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Gestão, estratégia e liderança para enfrentar a crise

O especialista nos três campos fala sobre as habilidades necessárias para que líderes possam resolver Cequações impossíveis. Com mais de 40 anos de carreira, ele ministrará curso em Brasília no fim deste mês

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postado em 10/01/2016 15:40

Oscar Motomura, fundador e principal nome da Amana-key, organização de consultoria especializada em gestão, estratégia e liderança nos setores empresarial e governamental, é um executivo multidisciplinar, com experiência de mais de três décadas à frente de projetos de alta complexidade. No início da carreira, foi office-boy de uma multinacional. Depois, formou-se em administração, especializou-se em finanças, banking e administração de tecnologia e fez mestrado em psicologia social.
Aos 29 anos, saiu da empresa em que trabalhava e abriu o próprio negócio que, sete anos depois, cresceu e se tornou a Amana-key. O especialista esteve em Brasília para a palestra A gestão do futuro e o futuro da liderança em dezembro. Em entrevista ao Correio, Oscar Motomura fala sobre a experiência e sobre o programa de gestão avançada, que ele ministrará no fim de janeiro na capital.

Como você escolheu sua área de atuação?
Se a gestão não é boa e a liderança também não, os resultados não aparecem. Foi assim que, além da área de estratégia, começamos a trabalhar com administração e qualidade dos líderes. Uma equação que parece impossível exige inovações radicais, geradas por gestores.

Como está a situação do Brasil nessas áreas?
As melhores práticas estão bastante presentes em grande parte das organizações públicas e privadas brasileiras, mas ainda temos deficiências para entrar no futuro da gestão, da estratégia e da liderança. Temos muito a caminhar porque ainda estamos dentro de um velho modelo de controle mecânico, hierárquico. É por isso que os projetos de modernização, em geral, não conseguem gerar resultados excepcionais, e nossa produtividade, inclusive como nação, deixa a desejar.

Como podemos melhorar?
As empresas deveriam ser muito mais biológicas, flexíveis, empreendedoras. Além disso, precisam agir preventivamente, antecipando desafios. Se estamos atrasados nesse sentido é porque não conseguimos nos ajustar ao ambiente de rápidas e constantes mudanças em que vivemos. O sistema precisa ser recriado, num novo modelo, em que a organização seja vista como um organismo vivo, e não mais como uma máquina. Grande parte dos programas de desenvolvimento de líderes em vigor no país está obsoleta, pois está voltado a um modelo antigo, de comando e controle. Os desafios só poderão ser resolvidos com a participação do coletivo, é necessário gerar engajamento profundo.

Qual é a importância de uma qualificação para o desenvolvimento de líderes, como a que a Amana-Key
oferece, em tempos de crise?

Em nossos programas, temos debatido a situação do Brasil. A primeira atitude de um empresário deve ser a de simplesmente não se deixar levar pelo desespero da dificuldade econômica, mas olhar a situação do país como mais um desafio a ser superado. Obstáculos surgem o tempo todo, e é preciso trabalhar para que essas barreiras sejam enfrentadas, criativamente, na velocidade necessária.

A Amana-Key é uma organização de consultoria que ajuda na criação de soluções de “casos
impossíveis”. Você pode dar um exemplo de uma solução desenvolvida?

Uma empresa que cresceu muito nos últimos 20 anos a partir do domínio da cultura de resolver equações impossíveis é o Magazine Luiza. Há 22 anos, ministramos um workshop na empresa, e apresentaram um problema difícil de ser solucionado para eles: como crescer sem dinheiro? Com muita criatividade, numa época em que nem havia internet, eles criaram lojas eletrônicas, nas quais não há produtos expostos, fazendo com que o Magazine Luiza tivesse um crescimento extraordinário. O grande problema dos impasses nas empresas é que, quando definimos previamente que não dá para resolver, eles nem vão para a mesa de decisões. Mas essas dúvidas devem ser trazidas para o debate e dribladas com criatividade. É assim que nascem inovações radicais.

Ainda em relação à desaceleração econômica, o que você propõe para o futuro da gestão e da liderança?
As várias facetas da crise estão sistemicamente interconectadas. Enquanto não conseguirmos entender as implicações sistêmicas dessa desaceleração não será possível resolver os desafios que enfrentamos. Isso significa também que o futuro será muito mais voltado à ação sistêmica. Muitos líderes não estão preparados para pensar sistemicamente, eles só conseguem focar nas próprias áreas, e isso tem levado a uma fragmentação que, longe de resolver as equações que temos, vem ajudando a tornar essas dificuldades econômicas maiores.

 

 

Capacitação

Entre 25 e 29 de janeiro, Oscar Motomura ministrará o Programa de Gestão Avançada, que terá 10 horas diárias de atividades, das 8h às 19h. A capacitação ocorrerá no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). É exigida a presença do participante em todas as atividades (incluindo o almoço). O valor total do curso é de R$ 11.800. Os interessados em participar devem se inscrever no site www.amana-key.com.br.

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