SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

30 erros para não cometer

Especialistas elencam equívocos graves, mas muito praticados pelos trabalhadores brasileiros. Confira como evitar descuidos no currículo, em processos seletivos, no dia a dia na firma e em posições de chefia

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 08/05/2016 10:20 / atualizado em 08/05/2016 10:49

Ana Rayssa

Muito se fala sobre o que fazer para consolidar uma trajetória profissional de sucesso, mas é importante não se esquecer de gafes e deslizes que podem barrar a contratação, a promoção ou até a continuidade de um profissional na empresa. Num período de crise, em que o número de desempregados chega a mais de 11 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é vital ficar atento ao que não fazer para não deixar uma má impressão. Muitas das mancadas podem ser evitadas facilmente, basta ter bom senso, mas é sempre bom receber um toque e conferir dicas para não se comprometer em diversas situações.

 

Ops! Escape desses comportamentos 

 

Confira lapsos comuns que tiram oportunidades e candidatos e empregados

 

Sem problemas no currículo

Morador de Santa Maria, Flávio Jean Galetti, 36 anos, trabalhou como garçom em três restaurantes. Há três meses, está desempregado e dispara currículos. “Tenho uma lista de e-mails e, toda vez que eu conheço um contato novo, coloco lá. Mando para todo mundo, até amigos”, conta. “Quando eu tinha dinheiro e tempo, imprimia várias cópias e entregava pessoalmente”, lembra.


Fábio pesquisou modelos na internet, escolheu um em que as partes mais importantes são grifadas em vermelho e acredita que o visual não é importante para os recrutadores. “Talvez uma empresa grande se atentasse a isso, mas lanchonetes e os lugares para os quais me candidato não dão a mínima para o modelo do arquivo”, garante.


O documento traz informações pessoais, o nível de escolaridade e os cursos que fez, os empregos anteriores, sem informações sobre datas e períodos, e se encerra com uma frase motivacional.  “É para motivar o empregador a me contratar”, explica. Interessados em conseguir uma nova vaga, como Flávio, devem dar muita importância ao conteúdo e à aparência do documento, que é o cartão de apresentação do profissional. Quem precisa lidar com pilhas de fichas de candidatos pode eliminar vários na primeira olhada.


Confira os principais erros a evitar na hora de redigir o seu.


1 Foto posada ou informal
“É importante que seja uma foto corporativa, nada de cliques tomando sol, na balada, bebendo cerveja, de óculos escuros, fazendo caretas ou poses, nem mostrando todos os dentes”, decreta Carolina Mangoni, diretora da consultoria B2RH. “Não recomendo a utilização de fotos, pois a demanda de empresas que avaliam a aparência é bem menor do que o benefício que o retrato pode trazer”, completa.

2  Dados desatualizados
“Uma vez, entrevistei uma moça que colocou no currículo um curso de datilografia feito aos 12 anos”, conta Acsa Vasconcellos, diretora da Insight, consultoria em RH. Esse tipo de informação, além de desnecessária, pega mal: reúna dados que façam sentido nas condições atuais. “Quem convive com computadores não precisa de curso de datilografia. O mercado exige entendimento de Pacote Office.”

3 Páginas de mais
Escrever em excesso não é aconselhável, pois o avaliador não vai ter tempo de ler. Carolina Mangoni, da B2RH, afirma que é preciso incluir apenas as informações mais importantes e adequadas ao cargo pretendido, de forma acessível e direta. Escola onde estudou, histórico escolar e cursos que não condizem com a vaga, são disponsáveis. Rodrigo Soares, diretor da Hays, consultoria de RH, observa que “inserir dados pessoais, como hobbies, estado civil, time, partido político e frases de efeito não é de bom tom.”

 

4  Conteúdo de menos
A analista de RH Carolina Mangoni alerta que currículos muito sucintos podem ser negativos, pois, muitas vezes, as informações necessárias ao entrevistador não estão expostas. “O ideal é citar as cinco principais responsabilidades exercidas em cada emprego”, observa.

5  Mentira
Mentir nunca é uma boa, mas, na hora de se candidatar a um emprego, é preciso tomar ainda mais cuidado com essa atitude. Além de ser falta de caráter, o examinador pode descobrir facilmente quando o interessado não está sendo honesto quanto às experiências e antecedentes, e isso acaba queimando a imagem da pessoa. “Uma vez, um casal de amigos me enviou currículos copiados e, para o azar deles, eu conhecia a dona da empresa para a qual eles diziam trabalhar”, conta a orientadora profissional Acsa Vasconcellos. Durante a entrevista, ela decidiu perguntar sobre o serviço e os superiores, e o candidato inventou um nome para a suposta antiga chefe. “Comecei a apertar a entrevista, e ele precisou mentir cada vez mais. O jovem até conseguiu me convencer, mas, em seguida, entrou a moça com o mesmo currículo e, na terceira pergunta, ela começou a chorar, contou tudo e inclusive entregou o amigo”, completa.

6 Desleixo com a língua
Carolina Mangoni, da B2RH, explica que um currículo que apresenta erros de português demonstra que a pessoa não revisou direito, o que passa a imagem de falta de compromisso, desorganização e relaxo; ou então que ela não domina mesmo a língua, o que também pode prejudicá-la e até eliminá-la logo no início. “Se o profissional sabe que não é muito bom em gramática deve pedir ajuda a alguém para revisar”, completa. Concordância verbal e nominal, assim como ortografia e pontuação devem ser bem observadas.

7  Distribuição sem foco
Mandar esse documento de forma aleatória para pessoas que nem estão relacionadas diretamente à vaga em aberto passa a impressão de desespero. Supervisora do curso de etiqueta e comportamento corporativo do Centro Europeu, Silmara Santos explica que uma boa estratégia é enviar o material ao RH da empresa, afirmar que está interessado na vaga e perguntar quais são os melhores canais para entrar em contato com os responsáveis pela seleção. “É uma forma de mostrar dedicação e perseverança, mas estrategicamente”, ensina. Entregar o documento pessoalmente pode ser positivo: se arrumar e entrar no estabelecimento para realizar uma apresentação demonstra interesse — mas é preciso cuidado. “Aja de forma interessante, diga que se identifica com a marca, elenque motivos que possam interessar o contratante por meio de uma conversa natural. Só passar e deixar o currículo na porta vai parecer panfletagem, aí não é nada legal”, explica.

8 Templates coloridos
“O menos é sempre mais em todos os sentidos. Documentos enfeitados demais parecem trabalho infantil de colégio, e a imagem a ser passada em um currículo é a de profissionalismo”, alerta a consultora de comportamento Silmara Santos. É recomendando usar um modelo limpo, atraente, com uma fonte fina, preta, de forma a manter uma leitura agradável. Para destacar os pontos mais importantes, o candidato pode aumentar um pouco o tamanho da fonte, usar negrito, itálico ou recuo de parágrafo.

 

Ana Rayssa
Como não agir numa entrevista de emprego

Participar de uma entrevista exige certo jogo de cintura: é preciso tomar muito cuidado com o que se fala, com a postura e até com o visual. O mais importante é se informar sobre a vaga e a empresa para a qual está se candidatando. Lanna Gandra, 22 anos, recém-formada em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), sempre fica muito nervosa e acaba se enrolando na hora de responder a perguntas cruciais nesses momentos.


“Um espírito deve me possuir na hora, porque eu saio falando mil besteiras”, brinca. A primeira seleção de estágio da qual ela participou foi para um tribunal, e perguntaram se ela gostava de serviço público e se pretendia prestar concurso. “Eu disse ‘Deus me livre! Quero advogar, nunca tive vontade de ser concursada’. Claro que eu não fui contratada”, lembra.


Em outra oportunidade, em uma firma especializada em contencioso cível (direitos civis que podem ser contestados), ao perguntarem sobre a área em que ela tinha interesse em atuar, a resposta foi “direito penal”, com a qual o escritório não trabalhava e, novamente, Lanna não foi admitida. Na tentativa mais recente, em escritório de advocacia, ela foi questionada sobre direitos trabalhistas. “Eu disse que achava essa área muito protecionista com o empregado, o que gera muita desvantagem ao empregador. O recrutador ficou me olhando com uma cara de assustado e me disse que, por sorte minha, o escritório advoga para empresas, caso contrário, eu teria me queimado feio”, conta. A jovem foi selecionada e estagiou no local por oito meses até se formar.


Agora, procura emprego, mas está sentindo os efeitos da crise para se inserir no mercado. Por isso, Lanna vai ter que se preparar bastante para os próximos processos seletivos. A especialista em consultoria de recursos humanos Carolina Mangoni dá uma dica para quem está entrando no mercado de trabalho como ela.“Busque se informar sobre a empresa. Se você não sabe quem está oferecendo a vaga, pesquise sobre a consultoria que vai aplicar a seleção, é importante conhecer o espaço de mercado do contratante, o nível de formalidade, o campo de atuação e as ideais”, orienta.
Fuja das seguintes gafes na hora da entrevista: (Leia mais na página 4)

 

9 Roupas curtas e decotes
A imagem a ser passada durante uma entrevista é de responsabilidade, maturidade e compromisso. Não é indicado aparecer com decotes, saias curtas, shots, bermudas, calça jeans, camiseta ou blusa polo, cores vibrantes, chinelo e sandálias gladiadoras. “É possível que a pessoa se saia muito bem na conversa e até seja contratada, mas o comentário do avaliador vai ser sempre: apesar da roupa e da apresentação, ele se mostrou um bom profissional”, explica Carolina Mangoni, diretora da B2RH. “Para homens, o ideal é uma blusa branca ou azul, calça social e sapato fechado e, em cargos executivos mais elevados, terno. Enquanto para mulheres, indico blusas em tons pastel, calça social ou saias de cintura alta e na altura do joelho e sapatilha ou salto discreto.” A diretora da Insight, Acsa Vasconcellos, acredita que é importante entender o estilo da empresa e se adequar. “Em caso de dúvida, deixe a moda para o fim de semana e vá o mais sóbrio possível, porque assim não tem erro”, diz. Segundo ela, perfume e maquiagem em excesso não são bem-vistos. Também é importante ficar atento ao nervosismo. “Muitas vezes, a pessoa começa a suar, então é preciso escolher tons de roupa mais escuros, que não mostrem isso”, aconselha.


10 Atrasos
Quem se atrasa sem ter uma boa desculpa passa a ideia de descaso e falta de organização. É sempre importante avisar em caso de imprevistos. “Se não conseguiu comparecer ou se for extrapolar o horário marcado, ligue e avise. Quem não dá retorno tende a ser eliminado”, revela Carolina Mangoni, especialista em gestão de recursos humanos.

11 Vício em celular
Mexer no celular e atender ligações durante a entrevista passam impressão de desinteresse. “Ao fazer isso, você acaba desvinculando o seu olhar com o do entrevistador, e ele percebe que você não está prestando atenção”, diz Carolina Mangoni, diretora da B2RH. Caso haja alguma urgência, ela deve ser informada no início da entrevista.

12 Língua afiada
Falar mal de outras empresas ou pessoas é cair em uma cilada, pois nunca se sabe quem são os conhecidos do aplicador da entrevista. Além disso, os responsáveis pelo processo seletivo podem pensar que, se você fala assim dos outros, poderá fazer o mesmo com a instituição no futuro, caso seja contratado. Carolina Mangoni, consultora de RH, afirma que certamente, quem faz isso se queima com os avaliadores. Ela também alerta sobre a inadequação de linguajar chulo e palavrões. “Tenha em mente que você está sendo avaliado, mantenha a postura e um tom formal.”

13  Exageros
Cuidado com o excesso de confiança ou imaginação. “Não diga que era responsável por todas as atividades de um setor, se você operava apenas uma delas, mas da mesma forma, não subestime suas capacidades: se você sabe que consegue, diga que sim”, explica Carolina Mangoni, diretora da B2RH.

14  Falta de equilíbrio
“O entrevistador observa muito a base comportamental dos candidatos na hora em que estão respondendo as perguntas”, explica Acsa Vasconcellos, especialista em recrutamento. Ela afirma que se expressar em poucas palavras, assim como se soltar demais, pode prejudicar a imagem transmitida. O ideal é ser direto, simpático e manter o bom senso. É preciso tomar cuidado também com a dose de humor, de acordo com Carolina Mangoni. É importante ter sensibilidade para medir a abertura do avaliador. “Basta observar o que ele fala e seguir na mesma intensidade, não seja rígido demais, mas também não se mostre de forma exagerada”, pondera a especialista em RH.

 

Cuidados na dinâmica de grupo

Muitas empresas, principalmente as maiores, quando abrem muitas vagas de uma vez e precisam lidar com uma grande quantidade de candidatos, optam por reuni-los em grupos e realizar pequenas atividades, que costumam remeter a problemas com os quais eles terão que lidar no dia a dia, caso sejam contratados. São as dinâmicas de grupo, que buscam identificar traços comportamentais, como liderança, ética, imparcialidade, capacidade de atuar em grupo, educação e respeito. Além disso, muitos executivos, quando estão avaliando pretendentes a cargos mais elevados ou até sócios, levam os possíveis contratados para jogar cartas ou praticar algum esporte, como golf, para saber como eles agem sob pressão. Para se dar bem nessa etapa é preciso se portar com calma, da forma mais natural possível e evitar erros, como os citados a seguir.

15 Críticas aos procedimentos
Todas as partes da dinâmica têm um propósito e buscam avaliar aspectos específicos, principalmente identificar pessoas que não conseguem trabalhar em grupo, que são muito agressivas ou que não respeitam a hierarquia. A especialista em treinamento de recursos humanos Acsa Vasconcellos afirma que é um erro reclamar ou julgar as atividades propostas. “Seja o mais natural possível, faça seu trabalho, siga seus comandos e obedeça as regras. Se tiver alguma dúvida, pergunte em particular.”

16 Candidato sem perfil para a vaga
Muitas vezes, a vaga exige pré-requisitos ou a ausência de contato prévio com determinadas experiências. Por isso, a especialista em gestão de recursos humanos Acsa Vasconcellos afirma que é importante saber se você é adequado para o cargo antes de se candidatar, pois, quase sempre, a dinâmica denuncia comportamentos inapropriados. “Durante a seleção de atendentes que entrariam em contato com mulheres que sofreram algum tipo de abuso, simulamos uma ligação em que a pessoa na linha dizia que tinha sido estuprada. Uma das candidatas, ao atender o telefone, começou a chorar sem parar. Ela havia sofrido abusos e ainda não tinha superado e, claramente, não combinava com esse serviço”, conta.

 

Marcelo Ferreira
O desafio de se manter no emprego

Kathleen Cardoso Mota, 19 anos, é aluna do curso técnico em administração da Escola Técnica de Brasília e pretende seguir a carreira de secretariado. Há seis meses, trabalha como secretária e teve de mudar completamente de postura para não perder o emprego. “Eu anotava tudo em papeizinhos, largava em cima da mesa e acabava perdendo. Hoje, a minha agenda é impecável, se minha chefe me pede um telefone que eu usei há três meses, sei onde está”, revela. A evolução se deve ao feedback da chefia. “Todos os dias, a minha gestora sentava comigo e me falava o que eu tinha feito de errado e o que eu precisava melhorar”, conta. Kathleen também precisou modificar o português, o jeito de falar ao telefone com clientes e até o vestuário. Antes, ela ia ao trabalho de calça jeans, camiseta e acessórios infantis. Agora, usa calça social, saia de cintura alta e tons pastéis.


“A minha imagem é muito mais profissional.” Outro ensinamento foi a importância de se manter bem informada sobre os assuntos com os quais trabalha. No entanto, o maior aprendizado foi passar a escutar e reconhecer os erros. “Eu sempre tinha uma resposta na ponta da língua para tudo que minha chefe perguntava ou criticava, mas aprendi a me calar quando estou errada e a tentar melhorar. Sou muito grata a ela, pela paciência. Quem demite passa o problema para a frente, pois a pessoa vai continuar errando na próxima empresa. Os gestores que dão feedback formam profissionais.”


Conseguir um emprego é uma tarefa complicada, mas manter-se nele também é um desafio. De nada adianta passar por todas as etapas de seleção, conquistar a tão sonhada vaga, se você for demitido por apresentar comportamentos inadequados. Para não cair no erro, a supervisora do curso de etiqueta e comportamento corporativo do Centro Europeu, Silmara Santos, cita atitudes inapropriadas ao ambiente laboral:

17 Fofoca
Fazer comentários sobre a vida alheia não deve ser o foco do profissional e ainda é prejudicial aos colegas envolvidos. É a sua imagem sendo construída (mais do que a vítima da suas críticas), então é preciso pensar: será que alguém com esse comportamento é confiável?

18 Falatório imprudente
Quem fala muito abre margem para outros se intrometerem em seus assuntos. As pessoas só invadem a intimidade de alguém que deixa a porta aberta, então é preciso tomar muito cuidado com o que é dito — afinal, informação é poder.

 

19 Respostas atravessadas
Isso a gente não pode fazer com ninguém, nem em casa: é muita falta de respeito. No ambiente laboral, as pessoas formam equipes com o objetivo de trocar ideias, crescer e desenvolver o melhor trabalho possível. Não é aceitável manter esse tipo de comportamento infantil.

20 Falta de respeito à hierarquia
Isso vale tanto para o chefe quanto para companheiros de equipe. As posições hierárquicas não são necessariamente verticais: pessoas com discursos mais influentes ou que estão há mais tempo na cargo têm voz na empresa, por mais que sejam colegas de função. É preciso mostrar respeito e escutá-las.

21 Calúnias
Toda mentira tem perna curta. Inventar motivos para se atrasar ou justificar a falta de eficiência no trabalho é sempre muito malvisto. Quando descobrirem, pensarão que, se você fez isso uma vez, poderá repetir a dose.

22 Vazar informações
Quebra de sigilo é um erro grave e, dependendo da informação, pode resultar até em uma demissão por justa causa. Se você tem acesso a dados necessários ao desenvolvimento do seu trabalho, é responsável por manter o compromisso com a instituição e fazer jus á confiança depositava em você na hora do contrato.

23 Falta de ética
Não é permitido se apropriar de material alheio, nem de autoria. Passar a perna nos colegas, desviar honorários da empresa, utilizar suprimentos para fins pessoais... Nada disso é comportamento de uma pessoa honesta. É preciso refletir sobre “o que eu não gostaria que fizessem comigo” e não tomar essas atitudes com os outros.

24 Falta de pontualidade
Quem chega atrasado com frequência passa a imagem de descompromisso com a atividade e falta de empatia com a equipe: quando você chega na hora, é como se falasse para os colegas “o meu tempo vale tanto quanto o seu”. Caso a pessoa precise se atrasar por alguém motivo, precisa ligar e avisar.

25 Corpo mole
Gente enrolada não dura muito tempo no mundo do trabalho de hoje. É preciso ser proativo, profissional e responsável se quiser se manter no emprego.

26 Rejeição ao trabalho em equipe
O grande desafio social é saber lidar e conviver com as diferenças. As empresas buscam pessoas com ideias novas que saibam interagir umas com a outras e desenvolver projetos colaborativos. Ninguém mais atua sozinho, então, se você tem algum problema em realizar projetos em grupo, é preciso entender o que está acontecendo e resolver o problema.

 

Os riscos da posição de chefia

 

Pessoas em cargos de liderança não estão imunes a erros e é preciso tomar cuidado com alguns comportamentos deselegantes e até prejudiciais para a equipe, que podem comprometer a sua autoridade e o desenvolvimento do seu trabalho.


O funcionário que se sente desrespeitado deve sempre tomar uma atitude. “Se for assédio, entre em contato com o RH imediatamente. Se for um caso mais simples, não reclame na hora. Vá para casa, respire, pense em uma forma educada de falar e converse de maneira mais suave no dia seguinte”, orienta Carolina Mangoni, especialista em gestão de recursos humanos.


Veja a seguir atitudes comuns em cargos de maior alçada e que não devem ser praticadas de forma alguma.

 

27 Falta de clareza
É importante que os seus funcionários saibam o que você espera deles, pois eles precisam avaliar a demanda e constatar se são capazes ou não de cumprí-la. Isso evita surpresas e demissões inesperadas. Tenha certeza de que alinhou as expectativas e que a pessoa entendeu exatamente suas atribuições.

28 Feedback ausente
Além de apontar o que precisa ser melhorado, é importante, principalmente na fase de adaptação de um novo emprego, que seja dito também o que o funcionário está fazendo certo, para que ele tenha um termômetro e consiga balancear o comportamento dele.


29  Integração insuficiente
Dedique um tempo para levar recém-chegados a todas as áreas da empresa e apresentar as equipes, explicar sobre as principais interfaces e o tipo de relacionamento que ele terá com cada uma delas. É importante proporcionar conhecimento sobre o negócio e mostrar como o trabalho de cada um impacta o todo.

30 Agressividade
Sua equipe merece respeito. Não grite, não prejudique a imagem dos colegas, não fofoque e não os trate de forma como você mesmo não gostaria de ser tratado. Alguns funcionários acham que ser direto é grosseria, outros preferem respostas mais objetivas. É importante entender o perfil de cada colaborador e adequar a sua fala.

 

Aprenda a dar retorno
A ConsultaRH promove a oficina Técnicas e práticas de feedback na próxima terça-feira (10), das 19h às 21h, no SBS, Quadra 2, Ed. Prime, Sala 206. As inscrições custam R$ 100 e podem ser feitas pelo site www.sympla.com.br/oficina-de-feedback__66746. Os participantes receberão certificado de participação.

 

Leia
O livro Manual de currículos (336 páginas, R$ 29,90, Editora BestBusiness/Grupo Editorial Record) dá dicas de como destacar competências para vários tipos de empregadores e aumentar as chances de ser chamado para uma entrevista. As autoras, Robin Kessler e Linda A. Strasburg, são consultoras de RH. Robin Kessler também escreveu Manual de entrevistas (336 páginas, R$ 15, Editora Saraiva), apresentando as técnicas mais atuais de apresentação e persuasão, além de preparar o leitor para responder perguntas.

Aprenda com quem sabe
O Centro Universitário Estácio de Brasília traz ao público palestras e mesas-redondas com dicas para construir um bom currículo na terça-feira (10), em 18 de maio e em 25 de maio, das 8h às 10h e das 19h às 21h, no auditório do câmpus de Taguatinga (SCG 9, Lotes 15/16, Pistão Sul — do lado oposto da Universidade Católica de Brasília). Informações: 3038-9731.
 

publicidade

publicidade