícius Machado, o Brasil é um cenário promissor para iniciativas do tipo, mas mesmo com o crescimento do interesse da população por startups, segundo ele, ter uma boa ideia não é o suficiente. "Uma equipe competente que crie soluções para problemas reais faz a diferença", diz.

 

Para começar já
Se gerenciamento era um problema, agora os futuros empresários não têm mais desculpas para colocar sua ideia em prática. Conheça aplicativos que incentivam o empreendedorismo:
» www.facebook.com/marcozerobsb
» configr.com  
» zeropaper.com.br

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