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Inovar é preciso

Atrair e manter clientes é um desafio ainda maior para prestadores de serviços durante a crise. Alguns, no entanto, driblam as dificuldades agregando conceitos novos a trabalhos tradicionais, ou lançando empreitadas inéditas

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postado em 29/05/2016 13:17 / atualizado em 29/05/2016 14:42

Jéssica Gotlib /Especial para o Correio

 

À primeira vista, inovar — ou até investir em inovação — em tempos de crise pode parecer um ato impensado, mas essa pode ser a salvação dos negócios. “A inovação é essencial em qualquer momento da economia, mas, em épocas difíceis, é ainda mais fundamental. No Brasil, temos um perfil de empresário mais conservador, o que dificulta que novidades cheguem ao mercado, mas isto está mudando. Os micro e pequenos empreendedores inovam porque têm menos a perder em comparação a um grande empresário”, comenta Flávia Firme, gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae/DF. O motivo da novidade, segundo ela, é a entrada de jovens no mercado e novas características do consumidor no país. “O consumidor está cada vez mais criterioso e isso impulsiona os donos de negócio para transformar”, complementa. Para ela, estar atento ao que se passa ao seu redor é uma grande fonte de inspiração. “Ideias podem surgir a qualquer momento a partir de fatos simples”, diz.

No entanto, o receio leva muitos homens e mulheres de negócio ao caminho contrário do que pode fazer a empresa voltar a crescer: em virtude da crise, 65% das empresas reduziram os investimentos em inovação no Brasil. É o que aponta pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham) feita com 100 dirigentes empresariais (dos quais 85 são de empresas brasileiras). A maior pressão por resultados foi a principal justificativa apontada para diminuir a dedicação ao tema. Na parcela que reduziu os investimentos, 39% mencionaram a possibilidade de retomar projetos criativos com a melhoria de economia; outros 26% desaceleram sem previsão de retomada em curto prazo. Outra parcela, de 35%, informou manter os investimentos, independentemente do cenário, já que a inovação é a principal aposta da organização para a continuidade do negócio.

Apesar de ser uma boa ideia, a decisão por criar algo novo não pode ser tomada de supetão. “É preciso ter planejamento. O primeiro passo é criar processos, canais e equipes para entender o perfil e as condições do cliente”, comenta Rafael de Tarso Schroeder, professor do Instituto Superior de Administração e Economia (Isae) e especialista em empreendedorismo e inovação. Só depois é que entra a parte prática, como adaptar produtos, serviços e ofertas para a nova realidade. “Essa etapa sim deve ser feita com o máximo de agilidade possível, pois, se você percebeu um filão de mercado, existe a possibilidade de outras pessoas também terem notado a mesma chance”, explica.

Nessa hora, a tecnologia pode ser uma grande aliada, como forma de propagar a ideia ou mesmo como o produto final da inovação. “Entretanto é preciso ressaltar que ter uma página on-line e um ou dois perfis em redes sociais não significa que a empresa está, de fato, extraindo as oportunidades desse novo contexto. Para inovar, é preciso, necessariamente, que se criem novas abordagens e soluções para antigos problemas. Isso significa correr riscos para obter melhores resultados”, complementa. Rafael salienta que não existe fórmula mágica, mas que é preciso definir critérios quando o assunto é abrir um negócio com a economia em recessão e, especialmente, quando se trata de uma ideia diferente. “Calcule bem o custo, o tempo de retorno, e as competências necessárias para alcançar seu objetivo. Depois, é hora de decidir pelo que, em economia, chamamos de custo de oportunidade. Ideias mais simples e baratas devem ser executadas o quanto antes, pois você perderia mais que ganhando conforme o tempo passa. Aquelas complexas ou de retorno em longo prazo, devem ser levadas a cabo com cuidado e com o apoio de parceiros, já que assim você divide as dificuldades iniciais”, explica.

 

Arrojados e empreendedores

 

Ana Rayssa
 

Tempo é dinheiro
Imagine o sonho de todo jovem adulto (e de alguns nem tão jovens assim) se tornando realidade: roupas sujas aparecem lavadas e passadas toda semana em casa sem nem precisar colocá-las na máquina de lavar. Mágica? Não. É a franquia Lava e Leva, que nasceu em janeiro de 2014 no Paraná e conta com 51 lojas nas 27 unidades da Federação. A inovação chegou a Brasília pelas mãos da ex-corretora de seguros Alessandra Janique, 40 anos, e do marido dela Renato Janique, 61, policial legislativo aposentado. “As coisas não iam muito bem na corretora da qual eu era dona, por causa da crise, e eu estava pesquisando algo para fazer e que me permitisse conciliar o trabalho com a rotina da minha família. Foi quando conheci esse negócio na internet. Meu marido e eu fomos ao Paraná, fizemos diversos cursos. Tivemos que aprender do zero sobre como cuidar de roupas de maneira profissional, mas tudo valeu a pena”, conta.

O diferencial em comparação com uma lavanderia comum é que os contratos são feitos por mês e não por peça. Há planos mensais, semestrais e anuais. Os preços variam conforme o contrato, há planos a partir de R$ 200 por mês. Quando o cliente não pode levar ou buscar as roupas, elas são buscadas ou entregues em casa. “A crise não atrapalhou o nosso negócio; ao contrário, as pessoas precisam cortar gastos e um funcionário em casa sai muito mais caro do que fazer um contrato conosco”, observa Renato. Segundo ele, um dos motivos para escolher a franquia Lava e Leva foi o baixo custo de instalação em relação a outras. A loja foi aberta em agosto de 2015, na 313 Sul, pelo casal, com investimento inicial de R$ 45 mil. Segundo Alessandra, o valor foi reconquistado depois dos três primeiros meses de funcionamento, e o negócio está em plena expansão: atualmente, a cartela de clientes chega a 100.

“Começamos com dois funcionários e apenas uma máquina. Hoje nossa equipe tem oito pessoas, e estamos comprando mais máquinas. Além disso, aumentamos o espaço de 105m² para 150m²”, explica Alessandra. O segredo para o sucesso rápido vem de uma soma de fatores. “Primeiro, a inovação. Não existia nada parecido aqui no DF. Depois, a qualidade. Investimos em conhecer o negócio, além da parte administrativa. Hoje eu sei muito sobre os processos de lavagem e secagem de roupas e estou sempre buscando aprender. Além disso, toda pessoa que entra na nossa equipe também recebe preparação. Depois, os preços”, conclui. Hoje, o casal tem ainda unidades do negócio no Lago Sul e na Vila Planalto.

 

Metade bar, metade salão

 

Ana Rayssa
 


Já pensou em reunir as amigas para um bate-papo num local agradável, tomar drinks, comer salgados e, além disso, cuidar da beleza? Esse é o diferencial do negócio de Marly Cardoso, 42 anos. Ela abriu o salão de beleza Espaço Diva, na Quadra 1 do Setor Comercial Sul, há dois anos, com foco em oferecer comodidade e custos acessíveis para as clientes. “Eu trabalhava como vendedora em uma loja e queria frequentar salões de beleza, mas os preços eram muito altos, daí pensei que era um mercado a ser explorado. Acho que todas as mulheres querem ter o direito de se cuidar e frequentar um bom salão sem ter que pagar preços exorbitantes, por isso fiz o máximo que pude para encontrar um espaço adequado cujo aluguel não pesasse tanto nas contas para oferecer o melhor custo-benefício”, lembra. A primeira saída encontrada por Marly foi a unificação dos valores cobrados.


“A maioria das minhas clientes trabalha nas redondezas, são telefonistas, secretárias, lojistas… Qualquer serviço no nosso espaço, como fazer as unhas, design de sobrancelha, depilação, custa R$ 30”, explica. Com o passar do tempo, ela sentiu vontade de ir além e oferecer algo que levasse mais comodidade às freguesas. “Foi quando vi que existiam em outras esmaltarias uma espécie de nail bar (para vender drinks dentro do salão). Achei a ideia incrível e quis que minhas clientes também tivessem acesso a isso. Fizemos uma adaptação no espaço e decoramos o ambiente para que elas possam tomar sucos variados (como detox e verde), chá, café, cerveja ou vinho, como se estivessem em um happy hour”, comenta.

“O sucesso foi tanto que as clientes começaram a perguntar se poderíamos receber eventos e adotamos a proposta em 2015”, lembra. O espaço pode receber até 15 pessoas e tem sido reservado para comemorações, como chá de lingerie e aniversário, em média duas vezes por mês. Nessas reuniões, o serviço é open-bar e, além das bebidas, são servidos salgados, pelo custo de  R$ 50 por pessoa. Marly tem cerca de 150 freguesas e, segundo ela, a crise diminui um pouco a frequência de visitas ao salão, mas nada que faça o negócio deixar de ser lucrativo. “Um mês de maior movimento compensa outro de menor. Além disso, sinto que as pessoas fazem um esforço para vir aqui, porque o ambiente é agradável, parece um bar”, observa.

“Fizemos uma adaptação no espaço para que as clientes possam tomar sucos, chá, café, cerveja ou vinho, como num happy hour”

 

Marly Cardoso, proprietária

 

Clube de carnívoros

 

Breno Fortes

 

Faz algum tempo que estão na moda os clubes de vinho e de cerveja pela internet. Eles oferecem informação e produtos de qualidade para degustação com uma frequência determinada por um preço mais acessível que a simples compra das bebidas. Foi observando como isso funcionava e aliando a grande vontade de empreender que o estudante de administração Ricardo Sechis Filho, 20 anos, desenvolveu a Boutique Passion, disponível na Google Play e na Apple Store. “Sempre vi meu pai trabalhando na empresa dele (a marca de carnes especiais Beef Passion), sempre quis ser um empresário bem-sucedido como ele, mas queria criar um negócio próprio”, lembra.

Há dois meses, ele juntou informações que adquiriu na faculdade e criou o aplicativo Boutique Passion, que funciona como um clube de carnes. “Eu costumo dizer que não existe a parte ruim do boi, existe um boi ruim. Peças de segunda de um animal de qualidade são muito superiores às picanhas que comumente encontramos no mercado.  Por isso, trabalhamos com raças de altíssima qualidade, que são símbolo de excelência no mundo inteiro: o angus e o kobe. Até o confinamento dos animais é especial. Eles ouvem música clássica, vivem sob temperatura controlada. Tudo para evitar o estresse e dar ao nosso cliente uma experiência única com a carne”, explica Ricardo. A qualidade dos produtos é garantida porque a Boutique Passion utiliza carnes da fazenda pertencente à família de Ricardo, em Higienópolis (SP).

Os clientes da Boutique Passion recebem esse tipo de informação pelo aplicativo, além de aprenderem sobre os cortes de carne, que vão muito além da picanha e do cupim, segundo Ricardo. Além disso, os associados podem escolher entre três planos (que vão de R$ 129 a R$ 369 mensais) para receber em casa diferentes tipos de carne na última semana de cada mês, sempre com dicas de como preparar, comer e harmonizar as peças. O aplicativo foi baixado 380 vezes e conta com 22 assinantes. A meta de Ricardo é fechar 2016 com 150 assinaturas para, no próximo ano, expandir os serviços a outras cidades, começando por Goiânia.

 

Minha babá é psicóloga

 

Rodrigo Nunes

Laís Melo e Lorena Menezes, ambas de 27 anos, são amigas desde os tempos em que faziam graduação em psicologia na Universidade de Brasília (UnB). Em comum, as duas tinham o amor pela infância e a vontade de aplicar o que aprendiam em sala de aula com crianças. “Depois de um intercâmbio, percebi que não havia a cultura de baby-sitter no Brasil, aquela que fica com a criança por algumas horas, enquanto os pais precisam resolver problemas ou tirar uma folguinha. Foi quando tivemos a ideia da Dim Dom, empresa que abrimos em 2013”, explica Laís. As duas tinham experiência em lidar com crianças porque participaram de um projeto de extensão na faculdade de psicologia em que desenvolviam atividades em abrigos. Entretanto, a distância a percorrer entre saber o que queriam e fundar a empresa foi longa.

“Não existia nenhum outro negócio no Brasil em que pudéssemos nos espelhar para criar o que queríamos. Por um lado, isso é bom, porque nos deixa mais livres; mas, por outro, é bem ruim, porque não temos referências. Então fizemos muitas  pesquisas sobre as experiências internacionais e cursos no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), afinal não sabíamos nada sobre administração”, lembra Lorena. Esse percurso levou dois anos e, para ganhar mais familiaridade com serviços voltados às crianças, as moças foram estagiar numa academia voltada para o público infantil. Depois de muito matutar, chegaram à ideia do que gostariam de oferecer: um serviço para cuidar de meninos e meninas que levasse consigo o olhar da psicologia. As visitas duram no mínimo duas e no máximo cinco horas. A dupla conversa com os pais antes para saber como é a rotina da casa.

“Chegamos na casa um pouco antes da hora de os pais saírem para que não fique parecendo que a criança ficou abandonada com um estranho. Para não ficar uma coisa muito forçada, levamos brinquedos simples em uma mala. Depois entramos no jogo da criança. Se ela quer brincar de faz de conta, brincamos”, diz Laís. Os serviços custam R$ 50 por hora. Para dar conta da demanda, as duas contam com uma cartela de 18 psicólogas ou estudantes de psicologia que trabalha de maneira freelancer. Agora, Laís e Lorena estão partindo para uma nova etapa, “espalhar a ideia por aí”. Elas estão dando cursos de capacitação para pessoas que trabalhem diretamente envolvidas com crianças, explicando as técnicas que desenvolveram na Dim Dom.

“Chegamos na casa antes de os pais saírem para que não pareça que a criança ficou com um estranho”

Laís Melo, sócia da Dim Dom, que oferece serviço de baby-sitting com o olhar da psicologia

 

Alimentação saudável em domicílio

 

Claudio Reis

Sem glúten, lactose, açúcar, agrotóxicos e gorduras trans. O imperativo do momento é a comida saudável, mas nem tudo é tão restritivo como parece. “Ouvimos falar de todas essas coisas e parece muito absurdo, parece uma radicalização desnecessária, mas o que as pessoas têm que entender é que não precisam aderir a tudo de uma vez. O que é necessário é que o mercado ofereça soluções diversificadas para aqueles que têm algum problema ou querem um alimento especial, e é nisso que acreditamos”, conta o agrônomo Rodrigo Gaspar, 32 anos, um dos sócios da Nutrifresh, empresa que oferece refeições prontas ou congeladas saudáveis, desde 2014. Ele entrou no ramo há dois anos com o amigo Rodrigo Bindes, 34, que é administrador e tinha uma unidade da rede Subway.

“Eu queria deixar de ser franqueado e ter uma loja  própria. Aí um amigo meu, que era dono da Nutrifresh há cinco anos, queria vender a loja, e foi perfeito, pois o mercado de comida saudável está crescendo”, comenta Bindes. Ele e Gaspar ficaram amigos há 10 anos, depois de se conhecerem no carnaval de Salvador. Na época, Bindes comentou com Gaspar sobre a oportunidade, o que deixou o agrônomo animado, pois ele também queria abrir um negócio. “Foi no momento certo”, explica Bindes. Hoje, os dois têm duas lojas, uma na Quadra 103 do Sudoeste e outra na 303 Norte, mas o diferencial é o site (nutrifresh.com.br) com um serviço de entregas — em que a pessoa pode escolher um filtro, caso tenha alguma restrição alimentar.

As opções são dieta de baixa caloria, emagrecimento, sem glúten, sem lactose ou vegetariano. Os preços das refeições variam de R$ 23,50 a R$ 24,90. Quando o assunto é crise, os sócios não se sentem tão abalados. “Estamos crescendo e acabamos de transformar nossa marca em uma franquia. Poderíamos expandir a um ritmo mais acelerado se a economia estivesse melhor, mas não temos do que reclamar”, conclui Gaspar.

 

Cabelos de rainha 

 

Jéssica Gotlib
 

Há seis anos não haviam referências em português para pessoas adeptas das técnicas no / low poo (sem shampoo e com pouco shampoo, em tradução livre). Elas foram criadas pela cabeleireira estadunidense Lorraine Massey, que escreveu O manual da garota cacheada: O método curly girl. A ideia é que cabelos crespos ou cacheados são mais sensíveis aos produtos limpantes usados nos cosméticos tradicionais e, por isso, acabavam com um aspecto ressecado. Esses conceitos ganharam o mundo por meio da internet e acabaram ajudando mulheres a se libertar de alisamentos químicos ou da chapinha. Foi isso que uniu a psicóloga Helena Martins, 27 anos, e a assistente social Fabíola Alves, 33. As duas são colegas de trabalho em um órgão público distrital e ficaram amigas ao intercambiar experiências sobre os recém-descobertos cuidados com os cachos. “Não havia tanta informação disponível, e o livro da Massey ainda não tinha sido traduzido para o português. Então, no começo, tínhamos que trocar informações o máximo possível”, lembra Helena.

“Desde o início, víamos que era uma coisa a ser compartilhada porque todas nós fizemos alisamento ou relaxamento em algum momento, não necessariamente porque queríamos cabelos lisos, mas porque não sabíamos como cuidar dos cacheados. Achávamos que odiávamos volume, mas, depois que descobrimos formas de definir o cabelo e deixá-lo mais bonito, queremos que ele fique cada vez mais volumoso”, afirma Lorraine. Após pesquisar o que estava disponível no Facebook e em blogs, Helena e Lorraine fizeram os cursos da Deva Curl (marca criada por Massey para divulgar a técnica) e começaram a ajudar amigas e conhecidas a cuidar dos cabelos. “Foi uma coisa muito natural. De repente, um monte de gente estava pedindo ajuda. Então abrimos um salão improvisado na garagem da mãe da Helena, em Samambaia, em 2013”, lembra Lorraine.

Em abril deste ano, as duas deram mais um passo na parceria e abriram uma sede profissional em Águas Claras, na galeria Green Park (na Avenida Castanheiras Norte). Elas ficam no salão no contraturno do trabalho, mas, para dar conta do movimento (atendem cerca de 30 clientes por semana), contrataram duas ajudantes. “É um trabalho de empoderamento. Desde pequenas, aprendemos que nosso cabelo é feio ou duro e temos que desconstruir essa imagem. Isso começa com saber cuidar da própria cabeleira. Então, quando a cliente vem aqui, damos primeiro uma consultoria para entender a história dela e qual imagem ela quer passar e depois sugerimos produtos e fazemos os procedimentos necessários como cortes”, esclarece Helena. Apesar de orientarem as clientes com o método no / low poo, também atendem pessoas que não são adeptas, inclusive homens e crianças. Entre os serviços, estão uma técnica especial para cortar cabelos cacheados e hidratação. Além disso, vendem cosméticos sem sulfatos, parabenos e parafinas, mais agressivos para as madeixas crespas.

“É um trabalho de empoderamento. Desde pequenas, aprendemos que nosso cabelo é feio ou duro e temos que desconstruir essa imagem. Quando a cliente vem aqui, damos uma consultoria para entender a história dela”

Helena  Martins, sócia do salão Ondas e Cachos

 

 

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