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Negócios sobre duas rodas

Empresários aderem à onda dos estabelecimentos montados em bicicletas. A estimativa é de que cerca de 30 empreendedores "pedalem" pelos eventos que ocorrem no Plano Piloto e cidades

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postado em 07/09/2015 11:36 / atualizado em 07/09/2015 12:09

Paula Braga /Especial para o Correio

A onda das food bikes

 

Ana Rayssa

 

Diante do dilema entre empreender ou comprar uma bicicleta, eles não tiveram dúvidas: fizeram as duas coisas! Com estabelecimentos montados sobre duas rodas, alguns empresários do Distrito Federal começam a trazer para a região a tendência das food bikes, empresas que ocupam espaço nas ruas de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro desde 2014. Os produtos vendidos pelas lojas sobre rodas na capital federal são os mais variados — desde doces e brigadeiros até cafés e lanches naturais.

A renda que pode ser alcançada com o negócio varia de acordo com o produto vendido. “Ainda estamos no primeiro mês do negócio, mas conseguimos fazer entre R$ 1 mil e  R$1,5 mil em um fim de semana”, conta Luciana Jaber, 39 anos, proprietária da food bike PicNic Café.

Para a professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em economia criativa Rossana Pavanelli, as food bikes vieram para ficar. “É um mercado novo que deve crescer ainda mais nos próximos anos. Por enquanto são pequenos empreendedores que dominam esse setor, mas acredito que empresas de médio porte também podem tirar proveito da tendência”, ressalta.

Estima-se que existam cerca de 30 food bikes na cidade. Em todo o país, o número sobe para cerca de 100. “Muita gente imagina que não é possível cozinhar na hora em cima da bicicleta, por exemplo. Com as adaptações adequadas, é possível expandir  as áreas desse tipo de empresa”, avalia Mery Lunelli, food biker e proprietária de uma empresa que fabrica os veículos.


Cuidados ao montar a magrela

  • Elabore uma pesquisa de mercado. Alguns segmentos (como as empresas de doces) estão bastante difundidos entre os iniciantes das food bikes. Procure produtos que ainda não foram explorados e faça um levantamento para verificar a aceitação do público.
  • Esteja preparado para o investimento inicial. Ele pode variar de acordo com as necessidades do empreendedor, mas o valor inicial para adequar a estrutura do equipamento é de R$ 3 mil, podendo chegar até R$ 20 mil.
  • Garanta uma estrutura de qualidade. A bicicleta será o principal instrumento de trabalho, logo, é necessário ter certeza de que o veículo suportará o peso do vendedor, da estrutura do mostruário e dos produtos. A preocupação com o visual também é importante: personalize o veículo e crie características que definam a sua marca.
  • Faça a revisão periódica do equipamento. Caso o vendedor utilize a bicicleta para pedalar, é recomendável uma manutenção a cada 15 dias para verificar pneus e corrente, as peças que sofrem maior desgaste.

Fonte: Mery Lunelli, proprietária da empresa Food Bikes Projetos Especiais

 

Browniecleta


 

 (Fotos: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Pres)
 

A empresária Thais Marega, 30 anos, é a pioneira das food bikes em Brasília. Dona da produção O pedaço mais doce de mim, ela iniciou a Browniecleta em novembro do ano passado. “Foi uma maneira que encontrei de expor os produtos para os clientes”, conta Thais. Atualmente, ela circula com a bicicleta recheada de brownies durante três dias da semana e participa de feiras e eventos. Além do cuidado na preparação dos brownies, a empresária investiu na decoração da bicicleta e no visual. “Acredito que é um diferencial que cria uma identidade para a marca. Muita gente fica curiosa, vem conhecer e acaba experimentando”, afirma.

Onde encontrar:
www.opedacomaisdocedemim.com

 

Marravilha doces
As receitas próprias de brigadeiro, palha italiana e cocada são as atrações da Marravilha doces, do empresário Olavo Bandeira, 26 anos. Ele iniciou o negócio há pouco mais de um mês para expor os doces produzidos pela mãe. Além de atender encomendas, durante os fins de semana ele leva a bicicleta para feiras e eventos.

Onde encontrar:
www.facebook.com/marravilhadoces

 

Madame Chocolate
O visual retrô chama a atenção dos clientes da Madame Chocolate, food bike que trabalha com brigadeiros gourmet. O projeto dos empresários Lígia, 36 anos, e Alexandre Boechat, 41, teve início há cinco meses. “É uma bicicleta que não anda, mas está em todos os lugares”, afirma Lígia. Além das encomendas, eles marcam presença em casamentos, aniversários e eventos corporativos.

Onde encontrar:
www.facebook.com/madamebikechocolate

 

Mistura que agrada
O casal Luana Gagliardi, 31 anos, e Uno Matos, 36, é responsável pela food bike de brigadeiros gourmet Mistura que agrada. Ela trabalha com a produção dos doces desde 2006. Ciclistas e amantes das bicicletas, os dois resolveram juntar a atividade lucrativa com o esporte. Não existe um local fixo onde a loja sobre duas rodas passe todos os dias. “Já andamos por Eixão, Sudoeste, Guará, Taguatinga. Também fazemos parcerias com restaurantes, participamos de eventos”, conta Luana. É possível acompanhar o trajeto da Mistura que agrada na página da empresa nas redes sociais. No cardápio, além dos tradicionais brigadeiros de chocolate, há diversos sabores inusitados, como pimenta, cerveja e açaí.

Onde encontrar:
www.misturaqueagrada.com.br

 

Fui di bike
Com o objetivo de promover uma alimentação saudável, a Fui di Bike oferece lanches integrais, sanduíches naturais, limonada, entre outros alimentos. O responsável pela iniciativa é o empresário Clóvis Spinola, 34 anos. “Eu já pedalava como esporte. A food bike foi uma maneira de unir a prática de que gosto com um hábito alimentar que prezo”, conta. A bicicleta demorou três meses para ficar pronta, e ele pretende levar a opção para a porta de órgãos públicos. “Nem sempre a alimentação que está disponível na rua é saudável. Muita gente não não tem esse hábito por falta de opção”, afirma.

Onde encontrar:
www.instagram.com/fuidibike

 

PicNic Café
A bicicleta-café de Júlio Frensch, 37 anos, e Luciana Jaber, 39, tem como objetivo retomar os encontros familiares e relembrar os piqueniques de antigamente. Em vez de mesas, eles espalham toalhas estendidas no gramado dos locais onde param. “É mais aconchegante, deixa um pouco de lado a formalidade dos cafés. Foi uma maneira que encontramos de fazer alguma renda extra”, explica Júlio. Ele trabalha também como supervisor de obras, e ela é designer. Entre as guloseimas oferecidas na bicicleta estão, além do café expresso, lanches rápidos como pão de queijo e biscoitos.

Onde encontrar:
www.facebook.com/picniccafeoficial

 

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