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A história do pastel do Beto

Pastelaria recebe até 3,5 mil pessoas por dia na Feira dos Importados. Cuidados com qualidade e atendimento colocam essa lanchonete no gosto dos clientes

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postado em 06/07/2015 11:20 / atualizado em 06/07/2015 11:25

Ana Paula Lisboa

Minervino Junior/CB/DA Press
 O que começou como uma carrocinha de cachorro quente improvisada para aproveitar oportunidades de vendas em entradas de festas no Plano Piloto se tornou uma banca badalada na Feira dos Importados que atende até 3,5 mil pessoas por dia. Em vez do quitute de salsicha e pão, o foco são os pastéis. Na Pastelaria do Beto, também estão entre os carros-chefes pratos executivos e sanduíches inspirados nos do Mercado Municipal, de São Paulo, com recheios como pernil e mortadela. O nome do estabelecimento homenageia tanto o pai, o paulista Roberto Cavalheiro, 71 anos, quanto o filho Roberto Cavalheiro Júnior, 37. O filho caçula, Eduardo Cavalheiro, 33, completa a força de trabalho do negócio.

“Em 1992, ficávamos nas portas de festas, e o pessoal incentivou que procurássemos um lugar fixo. Fomos para a Feira dos Importados em 1995, quando ela ainda ficava no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e estamos na feira desde aquela época”, recorda Eduardo. Antes dessa empreitada com os filhos, Roberto acumulou outras experiências no comércio, com a Pizzaria do Beto e vendendo sapatos. No local fixo, a família investiu na venda de pão de queijo, café e salgados. “Mas o movimento não era muito grande. Então, começamos a oferecer churrasquinho. Havia duas pastelarias nos dois cantos da feira, mas não tinha nenhuma no corredor central, onde ficávamos. Então, começamos a pensar no assunto.”

Sem experiência no petisco, pai e filhos recorreram à Pastelaria Viçosa, que forneceu pastel para eles por alguns anos. “Busquei um engenho de moer cana na chácara e, da noite para o dia, passamos a vender pastel e garapa. Depois, criamos a receita própria”, revela Roberto. “Trabalho com isso desde os 15 anos, sempre gostei do comércio, de lidar com as pessoas, então nunca pensei em ir para outro ramo”, conta o caçula. “É bom trabalhar com família. Muito melhor do que se eu tivesse o negócio com outras pessoas”, observa Roberto.

Para conquistar os clientes, o segredo sempre esteve em produtos de qualidade e bom atendimento. “Numa feira, é preciso chamar as pessoas, ganhá-las”, completa Eduardo. Como um verdadeiro cavalheiro, Roberto cumprimenta os fregueses, fica de olho para garantir que todos sejam bem atendidos, limpa mesas e está sempre em movimento por ali. “Não penso em me aposentar de jeito nenhum. Para que eu faria isso?”, pergunta. “Quando está em dia de folga, às vezes, ele some e vem para cá, não consegue ficar parado”, delata Eduardo, que faz cursos de gastronomia para melhorar a qualidade dos lanches.

“Um de nós sempre está presente. Não deixamos na mão dos funcionários. Aprendemos, na prática, que isso não funciona”, observa Eduardo. “Tem coisas que só o dono vê”, completa o pai. A rotatividade da mão de obra é uma das dificuldades, mas eles implementam incentivos para reverter a situação. “Sempre pagamos um salário acima do piso da categoria, damos treinamentos e gratificações.” Outra dificuldade é o custo operacional de ter uma banca na Feira dos Importados, já que o aluguel é alto. Para o futuro, a família pensa em expandir o negócio.

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