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Mídias sociais se consolidam como espaço para a promoção profissional e ajudam a desenvolver o networking e a atrair indicações de vagas de emprego. Veja dicas para estabelecer sua marca e alavancar a carreira

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postado em 03/05/2015 14:29 / atualizado em 04/05/2015 09:47

Gustavo Moreno

Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, LinkedIn: não faltam opções para quem quer se expressar, se conectar e compartilhar conteúdo na internet. O que muita gente não aproveita ainda é a oportunidade de dar um upgrade na carreira por meio dos espaços virtuais. Além de promover a própria imagem e, assim, aumentar as chances de receber propostas, estruturas virtuais são uma boa chance para desenvolver uma sólida rede de contatos, acompanhar tendências do mercado, se atualizar e seguir profissionais interessantes. Gladson Mortoza, 32 anos, aproveita as vantagens de vender o próprio peixe virtualmente há cinco anos. “Entrei no Linkedin logo quando surgiu. Sempre leio notícias sobre tecnologia e tive um insight em 2010, quando vi que uma rede social profissional criada no exterior chegaria ao Brasil”, diz o engenheiro elétrico formado na Universidade de Brasília (UnB).

Gerente de contas na Schneider Electric, multinacional francesa do ramo de energia, há um ano e meio, Gladson afirma que a rede realmente abre portas. “Por meio do site, procurei vagas, me cadastrei em empresas e ingressei em processos seletivos. Percebo que muitos headhunters fazem pesquisa por profissionais no LinkedIn. Constantemente, meu perfil é visitado, adicionado e fui sondado por profissionais de RH a respeito de chances de trabalho.” O grande objetivo de Gladson em criar um perfil, porém, foi o networkting. “Tenho adicionadas pessoas que estão comigo desde o começo da carreira, outras que conheci no trabalho e com quem interajo diariamente e até profissionais da mesma área que conheci pela rede. Participo de fóruns e grupos de trabalho, presto atenção aos dados do mercado e consigo avaliar como sou visto profissionalmente.”

Quem consolida relacionamentos por meio da rede está no caminho certo, como indica Rodrigo Collino, da SB Coach. “Muitas vagas nem são publicadas, acabam preenchidas por indicações, então é preciso fortalecer contatos”, lembra o coach. “Ter conhecimento técnico é o mínimo esperado. Acima de tudo, as empresas contratam pessoas, então as questões interpessoal e comportamental ganham relevância. Há pesquisas prévias, inclusive na internet, para conhecer os candidatos e minimizar riscos de erro na contratação”, conta. André Freire, CEO da consultoria organizacional e de recrutamento Odgers Berndtson, confirma que é cada vez mais comum recorrer a sites de relacionamento na hora de checar o perfil de um candidato. “O recrutador vai às redes sociais para conhecer melhor a pessoa. Entre o que está ali, não existe distinção entre pessoal e profissional, tudo conta, então selecione bem o que posta”, avisa.

Para que o tiro não saia pela culatra, as redes sociais profissionais exigem ainda mais atenção na hora de criar um perfil. “Escolha uma boa foto profissional adquada à imagem que você quer passar; construa um perfil completo e o mantenha atualizado. Use o sumário para se apresentar de forma menos curricular e mencione três ou quatro coisas que você acha interessantes nos campos de descrição de cargos e experiências”, indica o especialista. Existem outras plataformas de interação virtual voltadas a profissionais além do LinkedIn, como o Bayt e o Xing, mas são pouco utilizadas no Brasil. “Nenhuma chega a ser relevante, as outras são muito menores e não vão gerar tanto potencial de procura”, diz Freire. “Até as redes sociais convencionais, como Facebook, Twitter e Google Plus — mais vistas e com regras mais flexíveis, mas não profissionais — são boas opções para se promover, se utilizadas corretamente”, avalia.

Carreiras seletas
Os benefícios de uma boa participação nas redes sociais para a carreira estão ao alcance de todos, mas, segundo especialistas, as áreas que mais oferecem oportunidades a partir de sites de relacionamento são relacionadas a funções de comunicação, marketing, comércio virtual e tecnologia da informação. “Como 90% das coisas têm oportunidades de promoção e venda on-line, cargos relacionados a essas atividades abrem mais vagas”, explica André Freire.

Coordenadora da equipe de redes sociais do Governo de Brasília, Camila Carrano, 30 anos, percebeu a oportunidade de consolidar a carreira por meio da internet quando estava na faculdade de propaganda e marketing. “Meu posicionamento on-line passou a ser constante: criei site pessoal, colaborei com blogs e passei a utilizar Twitter e Facebook com uma visão mais profissional”, recorda. A produção de conteúdo próprio transformou o site pessoal num portfólio virtual, gerou networking e deu visibilidade ao trabalho de Camila. “O diretor executivo de uma agência de marketing digital viu e me chamou para uma entrevista. Entrei como estagiária, subi três cargos e saí como coordenadora de planejamento.” Atenta a novas chances, ela criou um perfil no LinkedIn. “O mercado é limitado ,e quero estar visível quando surgirem novas oportunidades. Lá, posso mostrar minhas qualificações e procuro deixar tudo completo e atualizado”, diz Camila.

Para Roberto Lemos, professor da pós-graduação em marketing digital do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), o caso da coordenadora ilustra boas medidas para uma atuação profissional eficiente na internet. “Fazer um perfil completo, mantê-lo atualizado, produzir conteúdo próprio, interagir e compartilhar conhecimentos gera boa reputação na rede e leva a indicações”, explica, lembrando que isso vale para qualquer rede social, principalmente aquelas usadas para alavancar a carreira.

Ascensão rápida
O estudante de publicidade Lucas Frugoli, 21 anos, é um exemplo de que mesmo a utilização de redes sociais comuns pode gerar bons frutos no serviço. “Minha primeira experiência não tinha nada a ver com redes sociais. Estagiava no setor público, e o órgão percebeu a necessidade de oferecer uma ferramenta mais acessível e democrática para a população tirar dúvidas”, recorda. O universitário foi colocado para responder demandas do público pelo Facebook e gostou da função. Ao procurar mais informações sobre a área, encontrou um campo cheio de oportunidades e foi atrás de formação. “Fiz cursos sobre temas como marketing no Facebook e, com as certificações, passei a prestar serviços para empresas de diversos segmentos”, conta Lucas.

Além de Facebook, Twitter e YouTube, outras redes passaram a fazer parte da vida do estudante com fins profissionais, como Instagram e Google Plus. “Eu me esforço para ter perfis organizados: escrevo corretamente, pesquiso antes de postar. Sem amadorismo, é como uma estação de trabalho”, compara. O grande diferencial é gerar conhecimento. “Em vez de compartilhar posts de terceiros, faço algo próprio e mostro conhecimentos”. A falta de uma graduação não o impediu de realizar serviços para diversas empresas. “Tanto faz se estou formado ou não, o que interessa aos contratantes é se meus trabalhos trazem resultados”, esclarece Lucas, que diz que três quartos das propostas de trabalho chegam por indicações de clientes e contatos. Rodrigo Collino, da SB Coach, afirma que é importante mostrar bons resultados da trajetória nos perfis, para que possíveis contratantes saibam desses êxitos nas redes sociais. “Indicar ideias sugeridas, práticas adotadas e participação em mudanças que geraram conquistas para equipes, empresas e empregadores atrai atenção.”

 (Editora Évora/Divulgação)
 

Etiqueta 3.0 – Você “on-line” & “off-line”
Autores: Hegel Vieira Aguiar e
Ligia Marques
Editora: Évora
184 páginas
R$ 39,90

Uma seleção de informações preciosas de etiqueta virtual para auxiliar profissionais com objetivo de ascender na carreira na utilização de mídias sociais como Twitter, Facebook e LinkedIn.

 

Como montar um perfil campeão nas redes sociais


As redes sociais se tornaram importantes ferramentas na hora de conseguir uma colocação em diversos segmentos do mercado de trabalho. Além de Facebook, Twitter, Instagram e YouTube, existem redes especificamente profissionais, como o LinkedIn, a maior do mundo, com 347 milhões de usuários cadastrados, sendo 20 milhões de brasileiros. Veja dicas para montar um bom perfil profissional nesse tipo de site:

1. Escolha uma foto adequada
Ter uma imagem no perfil é requisito básico para passar segurança e credibilidade, mas não é o bastante. Se o objetivo é tratar de carreira, a foto precisa ser adequada. Certifique-se de que sejam mostrados trajes e situações apropriados, em imagens de boa resolução.

2. Tenha uma apresentação diferenciada
No campo de descrição, conhecido como “headline”, geralmente logo abaixo do nome, faça um curto resumo sobre você, sua área de atuação e suas competências. Exemplo: “Palestrante, consultor profissional e empreendedor | Autor do livro Inovação 4ever | Autodidata, criativo e realizador.”

3. Faça um perfil completo
Não se limite a colocar o nome e a profissão ou área de estudo. Liste todas as experiências profissionais e acadêmicas relevantes. Especifique a atuação em projetos, cite métodos utilizados, destaque resultados alcançados e insira links de conteúdos autorais.

4. Crie uma URL personalizada
Algumas redes sociais permitem a elaboração de um endereço personalizado para os usuários, como é o caso do LinkedIn, que oferece um modelo como www.linkedin.com/in/seunome. A customização torna a URL mais amigável, fácil de memorizar e insere uma pessoalidade que a diferencia das demais.

5. Use palavras-chaves
As redes sociais se guiam a partir de termos considerados importantes ou tendências do momento. Isso também vale para perfis e sites profissionais. Busque incluir palavras-chaves que indiquem habilidades, talentos e outros atributos úteis nos campos destinados à descrição de competências.

6. Mantenha informações e status atualizados
Ter dados que correspondam à realidade do momento é importante, pois ajuda empregadores a encontrar o tipo de colaborador adequado às oportunidades e facilita para que essa pessoa seja contatada. A atualização regular também indica interesse em fazer networking.

7. Seja ético e tenha bom senso
Evite a exposição em situações inadequadas, como polêmicas e circunstâncias informais demais ou íntimas. Além disso, é indispensável a adoção de padrões éticos em todas as interações. Ser honesto a respeito da própria formação e não copiar conteúdos são exemplos de medidas básicas.

8. Gere conteúdo de qualidade
Compartilhe materiais criados por você que podem ser úteis a outros profissionais, como produção acadêmica e trabalhos apresentados em congressos. Essa atitude atesta as áreas nas quais você tem capacidade, o que valoriza a imagem do profissional e o torna reconhecido e requisitado.

9. Faça novas conexões
Uma das principais utilidades das redes sociais é expandir o networking. Busque pessoas que trabalharam ou estudaram com você e conecte-se. Quanto mais conexões, melhor será a visibilidade.

10. Interaja

Participe de fóruns, conecte-se a grupos, disponibilize material novo, faça comentários, responda a perguntas, siga empresas de seu interesse, peça recomendações e recomende outras pessoas. A atuação regular evidencia desenvoltura e interesse em aprender e ajudar aos demais.

Fontes: André Freire, Roberto Lemos e Rodrigo Collino