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INOVAÇÃO

Uma mãozinha para aspirantes a empresários

Brasília acaba de ganhar um laboratório de negócios colaborativos focado em economia criativa. O objetivo é ajudar quem deseja empreender a desenvolver a ideia

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postado em 26/10/2015 14:03 / atualizado em 26/10/2015 14:44

Paula Rafiza/Esp C.B/D.A Press

Não é difícil encontrar jovens com boas ideias que queiram abrir um negócio. Complicada é a hora de tirar o projeto do papel, ainda mais para quem não tem conhecimento em administração e reas afins. Para ajudar nesse momento, aspirantes a empreendedores brasilienses podem contar com um laboratório de negócios colaborativos voltado para a economia criativa: o Acelere.me. O espaço, na 512 Sul, foi inaugurado oficialmente, na última segunda-feira, e demorou cerca de quatro meses para se consolidar. A iniciativa é da especialista em gestão de marketing Juliana Guimarães, 31 anos, e do advogado pós-graduado em gestão de negócios Fernando Santiago, 33.


A ideia do casal brasiliense é dar direcionamento a pessoas que desejam abrir uma empresa, mas não sabem como, mostrando que o empreendedorismo também é um caminho para mudanças com impacto social. O espaço serve como ponto de partida para a troca de serviços e produtos entre profissionais de diversas áreas. Para usufruir dos serviços, é preciso se tornar membro. “Um ecossistema pioneiro de fomento e capacitação para que novas ideias se estabeleçam como negócios sustentáveis.” É assim que os fundadores definem o projeto, que oferece palestras, mentoria e espaços de coworking. A equipe conta com a ajuda de Carol Caixeta, 26, que cuida de estratégia e conteúdo, e de Flávio Carlucci, 29, design de serviços.


“Nós ajudamos na parte de implementação, damos suporte para que as pessoas possam focar no negócio em si, e isso acaba diminuindo os riscos do investimento”, explica a sócia-proprietária Juliana, formada em marketing pela Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ela acredita que a capital federal é um ótimo cenário para a abertura de empresas, mas ainda carece de uma cultura empreendedora. “As pessoas daqui têm ótimas ideias, times fortes, mas têm o costume de ir para outras cidades, onde encontram mais facilidade para empreender.” Para lidar com o problema, a ideia é incentivar o ‘faça você mesmo’ em vez de esperar iniciativas externas.


Antes do Acelere.me, o casal fundou o 4Legal (localizado no Setor de Autarquias Sul), que oferece soluções especializadas em coworking e eventos para empresas já consolidas. A decisão de montar a nova empresa veio da vontade de valorizar a cidade natal e pela percepção dessa necessidade no mercado. “Pesquisa do Instituto Nacional de Desenvolvimento Profissional (Indepro) revelou que esta é a quinta melhor cidade para empreender no Brasil. É um local com baixa taxa de mortalidade entre as empresas e com o terceiro maior PIB (Produto Interno Bruto) do país. Aqui, a chance de dar certo é bem maior”, avalia Fernanda.


“O Acelere.me fomenta o empreendedorismo, estimula a visão empreendedora e pretende ter impacto social e econômico. A percepção geral é de que Brasília gira em torno da política e dos concursos públicos. Agora, a primeira geração realmente brasiliense está entrando no mercado para empreender com foco em Brasília. Queremos começar pequeno e unir pessoas para criar projetos que possam devolver algo para a sociedade brasiliense”, sonha. Aos que querem se lançar na jornada empreendedora, Fernanda deixa uma mensagem de alívio. “As pessoas acham que é preciso ter muito dinheiro, ser capaz de se sustentar pelos primeiros anos, mas não é bem assim. Com conhecimento e estrutura, é possível construir um negócio bem-sucedido”, garante.

 

Testado aprovado

Com dois sócios, o servidor público Felipe Lucena, 28 anos, abriu o bar-galeria Aleatório na 408 Norte, há um mês e meio. Antes de colocar o plano em prática, ele contou com a ajuda do Acelere.me durante quatro meses, época em que o projeto estava sendo desenvolvido. A proposta de Felipe é que artistas, fotógrafos, artesãos e expositores tenham um espaço para mostrar seu trabalho sem ter que pagar por isso. “Um das nossas ideias é construir uma cozinha aberta. Quem quiser pode ir lá, elaborar um prato, chamar os amigos. Queremos sempre trabalhar em parceria, sem subordinação”, explica. Segundo o servidor público, o laboratório de empreendedorismo foi de extrema importância porque nenhum dos sócios tinha conhecimento na área de negócios.   

 

Participe!
É preciso investir no mínimo R$ 79 mensais para se tornar membro e ganhar direito a assessoria (em áreas como comunicação, direito e design), descontos em cursos e serviços de parceiros, além de três palestras mensais (disponibilizadas a partir de dezembro) sobre diferentes temas no laboratório de empreendedorismo. Quem se interessar pelo processo de aconselhamento sobre o negócio (mentoria) deve desembolsar de R$ 310 a R$ 800 por mês, dependendo do número de encontros. Os planos de coworking, em que você “aluga” um espaço para trabalhar, variam de R$ 90 a R$ 395 mensais, a depender do número de horas.


Os interessados ainda precisam se encaixar nos critérios do Acelere.me. 

 

Entre em contato com o Acelere.me


Endereço: W2 Sul, CRS 512, 
Bloco A, Loja 33
Funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 18h
E-mail: contato@acelere.me
Site: www.acelere.me

 

Concurso e ideias

Para promover seu modelo de negócios, o Acelere.me organiza a Maratona Ignition. Até 18 de dezembro, qualquer pessoa pode inscrever uma ideia no programa, desde que seja relacionada a empreendedorismo social. Dez projetos serão escolhidos, e os representantes terão 48 horas para desenvolver as ideias e transformá-las em um modelo de negócio. O ganhador receberá R$ 60 mil de investimento em produtos e serviços, três meses de espaço de trabalho e 12 semanas de mentoria. Para participar, basta contribuir no site de arrecadação de fundos pelo link. Só a inscrião custa R$ 10.

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