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Correio Braziliense

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PERFIS DE SUCESSO »

A dona dos brigadeiros

Em busca de sabores diferenciados do doce para a filha, administradora montou ateliê de confeitaria em casa e vende até 5 mil guloseimas por semana. Produtos adocicados derretam na boca

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postado em 13/03/2016 15:39 / atualizado em 13/03/2016 17:12

Ana Paula Lisboa

Breno Fortes

Tradicional, branco, preto e branco, caramelo e flor de sal, nozes, ao leite e castanhas, capucino, menta, limão siciliano com amêndoas, queijo com goiabada, palha italiana, uísque, banana, e coco com ameixa são apenas alguns dos 30 sabores de brigadeiros (vendidos por R$ 3 a unidade, com exceção da de pistache, que sai a R$ 4) feitos por Fernanda Amaral, 45.

 

Além do docinho boleado — que continua sendo o mais pedido —, a goiana de Anápolis oferece ainda a guloseima em forma de bisnagas e em potinhos para comer com colher. Completam o menu minibolos com brigadeiro e pequenas sobremesas.


O nome da marca não poderia fugir do tema: Brigadeiro Gourmet. Com a ajuda de seis colaboradores, Fernanda vende de 4 mil a 5 mil doces por semana para aniversários, casamentos, festas de 15 anos, jantares, eventos corporativos.

 

O atendimento aos clientes é todo pela internet, por meio do site brigadeirosfernandaamaral.blogspot.com.br . Apesar de o negócio ainda ser modesto e feito em casa, há encomendas para casamentos agendados até 2017. “Temos para pronta entrega até 200 brigadeiros. Para mais que isso, é preciso pedir antes”, diz.

Procura por qualidade
Moradora de Brasília há 30 anos, Fernanda começou a arriscar na cozinha em busca de mais sabores para o tradicional docinho brasileiro porque a filha mais velha dela é fã da iguaria. “Ela gostava de brigadeiros diferenciados, mas a gente procurava e não achava por aqui”, lembra. É por isso que a empresa, criada há quatro anos e meio, procura sempre os melhores ingredientes e, assim, atinge resultados singulares e sabores únicos. “Minha matéria-prima é toda de fora.

 

O chocolate é belga, o cacau é mais forte, a manteiga é francesa, a baunilha é de Madagascar. Buscamos o que é melhor. Por causa disso, o brigadeiro derrete na boca.”


 

Além disso, nada é ofertado ao público até estar completamente lapidado. “Teve receita que testamos 40 vezes até ficar do jeito que eu queria. Minhas filhas e meu marido ajudavam provando e dando opinião”, revela. Apesar de usar ingredientes de alto nível, o que a doceira visa é produzir “doces com sabor de feitos pela vovó”. Fernanda foi criada cozinhando e sempre gostou de confeitaria francesa. A doceira não fez cursos na área, mas é autodidata. “Fui criada cozinhando. Sempre fiz muitos bolos e doces. Quando quero algo, vou atrás, pesquiso e desenvolvo as receitas.”

Início
Formada em administração, Fernanda trabalhava em uma rede de lojas e resolveu abandonar a carreira quando ficou grávida. “Era algo que eu queria para me dedicar à maternidade. Depois, quando minhas filhas, de 15 e de 9 anos, nasceram, comecei a organizar as festas de aniversários delas. Eu fazia os doces e a decoração. Amigas viam, gostavam e passaram a pedir para eu fazer para os filhos delas. Eu produzia as festinhas sem ganhar nada, mas percebi que poderia lucrar com isso”, lembra. Foi assim que Fernanda passou a atuar no ramo.


Apesar de ter deixado os trabalhos de decoração de lado, o gosto pelo lado estético das comemorações é materializado nos materiais gráficos da Brigadeiro Gourmet. “Sempre fiz os detalhes de embalagens para as minhas meninas e continuo produzindo, agora, com a ajuda de um profissional de arte gráfica. Eu idealizo e ele aplica. As embalagens são cartonadas, artesanais, e eu defino os detalhes pelo tipo de evento”, conta. Fernanda produz ainda materiais temáticos, para épocas como Páscoa e Natal. “As pessoas perguntam como eu consegui determinada caixa ou fita. É uma busca constante e nada é feito ao acaso. Até para escolher a cor observo o que é tendência no momento.”

Futuro
As receitas são feitas na residência de Fernanda. “Em dia de produção, que são praticamente todos, a cozinha não abre para a família. Há muitas regras definidas: por exemplo, existe um tempo de refrigeração do doce antes de enrolar”, conta a empreendedora, que chega a trabalhar 17 horas por dia. A principal meta é abrir um ateliê próprio e desvincular a empresa da casa dela. No entanto, esse fato permite a Fernanda acompanhar tudo de perto com mais facilidade. “Estar presente e supervisionar os funcionários é muito importante. O que eles acham que não vai fazer diferença, no fim, faz.”

 

Na estante


Inovação: diálogos sobre a prática

Autores: Celso Braga, Flávia Ramos e Sirdiley Fabiane
Editora: Bridge & Books
67 páginas
R$ 10 (on-line) / R$ 36 (físico)
O livro mostra, de maneira objetiva, os critérios que transformam qualquer atmosfera em um ambiente com de cultura inovadora. A inovação vem sendo tratada como palavra-chave dentro do mundo corporativo há algum tempo, mas ganha destaque no cenário de crise.
 


O direito de ser rude: liberdade de expressão e imprensa

Autor: Max Paskin Neto
Editora: Bonijuris
192 páginas
R$ 44,90
Em trabalho de pesquisa minuciosa, o autor expõe conceitos fundamentais para quem quer compreender o setor das comunicações no Brasil e seu papel na consolidação de uma democracia plural, principalmente no embate entre censura e liberdade. O livro aborda o pleno exercício da liberdade de expressão e de imprensa, pois qualquer investida contra uma ou outra representa um retrocesso incompatível com o desenvolvimento econômico e social que se deseja ao Brasil.

 

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