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Para começar na prática

DF sedia a 22ª edição do Encontro Nacional de Empresas Juniores. Passagem por um negócio feito por estudantes pode abrir portas

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postado em 10/08/2015 10:02 / atualizado em 10/08/2015 10:05

Ana Paula Lisboa

Rodrigo Nunes

Começa na próxima quinta-feira a 22ª edição do Encontro Nacional de Empresas Juniores (Enej), que continua até 17 de agosto. Principal realização do Movimento de Empresas Juniores (MEJ), o evento será o maior até agora, reunindo 2.650 empresários no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Os convidados incluem Fabio Kapitanovas, vice-presidente de Gente e Gestão da Ambev; Vítor Belota, criador do projeto Um litro de luz Brasil; e Gina Vieira Ponte de Albuquerque, professora da Secretaria de Educação do DF e criadora do projeto Mulheres Inspiradoras.

Marcello Pepe, especialista em marketing pessoal e comunicação, avalia que o Enej é uma chance de aumentar o networkting e conhecer práticas de sucesso para implementar. Na avaliação dele, participar de uma empresa júnior (EJ) durante a graduação é uma chance única. “Além de desenvolver o empreendedorismo entre os jovens, o MEJ o capacita para a realidade do mercado de trabalho e ele passa a ser mais bem-visto pelas empresas. Na empresa júnior, a pessoa tem oportunidade de gerir e crescer hierarquicamente, o que dá noção de gestão e não apenas de execução, como seria num estágio”, observa. O Enej terá palestras organizadas em quatro eixos: educação, mercado, sociedade e política. A programação completa e mais informações sobre o encontro estão disponíveis no site enej15.com.br.

Eu vou
“No ano passado, participei do encontro no Espírito Santo. Foi algo que me fez concorrer a cargos, correr riscos”, conta Luísa Sabino, 21 anos, colaboradora da Concreta, empresa júnior de arquitetura e urbanismo da UnB, fundada em 1996. Otávio Andrade, 23, que trabalhou por dois anos na Doisnovemeia — empresa de publicidade da UnB —, foi ao Enej em 2014 e ao Encontro Mundial de Empresas Juniores (Jewc, da sigla em inglês) de Paraty, em 2012. “O maior impacto foi perceber quanta coisa havia por trás do que eu fazia”, diz ele, que atualmente trabalha na Concentro. “Quando entramos em relações internacionais, queremos mudar o mundo. O curso nos mostra uma realidade muito distante, mas, na EJ, a gente vê que é possível transformar as coisas”, relata Anna Beatryz Sousa, 19, que participará do Enej pela primeira vez. Ela é presidente administrativa da Empresa Júnior de Consultoria em Negócios Exteriores (Conex), da Universidade Católica de Brasília (UCB) — a mais antiga da instituição.

Contexto
Atualmente, o movimento empresa júnior é um dos maiores do mundo, e o Brasil, o maior polo de empresas juniores do planeta: são 265 empresas certificadas e aproximadamente 11 mil universitários engajados.De acordo com o censo EJ & Identidade 2014, realizado pela Brasil Júnior em parceria com a UnB, que levantou dados de 427 empresas juniores confederadas e não confederadas (estima-se que sejam mais de mil, no total), 70, 66% dos empreendimentos são vinculados a instituições de ensino públicas federais. Segundo o consultor executivo Amauri Nóbrega, as iniciativas do tipo validam protótipos. “O fechamento de muitas empresas no Brasil acontece porque as pessoas acreditam em uma ideia, mas não passam pela validação, que envolve pesquisa de opinião, enfim, a prova concreta de que há demanda para o produto”, afirma.

R$ 13 milhões
Quanto as empresas juniores brasileiras movimentam por ano

Cenário
Há 33 empresas juniores na capital federal; 25 são vinculadas à UnB, e cinco, à Universidade Católica de Brasília (UCB); o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) e o Centro Universitário de Brasília (UniCeub) têm uma EJ cada. Com 23 anos, a AD&M, do curso de administração da UnB, foi a primeira empresa júnior do DF e do Centro-Oeste e é também a maior da região atualmente.

Palavra de especialista

Perfil valorizado
O empresário júnior tem proximidade maior com o mercado e está em contato direto com empresas, o que contribui para a comunicação. Esse candidato, quando comparado ao aluno que foca apenas na pesquisa e na teoria acadêmica, tem um traquejo maior e uma visão de mercado mais evoluída, o que facilita a inserção no mercado de trabalho.

Luiza Lopes, analista de RH da People on Time Consultoria

 

 

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