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Uma decoradora diferente

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postado em 20/12/2015 14:47

Ana Paula Lisboa

Breno Fortes

Sabe aquele tipo de festa em que parece que a decoração é caseira de tão aconchegante? As cores e estampas não, necessariamente, combinam direitinho, mas, no fim, geram um resultado inesperado — e lindo. É um improviso calculado. Objetos e móveis ganham funções diferentes das usuais — as pernas de uma mesa podem ser rodas de bicicleta; uma pilha de livros vira a base para um bolo; uma máquina de escrever é usada como porta-retratos — e entram no cenário itens inusitados, como pequeninos jarros de cáctus, arbustos e porta-lápis. Essa é a proposta das ornamentações para festas organizadas por Anete Carrard, 43 anos.


“Busco sempre fugir do óbvio nas ornamentações que crio. Desde pequena, gosto de coisas diferentes, de inventar. Uma panela serve para cozinhar, mas consigo descobrir, pelo menos, cinco outras funções para ela”, exemplifica. O estilo acabou virando moda, mas, quando ela abriu a empresa Projetos Inventivos, há seis anos, era a única decoradora do tipo no mercado brasiliense. “Ninguém fazia isso em Brasília. Hoje, tem muita gente, cada um com sua visão. Mesmo com maior concorrência, a demanda aumentou, ou seja, é uma tendência”, percebe. Além de conseguir clientes por meio do boca a boca, é no Instagram que ela expõe detalhes do seu trabalho e, hoje, tem mais de 44 mil seguidores na página www.instagram.com/projetosinventivos.


A crise também não abalou os negócios. “As pessoas querem mais por menos, mas não deixam de fazer festas”, comemora ela, que decora batizados, festas de aniversário — infantis e de adultos —, chás de boneca, mesas de Natal, eventos corporativos e outros tipos de comemorações. A empresária também presta consultoria para ambientação de espaços para crianças em residências ou escolas. Prova de que Anete nem sentiu o período de recessão é que, em setembro, ela abriu dois novos negócios: A garimpeira, localizado no Setor de Mansões no Lago Norte e aberta em sociedade com Tatiana Zart; e a Marché, no Casa Park, em sociedade com Verônica Barbieri. A primeira é uma casa com um acervo de mais de mil objetos para aluguel, todos expostos e separados por cores. A segunda concentra uma brinquedoteca, uma loja de artigos para festas e um espaço para comemorações, de 260m². “Estamos nadando contra a maré.”

Mudança de rumo
Psicóloga e pós-graduada em marketing, o currículo de Anete conta com passagem por multinacionais: ela largou uma carreira de uma década na área de recursos humanos para se dedicar a um ramo pelo qual sempre foi apaixonada: a decoração. A primeira empreitada foi em Porto Alegre, quando decidiu ser mãe. Ela fundou a loja Refúgio Urbano e, posteriormente, dedicou uma parte do negócio a itens infantis. “Quando resolvi ter filhos, decidi mudar de ritmo e abri meu negócio. Depois de um tempo, comecei a fazer eventos que não eram promovidos em Porto Alegre, como chá de bonecas”, lembra. Depois de seis anos, Anete vendeu o empreendimento por conta de uma transferência do trabalho do marido. “A empresa continua lá fazendo sucesso”, conta.


Quando chegou à capital federal, em março de 2009, Anete e a família foram morar em um condomínio com salão de festas e despertaram interesse de outras pessoas quando ela organizou festas de aniversário para os filhos. “Sempre gostei de receber em casa, de fazer decoração, e os meninos sempre foram minha inspiração. As pessoas acharam tão diferente o que viram que começaram a vir atrás de mim, pedindo que eu decorasse eventos.” Seis meses depois de se mudar, Anete abriu a empresa Projetos inventivos, para organizar decorações de festas diferenciadas.


Quando veio para o DF, ela trouxe vários itens de decoração e, ao longo dos anos, o conjunto de objetos só aumentou. Todo esse acervo é usado nas festas. “Meu diferencial são as peças que tenho. Antes mesmo de começar com esse ramo, sempre gostei de colecionar. Sempre que viajo, o foco está em buscar coisas diferentes. Além disso, tenho muitos fornecedores que me trazem novidades de outros países.”


Apesar de ter largado a carreira para ser mãe, a rotina de empreendedora consome bastante tempo. “A carga horária não é formal, então estou sempre trabalhando, planejando o que vou fazer, respondendo clientes pelo WhatsApp... Eu respiro decoração e universo infantil, preciso estar informada sobre tudo o que é novidade para trazer para os eventos. Eu me divido e consigo levar meus filhos ao futebol duas vezes por semana; apesar disso, eles reclamam que queriam mais tempo comigo. Então, penso em diminuir um pouco a carga para ficar mais com eles.”

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