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Correio Braziliense

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Chefe x líder

A liderança consiste em ser exemplo e em trabalhar o lado humano dos funcionários. Profissionais insatisfeitos podem sugerir mudanças ou gerenciar o superior

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postado em 26/01/2015 10:30 / atualizado em 26/01/2015 10:32

Juliana Espanhol

Para o mastercoach Gustavo Silva, a qualidade da chefia vai além de certas caraterísticas da personalidade de quem está no comando. “Muitos confundem liderança e gestão. Enquanto o gestor só sabe cuidar de processos, o líder compreende que a maior parte de sua função é lidar com o lado humano dos funcionários”, argumenta. Como, então, superar falhas que podem atrapalhar o ambiente e o resultado da equipe? Para Rafaela Gonçalves, do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), a chave pode estar no treinamento. “O líder precisa trabalhar a inteligência emocional. Investir em coaching ou procurar mentoring pode ajudar a superar essas questões.” O consultor de negócios Fernando Santiago aponta atitudes presentes nos bons líderes. “Liderança não se impõe. O líder deve ser o primeiro a dar bom-dia e dizer ‘obrigado’. Ele deve agir da maneira como espera que os colaboradores ajam. Tem que ser uma pessoa com sensibilidade e que dê chance aos outros.

O que eu faço?
No caso de colaboradores insatisfeitos com o ambiente de trabalho, especialistas recomendam reflexão antes de tomar medidas drásticas. “É preciso olhar para a empresa e perceber se ela tem os mesmos valores que você. Se o desgaste emocional é muito grande, o ideal é sair. Caso goste da organização em que trabalha, pode usar os momentos de feedback individual para fazer sugestões de mudanças”, defende a analista de treinamento Rafaela Gonçalves.

Para quem decide seguir na empresa, os conselhos do livro Não tenha medo de gerenciar seu chefe (Editorta Sextante, 176 páginas, R$ 24,90), do consultor empresarial Bruce Tulgan, podem ser úteis. “Você quer chefes que o preparem para o sucesso e o ajudem a obter aquilo de que precisa e o que deseja a cada etapa do processo. Se você ainda não conta com superiores desse nível, é seu dever ajudá-los a chegar lá”, defende. O autor orienta que o funcionário invista, primeiramente, no autogerenciamento — ou seja, estabeleça metas, prazos e monitore seu resultado, caso a chefia falhe nesse ponto. Em seguida, é preciso encontrar formas de gerenciar os superiores diariamente, mantendo um relacionamento engajado com eles, de forma a extrair o máximo de informação sobre expectativas de trabalho.

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