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PERFIS DE SUCESSO - BRUNA MONTANARO BERTOZZI PRIETO E JOANA GIORDANO »

As doceiras do Lago Sul

Ex-colegas de faculdade, empresárias ficaram famosas pelo visual diferenciado de bolos e doces. Elas atribuem a fama à busca por qualidade %u2014 que perpassa pelos ingredientes, todos caseiros

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postado em 28/02/2016 14:29

Ana Paula Lisboa

Marcelo Ferreira

Depois de fazerem faculdade de direito juntas, Bruna Montanaro Bertozzi Prieto, 31 anos, e Joana Giordano, 32, se tornaram amigas e, seis anos após a graduação, passaram ao estágio de sócias. Nascia assim, no último trimestre de 2012, a Las Pitangas, no Lago Sul. No começo, elas faziam bolos e doces sob encomenda de parentes e amigos, mas, com o talento da dupla, não demorou para que os quitutes fizessem sucesso em meio ao público brasiliense. Hoje, vendem cerca 3 mil doces a cada sábado e domingo, e comercializam 40 bolos por semana.


O fato de a produção ser diferente da de outros estabelecimentos do tipo no mercado ajudou: além de não usar maquete ou pasta americana e apresentar uma estética singular — por exemplo, com naked cake (bolo sem cobertura), que ainda estava começando a ser aceito no Brasil quando a empresa foi aberta —, a dupla prima por ingredientes não industrializados.  “Quando abrimos a Las Pitangas, decidimos que não queríamos ser só uma doceria a mais. O desejo era fazer comida gostosa e que lembrasse infância”, observa Joana. “Tudo é o mais caseiro possível. Existem produtos prontos para confeitaria, mas não usamos. Fazemos nosso próprio caramelo, nosso próprio doce de leite. Só colocamos ovos caipiras e creme de leite fresco nas receitas. Tudo isso faz diferença para o sabor e a qualidade finais”, defende Bruna.


Pelo fato de não usarem maquetes, as boleiras privilegiam a adoção de mais de uma torta por evento. “Em vez de fazer um bolo só, enorme, produzimos mais de um. Além de encher a mesa, a pessoa tem a vantagem de poder escolher mais de um sabor e mais de uma decoração”, esclarece Joana. O que não falta para a clientela são opções nesse sentido. As massas dos bolos podem ser de chocolate, baunilha, coco, mel ou canela; para os recheios, há 15 tipos diferentes. O exterior da torta pode ser naked, decorado com creme ou outros itens, como flores naturais. Há ainda bolos especiais (como o de blueberry, o de churros e o de pão de mel), cupcakes e bolos na marmita com componentes fixos.


Na hora de escolher os doces, haja indecisão — são mais de 40 tipos —, e os que fazem mais sucesso são cocadinha, minipamonha e docinhos de banana com nutella e de tapioca com leite condensado. A estética dos bolos, a cargo de Bruna, está em constante atualização e é a parte preferida do trabalho dela. “Tem cliente que chega com uma ideia de visual, outros pedem para eu criar o que eu quiser — esses casos foram os que eu mais gostei de fazer, e todos que me deixaram livre saíram satisfeitos”, conta, com orgulho.

Sociedade
Bruna vem de uma família italiana que foi dona de restaurante e padaria, então o gosto por culinária é antigo, mas o trabalho com doces surgiu quando ela se tornou mãe — de uma menina de 5 anos e um menino de 7  — e se envolveu com festas infantis. “Passei a produzir quitutes para os aniversários deles, e os convidados aprovavam”, conta a graduada em gastronomia. Ela percebeu que poderia trabalhar com isso e convidou Joana para cuidar da parte administrativa da empresa. Com o tempo, a sócia acabou entrando também no processo de produção. “Quando começamos, éramos só nós duas para fazer tudo: atender telefone, comprar, cozinhar,  lavar, entregar. Foi crescendo tão rápido que eu precisei participar das preparações.”


Para colocar a ideia de pé, cada uma investiu R$ 5 mil e, graças ao crescimento, nunca mais precisaram colocar dinheiro na empresa. De aniversários e pequenos eventos, com um ano de empresa, as duas passaram a produzir para casamentos e festas maiores e, hoje, contam com oito funcionários, além de colaboradores eventuais. O crescimento da empresa pode ter sido rápido, mas não foi isento de muito trabalho — as amigas tiveram, inclusive, de virar madrugadas para dar conta das encomendas. “Abrir o negócio foi uma lição de vida para mim. Eu não tinha noção de que o dono trabalha tanto”, lembra Joana. “Mas todo o esforço vale a pena ao vermos a empresa dar certo e tanta gente gostando do nosso trabalho”, comemora Bruna.

 

Saiba mais

A empresa só oferece bolos e doces por encomenda.
Informações:
www.laspitangas.com.br.

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