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COMPORTAMENTO »

O sucesso é ser feliz

Segundo especialistas, não adianta culpar fatores externos pelo próprio descontentamento. No entanto, as empresas que investem na equipe e têm uma boa cultura organizacional recebem retorno em forma de motivação e produtividade

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postado em 22/05/2016 11:16 / atualizado em 22/05/2016 16:50

Ana Paula Lisboa

 

O que leva alguém a se sentir contente não pode ser definido por uma receita: vários ingredientes podem afetar a composição, mas, certamente, se deleitar com a carreira está entre os componentes mais importantes. “Dependendo da atividade, gastamos dois terços do dia no ambiente laboral. Então se a pessoa não é feliz no trabalho, basicamente, não é possível que seja feliz”, decreta Mauricio Patrocinio, palestrante, consultor e autor sobre o tema que foi presidente de uma multinacional por oito anos e largou a carreira de executivo para discutir felicidade. Ele alerta que o lado profissional não é tudo, e que o segredo está em balancear o valor atribuído a cada aspecto da vida, como carreira, e família, de forma equilibrada.


Segundo Patrocinio, autor de Por que as pessoas não são felizes? (R$ 24,90; disponível no site www.portaldafelicidade.com.br) delegar a responsabilidade pela satisfação pessoal e profissional a outros — como o chefe e a firma como um todo — é um erro. “O processo deve começar em nós mesmos. Não é preciso trabalhar numa empresa que promova um ambiente legal para ser feliz.” Não que as companhias não possam dar uma força nesse sentido, mas a questão é bem mais profunda. “O contentamento é fruto de uma vida com propósito. Escolha um projeto, uma missão, e procure um trabalho que te ajude a chegar lá”, incentiva.

O dissabor da labuta

Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom) constatou que sete em cada 10 brasileiros estão insatisfeitos com o trabalho. Entre os entrevistados, 61% não gostam do que fazem, mas permanecem no emprego para pagar as contas; outros se sentem acomodados e não sabem o que fazer. Se você está insatisfeito com o clima do local em que trabalha, é positivo que tente implementar mudanças, mesmo que não seja o chefe. “Você tem o poder de mudar as pessoas ao seu redor. No entanto, às vezes, não vai dar certo, e pode ser a hora de procurar um lugar em que você se encaixa e se realize”, orienta Alexandre Slivnik, sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional (Idepro) e diretor executivo da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD).


Para a saúde, as consequências de trabalhar com o que não gosta ou em um lugar desagradável são aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e do ácido gástrico; ansiedade; dificuldade para dormir, que causa um efeito cascata gerando imunidade baixa e suscetibilidade a doenças; em certos casos, até depressão. É o que afirma Ligia Brito, clínica geral e infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Ela destaca a importância tanto do ambiente quanto da atividade para a satisfação. “Por mais que a pessoa não curta o serviço, se está num local agradável, que valoriza o empregado, pode passar a se sentir bem com o que faz. Há casos em que é tão forte que trocar de emprego é a melhor coisa que a pessoa pode fazer pela saúde dela”, afirma.

 

Geração bem-estar

Uma característica marcante dos trabalhadores mais jovens é a importância dada ao bem-estar e, consequentemente, à felicidade. “Na geração passada, as pessoas vivam para trabalhar; hoje, desejam viver enquanto trabalham”, compara o consultor em felicidade Mauricio Patrocinio. Os patrões devem aprender a ver a mudança com bons olhos. “Não é o tanto que se trabalha que traz resultados. Alguém pode ficar na firma das 8h às 18h e não produzir o suficiente, mas uma pessoa inspirada pode render mais em menos tempo. E atenção: a geração Y não quer só curtir a vida. Eles têm garra e estão dispostos a trabalhar muito, mas por algo que valha a pena.”

Estou na área errada
Na hora de optar por uma carreira, é preciso priorizar dons e habilidades em vez de fatores que possam levar à ascensão financeira. Essa é a dica de Mauricio Patrocionio. “Quem não ama o que faz nem tem talento não conseguirá ganhar muito. Tome decisões pelo que você gosta, mas lembre-se de que nunca é tarde para corrigir a rota.” Para Alexandre Slivnik, é preciso ponderar bastante antes de uma virada radical, pois ela pode resultar sendo mais uma frustração. “Não viva procurando fazer o que você ama, tente amar o que você faz.”

 

Papel da firma

“A empresa não tem obrigação de contribuir para a felicidade da equipe, mas, se a direção for inteligente, fará isso, pois funcionário satisfeito produz mais”, observa Mauricio Patrocinio. Segundo ele, o incentivo não precisa se dar na forma de um ambiente despojado. “Poder usar bermuda, andar de bicicleta, ginástica laboral, isoladamente, só produzem euforia. Inspirar felicidade é mais complexo e deve fazer parte da cultura da empresa”, ensina. “Quando uma organização tem um objetivo — além de apenas produzir e ganhar dinheiro —, e as pessoas se sentem úteis como parte de um todo maior.”


Alexandre Slivnik, diretor-geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD), cita a Disney, cujo lema é criar felicidade. “Quem limpa o parque sabe que não dá para criar felicidade num local sujo e que ele faz parte de de um legado maior”, exemplifica.

Turbulências
Mauricio Patrocinio garante que dá para se sentir realizado mesmo durante a crise, o que não significa sorrir de orelha a orelha em todo momento. “O antônimo de tristeza é alegria, e o antônimo de felicidade é infelicidade. Eu posso me permitir ficar triste, mas não infeliz porque tenho um sentido na vida e posso seguir em frente.”

 

Dicas para alcançar a plenitude 

Confira conselhos de Sulivan França, especialista em comportamento humano e presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (Slac) nesse sentido:

» Planeje seu dia: considere que você precisa de espaço para focar no trabalho, mas também de horário livre para se dedicar a outras atividades
» Mantenha uma boa qualidade de sono
» Realize exercícios físicos
» No trabalho, faça algumas pausas, desconecte-se por alguns instantes
» Seja transparente com você e com os outros: se há algo o incomodando, fale e tente encontrar uma solução
» Saiba ouvir: feedbacks são essenciais para melhorar nossa postura e proporcionar uma integração com o ambiente
» Seja tolerante, pois ninguém é igual a você e — acredite — você não vai conseguir mudar as pessoas
» Acima de tudo, relaxe: encontre um hobby que
lhe faça bem e designe um tempo para isso. com você mesmo e aproveite sua companhia.

 

Ana Rayssa
 

Realização na carreira - Conheça as histórias de três trabalhadores que encontraram o prazer pessoal e profissional por diferentes caminhos

 

Achei o meu lugar!

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terá que trabalhar nem um dia na tua vida.” A frase do pensador e filósofo chinês Confúcio (551 a.C. — 479 a.C.), elaborada há séculos, virou clichê, mas não deixou de ser atual. Esse é um dos lemas valorizados pela cerimonial Roberta Silva, 30 anos, que estampa a sentença em posts em perfis em redes sociais em que mostra as maiores recompensas do trabalho dela: o agradecimento de noivas, noivos e outros clientes que ficaram satisfeitos com o serviço da profissional.


“É uma área trabalhosa. Eu agradeço a Deus por ter conquistado meus estudos, meu carro e meu apartamento com minha carreira, mas a maior gratificação é o agradecimento. O cerimonial é um profissional que está sempre no backstage, discreto e, quando alguém reconhece que trabalhamos bem, o significado é maior”, revela ela que trabalha no ramo há 10 anos.


A área por si só encanta a cerimonial. “É um ramo em que você mexe com luxo, com coisas bonitas, com os sonhos das pessoas —  afinal, os noivos sonham em se casar. Isso me traz realização e me faz feliz.” Além do dinheiro, um grande fruto que ela tira da própria carreira é a alegria de fazer o que gosta, mandando no próprio nariz.  “Sou minha chefe, e não ter de prestar contas a ninguém traz uma satisfação a mais”, conta a graduada em publicidade.


Roberta se encantou pelo mercado de casamentos entre uma venda e outra realizada na loja de vestidos de festas da mãe dela, em Taguatinga. A paixão pelo ramo também impulsionou Roberta a realizar o próprio casamento. “O trabalho gerou essa vontade. O meu foi mais simples, mas foi um sonho, do jeitinho que eu queria — assim como tento fazer que seja para todas as minhas clientes.”

 

Breno Fortes
 

Nunca é tarde ara recomeçar
Natural de Salvador, Raimundo Pereira Neto, 39 anos, conhecido como chef Ray Neto é uma prova de que vale a pena correr atrás de sonhos, mesmo que pareça que a época para isso passou. Graduado em logística,  é policial militar há 18 anos e trabalha na Força Nacional do Ministério da Justiça, mas nunca deixou de lado sua grande paixão: a cozinha. Em agosto de 2015, inaugurou o restaurante de comida baiana Casa de Mainha, no Cruzeiro.


O estabelecimento só abre aos fins de semana, mas os resultados são tão positivos que ele planeja abandonar o serviço público quando se formar para focar só no restaurante. O acarajé está entre os destaques da casa. O gosto pela culinária surgiu da proximidade com a avó de Ray, cozinheira de mão cheia, e ele fez cursos técnico em cuzinha industrial na adolescência, mas a vontade não era aprovada pela família.


“Minha mãe queria o melhor para mim e não conseguia enxergar que, na gastronomia, eu também podia ter sucesso. Então, segui por outro caminho, mas sempre guardei o pensamento de que trabalharia com isso”, confessa. “Passei a focar na área ao entrar no curso de gastronomia no UniCeub (Centro Universitário de Brasília) no ano passado, o que só foi possível quando vim morar no DF. Antes, eu estava sempre em mudança, ficava alguns meses num estado e tinha que partir para outro”, afirma.


Ray não se deixou traumatizar e encontrou meios de ser feliz também na carreira militar. “Hoje, o que eu sinto é plenitude. Consegui tirar do que poderia ser ruim algo bom. O que era frustração virou alegria”, revela. “Não guardo mágoas da minha mãe, e o nome do restaurante é em homenagem a ela. Fico satisfeito de saber que ela tem orgulho de mim e me ajuda, mandando todos os ingredientes da Bahia para cá.”

 

Carlos Vieira
 

Valorização  fundamental
Cristihany Ramos, 49 anos, é auxiliar de secretaria no Ceav Jr., escola cuja razão social (Centro de Ensino Alegria de Viver) poderia definir a profissional. Quem entra dá de cara com o sorriso acolhedor de tia Cris. “O nome não poderia ser mais adequado: até a tristeza vira felicidade aqui. Esqueço qualquer problema quando passo pelo portão. É uma atividade muito gratificante.”


À primeira vista, a função pode parecer simples, mas é cheia de minúcias, e o cuidado com que ela as executa faz da secretária uma pessoa querida por colegas, pais e alunos. “Quando a criança falta, se machuca ou passa mal, eu ligo para os responsáveis. Sempre tento falar da maneira mais cautelosa possível para não deixar ninguém nervoso, e eles confiam em mim”, conta. Há duas décadas no local, Cristihany começou atuar como monitora, mas logo foi transferia para a função atual.


“Eu nunca pensei que trabalharia numa escola. Antes, tive emprego em loja e fui faxineira. Entrei para a escola porque uma sobrinha me indicou, disse que eu tinha perfil para lidar com criança — e estava certa. Desde então, recebo um carinho imenso da comunidade e sou feliz no que faço”, acrescenta. Além de gostar de crianças, um fator importante para que Cris se sinta realizada na profissão é a valorização e o clima laboral.


“Os donos fazem com a que sintamos que a escola é uma continuação das nossas casas. Há muita abertura, e os funcionários se sentem próximos uns dos outros.” Além disso, há iniciativas criadas para valorizar o quadro funcional, que não ficam restritas a aumentos salariais, como cursos, massagens, ginástica laboral, manicure, maquiagem, entre outros. “Essas ações são muito legais, pois mostram que nosso esforço é recompensado. Também me inspiram os elogios que escuto todos os dias de colegas, pais, alunos”, conclui.

 

Confira entrevista com Sulivan França, especialista em comportamento humano e presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (Slac).

Qual a importância da felicidade para o desempenho e a produtividade de um funcionário?

Total. Um funcionário que se sinta desconfortável, ou pior, obrigado a estar em um determinado ambiente de trabalho jamais conseguirá fazer suas atividades de forma plena. É preciso manter o estímulo dos colaboradores e conquistar sempre aquela vontade pessoal dele de dar 10% a mais do que pode. Se ele se sentir feliz, motivado e, acima de tudo, reconhecido, certamente terá um desempenho muito melhor e efetivo, garantindo retorno positivo para a empresa.

Qual a diferença entre felicidade e motivação profissional?

A felicidade depende, invariavelmente, da motivação. Pense comigo, você conquistou um emprego novo, em sua área de atuação, com um bom salário e pelo qual você é apaixonada. Mesmo com esse cenário perfeito, se no decorrer do tempo aquele trabalho não desafiar você, não a motivar e nem estimular seu crescimento, aquela felicidade inicial que você sentiu vai embora. Por isso, as companhias precisam ficar tão antenadas nesse termo “motivação”. Mas ai você me pergunta, o que é motivação? É dar subsídios para que o colaborador desenvolva um bom trabalho, feedbacks sobre as atividades, dar espaço para que ele tenha uma vida fora do escritório, reconhecer os pontos positivos e corrigir os negativos de maneira tranquila, na base da conversa e da troca de ideias.

Muitas pessoas se tornam infelizes em suas áreas e nem se quer sabem o motivo que as leva a isso. Por quê?
Pelo menos 99,9% da população mundial já acordou um dia na vida se perguntando por que escolheu determinado emprego e se não deveria ter feito (ou fazer) algo diferente com a vida. Mas, certamente, os mesmos 99,9%, em algum, momento não entenderam da onde surgiu esse questionamento. Os acontecimentos do dia a dia, como a pressão, o estresse, a falta de sono, a falta de tempo ou mesmo de habilidade para balancear vida pessoal e profissional são alguns dos motivos que levam as pessoas a infelicidade e aos questionamentos. Porém, demoramos para perceber isso. Ficamos naquela do “vai passar”, “amanhã é outro dia” e aí, no fim das contas, não sabemos exatamente o que nos incomoda, se é o chefe que grita, o feriado que a gente precisa fazer home office, a falta de feedback...E isso vai se tornando uma bola de neve, vai fazendo com que o trabalhador vá perdendo a vontade de estar naquele emprego e naquele local, ainda que ele não reconheça exatamente o porquê.


4. O que uma pessoa precisa fazer dentro e fora do trabalho para alcançar a felicidade dentro e fora do trabalho?

SF: Antes de tudo, se autoconhecer. Pode parecer clichê, mas ter ciência dos seus pontos fortes e fracos ajuda muito nessa busca pela felicidade pessoal e profissional. Entendendo o que se passa no seu interior é possível reconhecer o que mais te incomoda no ambiente de trabalho, quais são seus valores, suas crenças, o que você é capaz ou não de aceitar e tolerar. Além disso, você também consegue entender quais são seus planos de vida, seus projetos e, com isso, qual tipo de emprego você precisa ter para alcançá-los. Traçar objetivos e persegui-los é essencial para encontrar a felicidade. O exercício de se questionar diariamente e sair da zona de conforto é essencial. No coaching, aliás, é isso que fazemos. Trabalhamos nossos coachees para que eles possam se autoconhecer, para que possam conquistar aquilo que buscam e que, certamente, lhes trará felicidade. É algo que precisa ser trabalhado diariamente, mas que dá muito resultado.

De quem é o papel de deixar o funcionário feliz? Do próprio trabalhador? Da empresa? Qual o peso de cada um nesse processo?

Acredito que haja um peso igual nesse quesito. Cabe à empresa proporcionar um ambiente sadio ao trabalhador, compreendendo que ele tem uma vida à parte dela. Os chefes precisam ser mais compreensivos, resolver as questões na base da conversa, trazer um feedback maior aos funcionários e, principalmente, que haja uma unidade entre todo o time. Porém, isso não vai adiantar de nada se o trabalhador não estiver bem com ele mesmo, não estiver certo de aquele cargo, aquela postura, é o que ele busca.

A felicidade com a carreira está mais relacionada a fatores pontuais e passageiros (como o clima organizacional da equipe, um bom ou mau relacionamento com o chefe) ou a escolha da carreira (por exemplo, alguém que foi trabalhar numa determinada área apenas pelo dinheiro ou procurando chances fáceis de conseguir emprego, em vez de se dedicar à sua "vocação" ou "talento")?


Está relacionado a ambos e isso vai depender muito do caso. Foi o que comentei em outra questão. Às vezes você conquistou o emprego dos sonhos e, ao vivenciar o dia a dia percebe que não era aquilo que queria. Cabe a você ser honesto consigo mesmo e ir atrás do que realmente procura. Por isso, reforço aqui a importância do autoconhecimento profundo mesmo e de ser verdadeiro com seus propósitos e metas. Não dá para construir uma carreira e muito menos para ser feliz só pensando em dinheiro. E, além disso, ainda que você descubra sua vocação, seu talento e conquiste o melhor emprego do mundo, não dá para ser feliz o tempo inteiro. Felicidade é um estado de espírito mutável. Vão existir coisas que vão chateá-lo, haverá problemas com o chefe, com os colegas de trabalho, pressão, hora extra, cabe a cada um levar isso da melhor forma.


Qual o peso do dinheiro na felicidade de um profissional?

Esta é uma questão para a qual eu não tenho uma resposta correta, pois vai depender muito de cada pessoa. Mas, a meu ver, o dinheiro definitivamente não é tudo. Você pode ganhar um salário mínimo, ter diversas contas para pagar no fim do mês e, ainda assim, achar aquele emprego o melhor da sua vida. No outro lado você pode ganhar o salário de um político e se sentir um peixe fora d’água, com vários problemas te sondando. Não há como saber. O que podemos ter certeza, no entanto, é que tudo o que é feito com amor e dedicação acaba, uma hora ou outra, rendendo o retorno financeiro. Pode demorar, mas ele vai chegar. Se você estiver feliz consigo mesmo vai atrair mais pensamentos positivos e mais coisas boas. A falta daquela pressão desesperada por conseguir algo melhor e a cobrança em ser sempre o melhor não são amigos do sucesso profissional e nem da felicidade.

Você pode elencar as 10 dicas importantes para que o profissional siga, alcance a felicidade e, assim, se torne um trabalhador melhor?
Não há uma fórmula do bolo que vai resolver todos os problemas da humanidade e manter todo mundo feliz o tempo inteiro, mas existem sim algumas dicas que podem ajudar nessa busca. Acho que a primeira delas é planejar o dia. Considere que você precisa de espaço para se focar no trabalho, mas também horário livre para se dedicar a outras atividades; entenda que imprevistos acontecem. Você não pode e não vai dominar o mundo. Às vezes as coisas saem do controle e você precisa saber lidar com isso; mantenha uma boa qualidade de sono; realize exercícios físicos ou algo que faça o seu corpo trabalhar e gastar a energia contida; no trabalho, faça algumas pausas durante o dia, desconecte-se por alguns instantes; seja transparente com você e com os outros. Se há algo o incomodando no ambiente de trabalho, fale e tente encontrar uma solução; saiba ouvir. Críticas, opiniões e feedbacks são essenciais para melhorar nossa postura e proporcionar uma integração com o ambiente; seja tolerante, pois ninguém é igual a você ou possui opiniões idênticas as suas e, acredite, você não vai conseguir mudar as pessoas; e, acima de tudo, relaxe. Encontre um hobby que lhe faça bem (cozinhar, correr, assistir TV, não importa) e designe um tempo para isso. Fique com você mesmo e aproveite sua companhia.

Quer deixar alguma mensagem para os leitores?

Acho que aqui vale um recado que eu já havia mencionado no texto que recebeu. As atitudes tomadas no presente serão essenciais para a construção de seu futuro. Por isso, é preciso investir o próprio tempo em um trabalho que seja coerente com seus planos pessoais e profissionais. Em caso de desânimo ou de direções opostas, é melhor se desligar da empresa. O profissional precisa estar ciente que sem motivação e força de vontade nada vai para frente

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