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Para não errar na roupa

Não adianta ser um ótimo profissional, se a sua imagem transmite o contrário. Especialistas defendem que a roupa para o trabalho também deve receber atenção de quem quer progredir na carreira

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postado em 08/11/2015 14:39 / atualizado em 08/11/2015 13:50

Paula Braga /Especial para o Correio


Matheus abandonou o traje formal.
 

 

Matheus abandonou o traje formal. "Quando me sinto confortável, a produtividade é maior"


A competência é essencial para se destacar na carreira. No entanto, a impressão que o profissional passa para chefia, colegas e recrutadores também influencia a colocação no mercado de trabalho. A roupa é determinante na imagem que a pessoa deseja construir. “Quando alguém vai a um evento se apresenta como ‘fulano, da empresa x’, logo, a associação da imagem do funcionário com a da instituição é direta. É interesse das corporações que os colaboradores passem a ideia desejada do local de trabalho”, destaca a consultora de imagem e carreira Nara Lyon.

Apesar disso, nem sempre estar bem-vestido é sinônimo de utilizar vestimentas extremamente formais. “Em um ambiente que não requer formalidade, a pessoa que tem esse hábito pode se passar por arrogante”, explica a consultora de estilo Iasmim Cunha. Além disso, se a empresa exige que os funcionários trabalhem de terno e gravata todos os dias deve oferecer estrutura, como uma sala bem arejada e aparelhos de ar condicionado — imprescindíveis num país de altas temperaturas.

Há cerca de dois anos a empresa de softwares para gestão de negócios Totvs liberou o traje informal para os empregados. Por lá, até mesmo a bermuda é permitida, desde que não destoe do ambiente profissional. “Somos uma organização bastante jovem, todos receberam a novidade de maneira bastante positiva e utilizam o benefício com bom senso”, afirma a diretora executiva de Recursos Humanos, Daniela Cabral.

A mudança foi aprovada pelo coordenador de Projetos Matheus Campos, 29 anos. Por trabalhar diretamente com clientes, nem sempre ele consegue usar bermuda, mas trocou o terno por camisa social ou blusa polo nos dias em que não tem compromissos fora do escritório. “Anteriormente, trabalhei em um local que pedia que eu vestisse terno todos os dias. Acho ótimo não precisar dessa formalidade sempre, porque sinto que tenho mais liberdade. O ambiente de trabalho fica mais agradável e a produtividade é até maior”, comenta Matheus.

 (Grupo Editorial Record/Reprodução)
 

Para ler

A bíblia do estilo: o que vestir para o trabalho
Autora: Lauren A. Rothman
Editora: Record
208 páginas
R$ 35
 
Looks harmoniosos


Os trajes recomendados para o ambiente laboral se dividem em quatro níveis: formal tradicional, formal contemporâneo, casual profissional e esporte profissional. O Trabalho & Formação Profissional preparou um guia para que você entenda cada estilo:

 (Fotos: Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press e Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
 

Formal tradicional
É o mais alto nível de formalidade. A vestimenta resume-se a terno, camisa e gravata tradicionais para os homens, e terninho completo para as mulheres. Os sapatos devem ser oxford (homens) e os saltos muito altos e finos devem ser evitados pelas mulheres. As possibilidades de cores não variam muito: são recomendados o preto com camisa branca. Este nível de formalidade é exigido, por exemplo, para profissionais que ocupam altos cargos dentro da empresa, como diretores, gerentes e executivos.

 

Casual profissional
As roupas passam a imagem de profissionais mais descontraídos. É permitida a calça de sarja na cor cáqui, além de jeans com lavagens escuras. Para as mulheres, as cores são bem-vindas em tons mais fortes, como rosa e vermelho. As “blusas arrumadinhas” substituem a alfaiataria, e a sapatilha pode tomar o lugar do sapato de salto. É o nível de formalidade mais utilizado pelos brasileiros e indicado para profissionais que trabalham em diversos tipos de organizações.

 

Formal contemporâneo
É um pouco mais jovial e pode receber toques de cor (em grafite, azul-marinho, cáqui, salmão, azul e tons pastéis). São permitidas estampas não escandalosas, e o blazer torna-se opcional. A camisa deve ser de alfaiataria e, para os homens, o sapato é o mocassim tradicional. O sapato de salto ainda é o preferido para as mulheres. Já uma terceira peça (como echarpe ou cardigã) pode substituir a parte de cima do terninho. Esse tipo de traje é adequado para pessoas que ocupam cargos em bancos ou posições menos elevadas em escritórios.


 
 
Esporte profissional
O estilo engloba a camiseta polo e a calça jeans (sempre em modelagem reta e de cor escura). Para as mulheres, os acessórios podem ser mais despojados, e as blusas com estampas mais vibrantes também podem ser utilizadas. É a roupa utilizada, normalmente, na famosa “sexta-feira casual”. Para as mulheres, a sapatilha é permitida e os homens podem calçar sapatênis.
 
Para aprender


Curso de consultoria de imagem e estilo feminino, ministrado por Iasmim Cunha

» Datas: de amanhã (9) a 20 de novembro (noite); de 23 de novembro a 4 de dezembro (manhã); ou de 10 a 13 de dezembro (intensivo)

» Local: SRTVN 702, Edifício Brasília Rádio Center, Ala A, Sala 3.138, Centro Humanus. O valor do curso regular (de 30 horas/aula) é de R$ 1.522; e o do intensivo (de 24 horas/aula) é de R$ 1.222. São seis alunos por turma e há certificado de conclusão do curso. As inscrições podem ser feitas pelo site www.iasmimcunha.com.br.
 
O que não usar

Confira gafes a evitar:

» Meia de algodão com sapato social é um erro para os homens. Para esse tipo de calçado, ela deve ser fina e acompanhar a cor do sapato.

» Para as mulheres, uma roupa de baixo inadequada, que marca demais ou com cores que transpassam pela blusa, não é bem-vinda. O sapato também deve ser regulado: calçados com saltos muito altos ou finos não são recomendados.

» Roupas muito justas não são desejáveis para nenhum dos gêneros. O ambiente de trabalho não é o local adequado para exibir as formas.

» Vestimentas maltrapilhas ou muito desgastadas podem passar a imagem de desleixo. Esteja atento ao estado de conservação das roupas.

Fonte: Iasmim Cunha

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