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PERFIS DE SUCESSO - HELIO CAMILO DE OLIVEIRA »

Profissão: calígrafo artístico

Dono de uma gráfica especializada em convites há mais de 40 anos, empresário abriu restaurante de comida caseira. Em ambos os casos, receita para o crescimento está na busca pela eficiência

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postado em 21/02/2016 13:53 / atualizado em 21/02/2016 14:02

Ana Paula Lisboa

Ana Rayssa

A busca constante por otimizar resultados é o ingrediente principal da receita de gestão de Helio Camilo de Oliveira, 66 anos. Dono da Gráfica Relevo, referência em convites para festas — de casamento, aniversários, bodas, eventos institucionais e outras comemorações — na capital federal há 42 anos, ele começou um novo projeto este ano: o restaurante de comida caseira Cristal, localizado no mesmo terreno em que fica o primeiro negócio, na Quadra 8 do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). “Meu ponto comercial é muito bom — com edifícios vizinhos com mais de 5 mil funcionários —, então queria aproveitar para fazer algo a mais. É um lugar muito privilegiado, tenho a vantagem de ter comprado o lote no início de Brasília — hoje, eu nem teria condições”, conta.


Quando começou a trabalhar com impressões, o pai de três filhos e avô de 10 netos largou o curso de engenharia mecânica para focar no negócio. “Comecei fazendo pinturas de placas na Asa Norte, em 1974. Quatro anos depois, comprei da Terracap o terreno no SIG. Aprendi muito com um parente que era vendedor numa gráfica na época”, lembra. No início, Helio produzia convites esporadicamente e, em 1982, resolveu se especializar nesse produto. Para se firmar no mercado, ele diz sempre ter contado com o Correio Braziliense. “Durante 20 anos, eu juntava meu pé de meia e fazia anúncio no jornal — e dava retorno.”

Desempenho
“A produtividade brasileira é péssima: são necessários quatro brasileiros para um americano. Sou muito indignado com isso e penso que temos que trabalhar, pelo menos, como eles. Então, aqui na gráfica, tudo que chega a gente faz bem e rápido”, revela Helio. Para conseguir melhorar processos e serviços, ele se baseia em aprendizados e referências dos mais diversos locais. “Tudo que se faz é possível melhorar. Para isso, você tem que escolher pessoas boas, treinar e manter. Os nossos empregados (um total de seis) ganham mais que em outras gráficas. Nosso custo é alto nesse aspecto, mas conseguimos compensar porque trabalhamos com eficácia.”


Entre as atividades em que Helio conseguiu aumentar a produtividade, estão as fitas de revestimento de convites — segundo ele, em outras gráficas, para fazer 100 dessas, gasta-se três horas, enquanto a equipe dele faz em um terço do tempo — e os envelopes — o funcionário responsável por isso trabalha por dois ou três, na visão do dono. Helio é calígrafo (profissional que detém a técnica da caligrafia manual para confeccionar convites de casamento, diplomas, certificados e outros documentos) e , até nisso, conseguiram melhorar a eficiência. “Criei uma pena diferente, que leva um calço, o que permite escrever mais rápido e com menos incômodos nas mãos”, diz.


Por conseguir desenvolver mais trabalhos em menos tempo, o empresário aplica preços abaixo dos do mercado. “Somos a gráfica mais antiga nessa área de convites no DF — metade dos meus concorrentes são ex-funcionários que saíram para montar o próprio negócio —, mesmo assim, temos o serviço mais barato”, garante.

Nova jornada
Apesar de parecer uma mudança de rota imprudente o dono de uma gráfica consolidada lançar um negócio no ramo de alimentação sem experiência na área, Helio está seguro com os planos, pois um dos filhos dele é gastrônomo e dono da pizzaria Dom Camillo no Lago Sul, conhecida por não usar sódio, ovos ou leite e por aplicar farinha de trigo que não aumenta a glicemia. “Ele é chef de cozinha formado pelo UniCeub (Centro Universitário de Brasília) e tem feito sucesso. Com as orientações dele, estamos conseguindo melhorar constantemente. Abrimos no começo de janeiro e, todos os dias, tem ficado lotado”, comemora.


Para conseguir se concentrar no restaurante, o mineiro que veio para Brasília em 1958 conta com um funcionário que está cuidando da gráfica. A atenção dele está voltada para conquistar a clientela com simplicidade e qualidade. “Tem muito restaurante que diz servir refeições caseiras, mas a comida não tem aquele gostinho de casa. Aqui, não: o sabor é de verdade, e os clientes têm elogiado isso”, diz. O prato que mais tem feito sucesso é o contrafilé acebolado com fritas. A casa abre apenas no almoço com pratos à la carte, mas, depois, passará a oferecer bufê no horário. Os planos para o período noturno são churrasquinho e pizza, mas sem bebida alcoólica.

 

Na estante

 

Além dos 60: lições de vida de brasileiros e portugueses

 

Autor: Elisa Mariz Editora: Chiado Editora
230 páginas
R$ 54,10


 Na obra Além dos 60 — lições de vida de brasileiros e portugueses, Elisa Mariz apresenta fragmentos de histórias de vida de homens e mulheres que ao atingirem os 60 anos, utilizam as suas experiências como uma oportunidade para construir novos paradigmas sociais, profissionais, familiares e afetivos. O livro traz teorias, depoimentos e reflexões discutindo o tema não apenas em suas limitações e adversidades, mas em suas inúmeras possibilidades.

 

Vade Mecum da Infraestrutura do Petróleo
Autor: Antônio Lobo e Campos, Jerson Carneiro, Rodrigo Arruda
Editora: Rideel
744 páginas
R$ 152


Uma nova publicação que reúne todas as leis e decretos da cadeia de óleo e gás no Brasil, facilitando a pesquisa de profissionais e acadêmicos da área. É este o conceito desta publicação  idealizada pelo procurador federal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Antônio Lobo e Campos. O projeto, a primeira coletânea legislativa do setor, vem sendo pensado há mais de uma década.

 

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