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postado em 13/04/2015 09:52 / atualizado em 13/04/2015 09:54

Ter o próprio negócio é o terceiro maior sonho do  brasileiro, atrás apenas dos desejos de comprar a casa própria e de viajar pelo país. De acordo com nova pesquisa Global Entrepreneuship Monitor (GEM), o número de pessoas que querem abrir um negócio é praticamente o dobro das que pretendem fazer carreira numa empresa. O levantamento também revela que, comparado aos países que compõem o Brics, o Brasil é a nação com a maior taxa de empreendedorismo (34,5%). Três em cada 10 brasileiros de 18 a 64 anos são donos de uma empresa. Mantê-la não é tarefa fácil. A falta de um plano de negócios e de capacitação são as principais causas para o fracasso.

 

 

 (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
 

Meu negócio
“Nunca tive outra profissão. Desde adolescente, fazia doces com minha mãe e minhas tias para vender na escola”, conta a microempreendedora individual Karen Veiga, 40 anos. Depois de trabalhar 17 anos de maneira informal, ela foi impulsionada pelo filho Gabriel Salgado Jericó, 19, estudante de relações internacionais, a formalizar a Sweet Klass by Karen Veiga, em julho do ano passado. O empreendimento ainda é feito em casa, e Karen utiliza, principalmente, as redes sociais para alcançar a clientela. A próxima meta é  transformar o negócio em uma microempresa. “Assim que me formalizei, ficou mais fácil conseguir empréstimo para financiar os investimentos”, afirma. Karen conta que o empreendimento cresceu depois que ela fez um curso de empreededorismo em 2009. “Isso me ajudou a ver como alcançar metas. Descobri como administrar meu trabalho, capitalizar os clientes e direcionar o público-alvo. Por exemplo, antes eu trabalhava só com bufês infantis de forma terceirizada. Hoje, ofereço o produto diretamente para o cliente. Lucro mais, e a visibilidade é maior”, relata. Mensalmente, a microempreendedora tem o faturamento entre R$ 4 mil e R$ 6 mil.


Visão além da crise
Naturalmente, problemas vão aparecer e, para superá-los, é necessário planejamento e audácia. É o que afirma o diretor-superintendente do Seviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Distrito Federal (Sebrae-DF), Antônio Valdir Oliveira. “Não tenha medo de quebrar. O segredo é dar a volta por cima. A gente tem que ver a oportunidade na hora da crise ou, por meio de um novo olhar, redirecionar a empresa”, explica. A melhor forma de evitar as adversidades é entender bem o empreendimento. O Sebrae oferece a oficina Conhecendo o seu negócio, que tem por objetivo orientar a organização de informações e a construção de um plano de negócios.

Não perca!

Oficina Conhecendo o seu negócio  
Datas: 28 ou 29 de abril
Horário: das 14h às 18h
Local: unidade do Sebrae no SIA (Trecho 3, Lote 1580)
Valor: R$ 30
Informações: 3362-1600


Perfil de empreendedor

Assim como qualquer carreira, ser empresário requer vocação. Não adianta querer administrar uma empresa se não tem vontade de lidar com crises, gerenciar pessoas e finanças. No Portal do Sebrae, existe um guia para testar as habilidades de empreendedor. Basta acessar www.sebrae.com.br e digitar o termo mapa de competências na barra de pesquisa. Clique no primeiro resultado da lista.


Primeiros passos


Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas e pós-graduado em direção de empresas, dá dicas para começar um empreendimento.

Sem precipitações
Não faça as coisas na intuição ou no improviso e não comece uma empresa do zero, sem dispor de nada. Se tiver um emprego, não peça demissão. Primeiro, junte o capital, estude e conheça mais sobre empreendedorismo para evitar erros comuns, como misturar as economias da empresa com as contas pessoais. É preciso fazer um planejamento detalhado para compensar a falta de experiência no ramo em que vai atuar.

Hora de poupar
Antes de pensar em abrir qualquer negócio, é preciso contar com uma reserva financeira para suportar alguns meses com baixo faturamento, o que é normal em uma empresa recém-aberta. Para não acumular problemas, é preciso ter uma poupança que permita que, durante seis meses, não seja necessário utilizar o dinheiro do empreendimento para arcar com
despesas pessoais.

Descubra se tem vocação
Os primeiros dois anos vão ser duríssimos. O empresário trabalha 50% a mais do que um empregado. Nesse período, ele não terá férias e cumprirá jornada de mais de 8 horas por dia. Quem não tiver espírito de empreendedor desiste na metade do caminho. É preciso vocação e preparo emocional para conseguir abrir uma empresa. A pessoa deve ter jogo de cintura, organização e ser perseverante para alcançar sucesso no mundo dos negócios.

Planeje com cautela
Seis meses antes de montar um negócio, é preciso fazer o estudo de viabilidade. Esse planejamento consiste em pesquisar sobre o empreendimento que quer abrir, ou seja, entender como as empresas do ramo funcionam, conhecer os riscos financeiros e os concorrentes, contabilizar os investimentos necessários e analisar a localização em que quer montar o estabelecimento.

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