Especialistas em hambúrguer

Casal oferece lanches e refeições e atende a mais de 20 mil pessoas por mês em cinco unidades e um foodtruck

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postado em 20/04/2015 10:05

Ana Paula Lisboa

Carlos Moura/CB/D.A Press
À frente de um exército de 106 funcionários em cinco unidades (duas no Gama, duas em Santa Maria e uma em Samambaia), duas franquias (no JK Shopping e no Shopping Sul), um foodtruck e um escritório, estão o casal Alexandre Sousa, 41 anos, e Kátia Pires, 32. O Geléia Burger atende a 7 mil pessoas por mês no Gama Centro e a uma média de 4 mil clientes mensalmente nas demais unidades.

Além de sanduíches gostosos e feitos na hora, a dupla encanta com refeições saborosas e de baixo custo. O estrogonofe de frango e o bife acebolado são os queridinhos do público. “O segredo é não deixar nada ficar velho. Se a pessoa chegar aqui às 16h, encontra arroz fresquinho. Eu sou especialista em fazer hambúrguer na chapa e ensino tudo aos funcionários”, conta Alexandre. “Outra coisa que faz diferença é o contato com os compradores. No cardápio, colocamos nossos celulares. Qualquer um pode fazer sugestões e reclamações, e corrigimos na hora”, revela Kátia.

Um eterno otimista, Alexandre Sousa teve várias ideias para ser o próprio chefe: atuou como taxista, dono de agência de turismo, promoter de festa e DJ até resolver que queria abrir uma barraca de cachorro-quente. “Não existia dog de qualidade no Gama, e comecei um no Setor Sul. Conheço muita gente, tenho vários amigos e os primeiros clientes foram eles. Logo no início, já fez sucesso. Pouco tempo depois, abri unidade no Setor Central do Gama”, lembra. O negócio foi batizado com o apelido que Alexandre ganhou nos tempos em que atuava em táxi: Geléia. O diferencial eram os vários sabores. “Tinha de frango, de estrogonofe, de catupiry....”

Na época, Alexandre e Kátia Pires namoravam. “Sou enfermeira. Um ano depois, nos casamos e, com o tempo, não teve jeito: tive que largar a área para me dedicar apenas ao negócio”, conta a empresária, que cuida de toda a administração financeira da rede. Em 11 anos de existência, foram muitos percalços e mudanças. “Além do dog, começamos a oferecer sanduíches e, depois, refeições, porque o pessoal sentia falta no almoço. Era muita coisa. Como fazemos entregas, percebemos que o cachorro-quente não estava funcionando. Depois de um tempo na carga do moto-boy, o dog chegava uma sopa na casa do cliente.” Foi então que o produto saiu de linha, para desgosto da freguesia. “Na unidade do Gama Centro, passaram quatro anos pedindo para voltar ao cardápio, até trazermos de volta apenas para lá este ano, mas sem entrega”, esclarece Alexandre.

Profissionalização
Nos cinco primeiros anos do negócio, o expediente de Alexandre era das 8h30 às 2h e ele participava de todos os processos da empresa. “Percebi que eu não precisava ficar na lanchonete 24 horas para ela funcionar. Fiz cursos no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e comecei a pensar em expandir.” A dupla abriu duas lojas em Santa Maria e uma em Samamabia. Chegaram a inaugurar outra unidade no Gama Centro e outras em Barreiras (BA) e Taguatinga, mas deram prejuízo e fecharam por falta de planejamento. “Apesar de termos perdido dinheiro, não foi em vão: a loja de Taguatinga foi construída num modelo que percebi que podia virar franquia”, observa Alexandre.

A partir da ideia, ele e Kátia fizeram curso na Associação Brasileira de Franchising (ABF) e contrataram uma consultoria. “Formatamos um modelo e, hoje, temos franqueados no Shopping Sul e no JK Shopping. O projeto é chegar a 100”, revela Alexandre. Agora, o casal não pensa apenas em expansão. “Demos uma freada para melhorar processos e a qualidade e fazer tudo benfeito. O Alexandre sonha demais, e eu mantenho os pés no chão. Então, temos que equilibrar nossas ideias”, revela Kátia. “Meu problema é que eu não pensava em planejar. Queria sair fazendo tudo. Por isso, algumas coisas deram errado”, admite Alexandre. “Eu sempre achei que ia dar certo. Erros e tropeços não me desanimam. Aprendo com eles para melhorar e fazer o negócio crescer.”

Novo projeto
Depois de sete meses de planejamento, o casal inaugurou, no fim de março, o Foodtruck do Geléia, que circula por diversas cidades e eventos no DF. “Esse é outro modelo. Investimos R$ 250 mil numa proposta gourmet para um público de classes mais altas, contratamos um chef. Tudo mudou: do cardápio ao projeto visual. Agora, fazemos muito ponto em Águas Claras e pretendemos abrir uma unidade mais diferenciada lá”, conta Kátia.