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SéPHORA LINS »Perfis de sucesso

Empresária das paletas

Profissional do marketing abandonou carreira na área para virar dona do próprio negócio. Arriscar deu certo e ela vende milhares de picolés por semana

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postado em 03/01/2016 15:40 / atualizado em 03/01/2016 17:39

Ana Paula Lisboa

Ana Rayssa

 

Ao avistar uma kombi com um picolé gigante no topo, o público fica curioso e se interessa em saber do que se trata. Lá dentro, estão diversos sabores de paletas mexicanas. Na condução e à frente das vendas do Los Kactus, fica Séphora Lins, 45 anos. Cearense que vive em Brasília desde criança, ela ainda guarda forte sotaque nordestino. Também são características notáveis a garra e a simpatia. É com essas armas que ela conquista clientes desde março de 2015. Durante a semana, são de 150 a 300 a cada dia, na Asa Sul e em outros pontos do DF. Nos fins de semana, marca presença em eventos, ocasiões em que garante de 800 a mil vendas. “Por causa do calor daqui, estamos vendendo muito bem, graças a Deus.”

Geógrafa que construiu carreira na área de marketing, ela chegou a trabalhar no Correio Braziliense e em agências de comunicação, mas largou tudo para tirar um sonho do papel. “Empreender era uma vontade antiga. Quando meu filho e meu sobrinho, de olho na onda dos food trucks, propuseram abrir algo no ramo de picolés artesanais, eu me animei”, lembra. “Empreender foi um divisor de águas. Já passei por ótimas empresas, mas é muito bom depender só de você. Sempre trabalhei muito e agora trabalho para mim”, comemora. O mergulho na nova atividade foi de cabeça. “Não faz muito tempo, mas já não me vejo em um escritório. Recebi propostas, mas não volto mais. Tenho prazer em lidar com o público.”

Para dar conta de todos os papéis que precisa desempenhar, ela se desdobra. “Sou tipo mulher maravilha: mãe, esposa, empreendedora… Negocio com fornecedor, fecho contratos, faço controle de estoque. É um desafio muito prazeroso e estou muito contente com a velocidade de crescimento do Los Kactus”, conta Séphora. Para 2016, as propostas são ambiciosas. “Sei que estamos só começando, mas quero aumentar a frota, com boas pessoas. Afinal, não vendo só um produto, mas também uma experiência.”

O início
Em setembro de 2014, nasceu a ideia e, em março de 2015, o Los Kactus abria as portas para o público. “Escolhi um furgão em bom estado e contratei um especialista em design para fazer o projeto. Eu queria algo mais retrô, que lembrasse a kombi do Scooby Doo. Tive a ideia de colocar um picolé gigante em cima e deu supercerto: todo mundo para e quer ver o que é. Hoje, quando mando lavar o carro e tiro ele de lá, é como se eu estivesse sem brinco”, brinca.

Antes de colocar o plano em prática, a cearense pesquisou sobre o mercado de foodtrucks e de paleterias. “Escolhi o fornecedor a dedo (a MEX) — que oferece picolé artesanal e sem conservantes —, participamos de eventos para conhecer a área”, lembra. Ela procurou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e contratou uma consultoria nutricional para a empreitada. Para custear a ideia, usou reservas, mas a microempreendedora individual diz que o investimento não foi muito alto. O período de crise não trouxe desânimo. “O medo pode até vir, mas a vontade e a ousadia têm que ser maiores. Não dá para deixar os planos dentro da gaveta, é preciso arriscar.”

Depois de tanto esforço, não foi à toa que a Los Kactus começou fazendo sucesso. “Estreamos em 1º de março de 2015 no evento Chefs nos Eixos. Esperava vender mil picolés, mas comercializei quase 3,5 mil”, conta com orgulho. A partir daí, não faltaram convites para participar de eventos, como o PicNik, casamentos, aniversários e festas corporativas. “As pessoas gostam muito. Para reuniões de 100 a 200 pessoas, temos um picolé menor, para os convidados poderem provar de vários sabores”, explica.

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