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Perfis de sucesso AIDA NAOUM ZAHKHOUR E NIJED ZAKHOUR »

O recomeço dos Zakhours

Com 40 anos de experiência empresarial, casal libanês que consolidou hotéis no DF volta à capital federal para gerir restaurante e pizzaria na 302 Norte e ficar perto da família

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postado em 17/08/2015 10:30 / atualizado em 17/08/2015 10:31

Ana Paula Lisboa

André Violatti

Depois de construir uma longa e sólida carreira nos negócios, Nijed Zakhour, 68 anos, e a mulher, Aida Naoum Zakhour, 63, se aposentaram há cerca de cinco anos. Os louros da vida de empresários, passaram, então, a ser administrados pelos filhos: são os hotéis Diplomata e Econotel. Em busca de tranquilidade, Nijed e Aida foram para Anápolis (GO), cidade onde a família dos dois — natural de Trípoli, no Líbano — havia se firmado na década de 1950. Para ficar mais perto dos três filhos que moram em Brasília — a quarta filha mora nos Estados Unidos há 16 anos —, o casal resolveu retornar à capital federal este ano. Os seis netos também foram um bom motivo para a mudança.

Como bons árabes, a dupla tem tino para o comércio e logo pensou numa atividade para preencher o tempo livre, como explica Nijed. “Depois de atuar anos na área hoteleira, estávamos parados e queríamos voltar para perto da família e ter algo para fazer. A Aida sempre foi muito boa na área de culinária, então investimentos nesse caminho”, conta o ex-deputado distrital pelo PMDB. Há quatro meses, os dois compraram e assumiram a direção do restaurante Matita Perê, na 302 Norte, e, há 90 dias, inauguraram a pizzaria Melhor Pizza do Pedaço, na loja ao lado. “Mantivemos o mesmo nome no restaurante, mas estamos incrementando um toque árabe, com receitas típicas”, relata Nijed.

“Sempre gostei de cozinhar, para minha família mesmo; aprendi com minha mãe e com minha avó. Então, tem sido uma experiência ótima. Estamos acrescentando a comida libanesa nos pratos. O público está amando, a recepção é ótima. No restaurante, servimos arroz com lentilha, muitos tipos de salada”, acrescenta Aida.

Sem experiência com pizzas, o casal contratou um bom pizzaiolo e acrescenta o toque árabe com esfihas no cardápio. “Elas têm feito muito sucesso. Todo mundo que experimenta encomenda mais para levar para casa. Fazemos de um jeito maravilhoso — aberta ou fechada, de carne, de queijo com catupiry, espinafre e ariche — todas a R$ 2.

Um objetivo diferente
Muitas das dificuldades para abrir um primeiro negócio são tiradas de letra pelo casal. “Eu tenho 40 anos de experiência empresarial — com hotéis e uma empresa de incorporação —, então não tenho dificuldade com administração e contabilidade”, observa Nijeb. Os obstáculos estão em lidar com outro ramo de negócio e conquistar o público. “O desafio é aperfeiçoar cada vez mais, atender da melhor maneira possível, trazendo comida saudável e fresquinha todo dia. A busca por isso tem cativado os clientes, e estamos trabalhando muito”, conta Aida, que comanda uma equipe de cinco pessoas.

O casal não tem pressa de crescer. “Fizemos uma coisa muito familiar para ter contato com o público. Para nós, é uma alegria voltar a atuar no mercado. Não queremos ficar na vida de aposentados enclausurados. As pessoas estão reconhecendo nosso esforço, já que a comida é boa, e o preço, acessível. Procuramos atender cada um pessoalmente, chamar pelo nome. Não estamos buscando fortuna, queremos apenas algo sustentável”, diz Nijed. “Estou satisfeita. Nossos filhos ficam com os hotéis, e daqui cuidamos nós”, conta Aida.

Crescimento
O forte do restaurante é o almoço, quando o self-service é frequentado por funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e da unidade dos Correios instalada nas redondezas, além de estudantes de escolas próximas. “O local é muito pequeno. Atendemos de 50 a 60 pessoas por almoço”, calcula Nijeb. “A pizzaria ainda não chegou ao ritmo que queremos, já que estamos no início. Nosso forno é pequeno, mas atendemos rápido, fazemos entrega. Acho que, daqui a três meses, chegaremos a um ponto bom”, prevê.


"As pessoas estão reconhecendo nosso esforço, já que a comida é boa, e o preço, acessível. Procuramos atender cada um pessoalmente, chamar pelo nome. Não estamos buscando fortuna, queremos apenas algo sustentável”
Nijed Zakhour

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