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Correio Braziliense

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PERFIS de sucesso LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA E CLáUDIA GODOI DE OLIVEIRA »

Pioneiro em saúde animal

Há quase 30 anos, mineiro abriu o primeiro hospital veterinário de Brasília. Hoje, o negócio é tocado pela filha

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postado em 30/03/2015 09:40 / atualizado em 30/03/2015 13:56

Ana Paula Lisboa

Gustavo Moreno
O Hospital Veterinário São Francisco, o primeiro de Brasília, abriu as portas em 1986. Ao longo de quase três décadas, salvou a vida e resgatou a saúde de muitos bichos e acumula histórias. A cada mês, são cerca de 180 animais atendidos por 12 veterinários, seis especialistas (em oncologia, oftalmologia, neurologia, cardiologia, imagem e aves), duas estagiárias e 16 funcionários. Cães e gatos podem ser examinados ali 24 horas, mas animais silvestres e exóticos precisam de hora marcada. A procura pelo hotel é alta: em outubro, já não costuma haver mais vaga para o fim do ano. Por trás do cuidado com os animais, está o veterinário Luiz Carlos de Oliveira, 62 anos, e sua família. “Foi um projeto familiar, e fizemos tudo por conta própria.”

A construção foi erguida em seis meses, mas, antes de começar, Luiz visitou referências na área nos Estados Unidos, no Canadá e no Japão para aprender as melhores técnicas e práticas, além de ter ideias para a planta da construção. “Fomos os primeiros em tudo: raios X, laboratório, cirurgia…” A esposa, a administradora Maria Godoi de Oliveira, cuidou da gestão administrativa do local por muitos anos. Os três filhos do casal cresceram em meio aos animais e, desde 2008, a filha mais velha, Cláudia, 37 anos, comanda o hospital sozinha.

Confiança
Depois da abertura, o único período em que Cláudia se afastou da instituição foi na época da faculdade e do mestrado concluídos no interior de São Paulo. Conquistar a confiança de Luiz foi uma tarefa desafiadora. “Tive que provar para ele e para os clientes, que me viram pequena por aqui, a minha capacidade.” Hoje, o pai é só elogios para a filha. “Fico muito orgulhoso de ver que a Cláudia conseguiu fazer ainda melhor que eu.”

 

A supervisão constante da veterinária é um dos segredos para o sucesso. “O hospital inteiro tem câmera. Pego as fichas e ligo para os donos dos animais para saber se está tudo certo. Faz diferença: eles sentem mais segurança.” Não é à toa que clientes como Thelma Costa Albano, 35 anos, fazem questão de falar bem do lugar. “O hospital salvou a vida da minha cadela, Milly, que engoliu uma agulha.” Diferentemente de pet shops, o foco ali não é a beleza. “Não damos banho ou tosamos, mas quando se trata de saúde animal, somos especialistas”, assegura Cláudia.

Entre as prioridades da instituição, estão a formação de estagiários e profissionais os e projetos sociais. “Não abrimos mão de ajudar ONGs e feiras de adoção”, diz Cláudia. A Associação Regional de Clínicos Veterinários do DF começou numa reunião feita no local na década de 1980. A unidade é tão reconhecida que é procurada por clientes de fora. “Gente de Goiânia, do Paraná, do Rio de Janeiro, dos mais diversos locais vêm aqui”, conta Cláudia.

O início
Há 30 anos, Brasília não contava com hospitais veterinários. Luiz Carlos de Oliveira, 62 anos, natural de Uberlândia, viu na carência da capital federal uma oportunidade de negócio e um modo de fazer diferença na cidade. Abrir as portas não foi simples. “Não havia terreno destinado para isso. Fizemos pedido à Terracap (Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal), mas demorou oito anos para conseguirmos a liberação”, lembra. A inauguração contou com a presença de personalidades, como José Aparecido de Oliveira, então governador do Distrito Federal.
 

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