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Meu escritório é o YouTube

Entre as carreiras mais almejadas pelos jovens, segundo especialistas, está a de personalidade na plataforma de vídeos. Para chegar lá, não basta uma câmera na mão e vontade: originalidade, conhecimento e muito trabalho são essenciais

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postado em 26/06/2016 14:53 / atualizado em 30/06/2016 21:06

Ana Paula Lisboa

Ana Rayssa

Atrás das lentes de uma câmera — de celular, digital ou profissional —, eles falam de diferentes interesses, mostram um pouco da própria vida pessoal e prendem a atenção dos internautas. Dependendo do estilo, podem ser engraçados, sarcásticos ou trazer dicas sobre assuntos diversos. Com o vídeo na rede, captam visualizações e seguidores, com quem interagem e até ganham status de ídolos. Por trás da rotina de um grande youtuber, porém, sempre há muito trabalho. Para fazer sucesso na rede — lançada em 2005 e que, hoje, conta com mais de 1 bilhão de usuários, o que representa quase um terço dos usuários da internet —, é preciso gastar tempo em produção e edição e saber se diferenciar.

“Para os mais jovens, essa profissão é consolidada. No caso dos mais velhos, muitos têm a impressão de que o youtuber não faz nada e não entendem como ele ganha dinheiro. Mas está mudando: não é uma carreira do futuro, é do agora”, analisa Carlos Barros, especialista em marketing digital, analista de webmarketing e professor de mídias digitais e do MBA em marketing e inteligência digital do Instituto de Pós-graduação e Graduação (Ipog). Supervisor do curso de produção de conteúdos e mídias digitais, do Centro Europeu, localizado em Curitiba, Diego Lopes observa que a atuação na área é cada vez mais consolidada como opção de atividade trabalhista.

“A geração mais velha não consegue ver isso ainda como profissão, mas quando perceberem que tem jovem ganhado R$ 6 milhões por ano com isso mudarão de visão.” Para chegar a esse tipo de cifra, o caminho é custoso. “É como ser um Neymar no futebol: as chances são de um em um milhão”, completa. Há vários fatores envolvidos nisso, como hora certa, jeito adequado, até sorte, e muito trabalho. “Como em qualquer área, obter sucesso exige um processo contínuo e dispendioso. O consumo é imediato, mas o êxito é fruto de regularidade e comprometimento. Os maiores canais de agora estão no mercado há algum tempo”, diz.

A carreira, segundo ele, tem ganhado destaque entre os sonhos dos mais jovens. “Nas décadas de 1980 e 1990, os meninos queriam ser jogadores de futebol. As crianças de agora querem ser youtubers.” E não é à toa: pesquisa da revista norte-americana Variety mostrou que, nos Estados Unidos, das 10 figuras mais influentes entre adolescentes em 2015, oito são youtubers. Estudo do Google e da Meio & Mensagem comprovou resultado parecido no Brasil: entre as 10 estrelas mais populares, cinco vem do canal de vídeos.

Vida pessoal importa

Por mais específico que seja um canal, os expectadores tendem a se interessar pelo vlogueiro como pessoa. “Mostrar a vida pessoal não é absolutamente necessário — o Porta dos Fundos, por exemplo, não tem essa proposta e dá certo —, mas tem a ver com a característica da internet de trabalhar em nível particular nas relações. É por isso que os canais de marcas de cosméticos não chegam a ter um centésimo da quantidade de inscritos que uma grande youtuber de maquiagem tem: não consumimos marketing nesses espaços, consumimos pessoas”, defende Diego Lopes.

 

Construa um canal de sucesso

 

Diego Lopes, professor de mídias digitais do Centro Europeu, e Carlos Barros, professor de mídias digitais do Ipog, dá dicas interessantes para ser um youtuber

Escolha um tema

Alguns segmentos estão mais saturados, então, para ter destaque, é preciso fazer algo original. A Careca TV, de uma menina com câncer, por exemplo, tem um tema extremamente diferente, que causou uma mobilização e 1 milhão de inscritos. O importante é buscar não fazer mais do mesmo: não copie a proposta de outras páginas. Trabalhe com conteúdos relevantes.

Qualidade técnica
O conteúdo é mais importante que a qualidade técnica, mas ela também é relevante. O Whindersson Nunes, um dos mais populares, começou fazendo vídeo se camisa no quarto usando uma webcam. Até pouco tempo era assim, agora ele se profissionalizou um pouco. Já o Porta dos Fundos usa equipamento de cinema. Pode começar com uma câmera de celular e avançar depois.

Compreenda o mercado

Saber quem atua no mesmo nicho de vídeos, conhecer o púbico alvo, enxergar a iniciativa como um negócio e saber usar a ferramenta de vídeos é essencial para que a empreitada dê certo.

Frequência
A regra de outro para conseguir aumentar as possibilidades de dar certo se chama regularidade. A internet, como qualquer outra coisa da vida, trabalha com hábitos: é preciso criar o costume de a pessoa entrar no seu canal, por exemplo, com dias fixos de postagem.

Outros canais
Para divulgar os vídeos, aposte na presença em várias redes sociais. A internet é mutante e, a cada ano, surge um espaço novo. O Snapchat, por exemplo, hoje é a mídia social que mais cresce no mundo. Esteja atento. No caso do Facebook, que vê o YouTube como concorrente, não existe a possibilidade de impulsionar um link da plataforma de vídeos. Para contornar o impedimento, uma saída é fazer o upload do clipe nos dois espaços ou hospedar um teaser no site de Marck Zuckerberg.

Amigos e rivais
Diferentemente de canais de televisão, youtubers podem ser mais camaradas do que concorrentes. Para assistir um, não é necessário deixar de ver outro. Muitas das personalidades na internet travam parcerias interessantes para ambos os lados, aparecendo em vídeos uns dos outros.

Planejamento
Encare o canal no YouTube como um negócio: planeje-se. Tome cuidado antes de largar o emprego para viver de internet: até dá para fazer isso, desde que você se organize, tenha uma reserva para se manter durante um bom tempo. Esse universo, porém, é incerto: é mais seguro fazer o trabalho on-line paralelamente à sua outra profissão.

Formalização
A partir do momento em que sua página cresce e há rendimentos, é preciso tomar os mesmos cuidados que qualquer empresa. É preciso se formalizar. Contratar um contador é uma boa saída, pois há vários impostos a pagar. Tente fazer tudo o mais correto possível: tenha cuidado, inclusive, com as músicas que usa, pois estão sujeitas a direitos autorais.

Sem desistir

Criar uma fanpage é como abrir uma empresa. Mantenha o canal e persista para não perder os seguidores que ganhou.

Credibilidade

Isso só vai ter quem falar sobre um tema que entende e, claro, também cosntrua um relacionamento com o público. Não adianta escolher um assunto só para ganhar views.

 

Eu e meu canal 

 

Arquivo Pessoal
 

 

Saiba como trabalham alguns dos youtubers do país

 

Felipe Neto

  • Seguidores: 5.652.020
  • Visualizações: 381.509.719
  • Início: 15 de maio de 2006
  • Dica: dedicação, esforço e originalidade são essenciais


Aos 28 anos, o carioca ficou famoso por suas ácidas críticas “a tudo e todos”. Polêmica faz parte de suas marcas pessoais. Em alguns momentos, foi acusado de ser machista; em outros, até criticou atos sexistas - na visão de alguns internautas, tudo para se promover. No entanto, Felipe Neto garante que tudo o que ele diz é sua mais pura opinião. “Falo o que acho que precisa ser dito. Meu vídeo não é feito pensando se algo vai bombar ou não. Também não permite que anunciantes restrinjam o que vou dizer”, assegura um dos pioneiros do YouTube. “Quando comecei, isso não era uma profissão, ninguém tinha feito sucesso. Gravei o primeiro vídeo por descontração, por querer fazer algo diferente, me distrair.” O que era para ser só um passatempo virou fonte de renda em cinco meses. Felipe que veio de origem humilde e, aos 13 anos, era vendedor. Essa experiência o ajudou a ter visão de negócio. “Eu sempre tive um perfil empreendedor e percebi como eu poderia transformar o YouTube em trabalho.”

O sucesso permitiu que ele se dedicasse também a paixões como o teatro, por meio do qual fez turnês de comédia, inclusive em Brasília, e escrevesse o livro Não faz sentido! — Por trás da câmera (2013, Casa da Palavra). “Eu estou muito feliz com tudo isso, amo criar coisas novas”, destaca ele que não diz quanto ganha, mas observa que é possível sim viver apenas com isso. Antes de gravar cada vídeo, Felipe cria um roteiro. “Foi quando passei a fazer isso que o trabalho ficou sério.” De acordo com o fenômeno controverso da internet, conseguir sucesso na rede não depende de talento. “Não é um dom de nascença. Tudo que consegui é resultado de esforço e dedicação. Qualquer um pode se tornar um bom youtuber. Naturalmente, os mais soltos e extrovertidos terão mais facilidade.”

 

Canal Boom

 

Reprodução/Facebook
 

  • Seguidores: 4.435.259
  • Visualizações: 434.551.914
  • Início: 23 de janeiro de 2013
  • Dica: é preciso ser persistente, proporcionar conteúdos que tenham a sua cara, pois assim você será único, sem deixar de lado a qualidade da produção


Tiago Fonseca, 24 anos, nasceu em Maringá (PR), estudou até o ensino médio e angariou uma multidão de fãs com seu jeito engraçado. “Quando o YouTube surgiu eu tinha 13 anos, por isso não imaginava ser um youtuber. Quando comecei, esse termo nem existia. A função passou a ser vista como profissão depois.” Tudo mudou quando ele viu uma reportagem sobre um brasileiro que morava nos Estados Unidos e ganhava dinheiro com vídeos. “Como eu e meu irmão temos uma facilidade para produzir comédia, decidimos seguir essa linha.” Um ano e meio depois do lançamento, Tiago começou a ganhar dinheiro com o projeto, e a maior fonte de renda vem de anunciantes.

O objetivo de divertir o público é uma vertente com muitos produtores na plataforma de vídeos, mas Tiago revela que sempre há como se destacar. “Não considero que o nicho de humor esteja saturado, acredito que alguns conteúdos humorísticos possam estar fora de moda. Por esse motivo, é importante sempre se reinventar”, opina ele que conta com uma equipe de sete pessoas para fazer os vídeos. O trabalho é fonte de prazer. “Curto o fato de acordar e não ter a sensação de ter que trabalhar, mas sim me levantar e me divertir e fazer o que gosto.” A rejeição de alguns usuários foi algo com que ele aprendeu a lidar. “As críticas na internet tendem a ser mais duras que em outros ambientes, porém quando se trabalha nesse meio temos que aprender a separar aquelas que servem daqueles que não servem.”

 

Coisa de nerd

 

 

Arquivo Pessoal

 

  • Seguidores: 4.367.338
  • Visualizações: 950.191.021
  • Início: 5 de novembro de 2009
  • Dica: persevere e inove, busque uma fórmula própria


Natural de Volta Redonda (RJ), Leon Oliveira Martins, 32 anos, fala sobre jogos, como Minecraft, Grand Theft Auto V (GTA), The Sims, e Plants vs. Zombies, para uma plateia consolidada que não surgiu de graça: ele trabalha pelo menos 10 horas por dia. “Quando comecei, não existia monetização. Fomos pioneiros”, recorda o graduado em relações internacionais, mestre em estudos europeus pela Universidade de Flensburg e especialista em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ele descreve “games como uma paixão” e acredita que o nicho em que atua não está saturado, pois o mercado está em constante renovação. Desde então, o canal demorou três anos para começar a render dinheiro, mas Leon não revela quando ganha com publicidade. Além do Coisa de nerd, mantém com a esposa, Nilce Moretto, o canal Cadê a chave (1.388.295 de seguidores) desde 2013.

 

Barbixas

 

E3 Fotografia/Divulgaçã
 

  • Seguidores: 2.440.404
  • Visualizações: 613.978.748
  • Início: 29 de novembro de 2007
  • Dica: qualidade, originalidade e dedicação constantes


O canal foi criado para impulsionar a divulgação da Cia. Barbixas de Humor criada em 2004 por Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna, todos na faixa dos 30 anos. O grupo começou com espetáculos em São Paulo e ficou famoso pela capacidade de improviso. Quando eles resolveram colocar trechos das apresentações na internet, o conteúdo se tornou viral. A qualidade dos vídeos aumentou muito. “Contamos com seis câmeras nos espetáculos”, conta Anderson.

Os três se conhecem desde os tempos do colégio e trabalham juntos intensamente. “Chegamos a acertar detalhes às 2h da manhã”, exemplifica Anderson. Lidar com críticas não é um desafio. “A gente sabe que tem haters, mas somos muito exigentes com nós mesmos”, observa. O grupo da capital paulista deve fazer novo espetáculo em Brasília em setembro. “É uma cidade fantástica, em que vamos duas vezes por ano”, conta Anderson.

 

Maspoxavida

 

Arquivo Pessoal
 

  • Seguidores: 2.078.790
  • Visualizações: 208.831.073
  • Início: 14 de fevereiro de 2010
  • Dica: é preciso gostar do que faz e ter paciência para que as coisas deem certo

Veterano do YouTube, Paulo Cezar Goulart Siqueira, mais conhecido como PC Siqueira, foi um dos primeiros brasileiros a se fazer notar e a ganhar dinheiro no YouTube. “Muita gente quer entrar no YouTube e fazer sucesso em dois meses, mas não é assim que funciona. É como ser músico: tem muita gente ganhando dinheiro, mas você não pode largar o seu emprego para se arriscar nisso. A dificuldade é a mesma de um trabalho artístico”, analisa ele, que era ilustrador de quadrinhos e vive de publicidade desde 2013.

Aos 30 anos, o paulista lança o livro, PC Siqueira está morto (Suma de Letras, 248, R$ 29,90), escrito pelo jornalista Alexandre Matias. “São episódios da minha vida em que misturamos realidade e ficção e não vamos contar ao público o que foi real ou não. É tipo uma fanfic”, explica o vlogueiro. O estrabismo, uma das características marcantes de PC Siqueira, não faz mais parte da vida do youtuber que passou por uma cirurgia de correção este mês. Ex-VJ da MTV, ele apresenta na Rede Snack (que congrega 19 canais do YouTube), o programa PC no PC; e um programa humorístico no canal pago TBS.
“O que mais gosto no meu trabalho é poder falar o que quiser e não ter chefe: sou eu quem mando.” Algo que muitos se esquecem de que faz parte da vida de um vlogueiro é a burocracia. “Essa atividade também envolve pagar impostos, responder e-mails, planejar. Não é só gravar e botar no ar”, explica.

 

Para ganhar a vida na internet

 

Afinal, de onde vem o dinheiro de quem trabalha com canais de vídeos? De diversas fontes, mas, principalmente, da publicidade - por meio de banners e patrocinadores

 

Os youtubers ganham rendimentos por cliques em banners e por visualizações de pequenos vídeos de propagadas noa plataforma antes da exibição do conteúdo do vlogueiro. “Normalmente, de 50% a 60% do valor do clique vai para o dono do canal. No caso do vídeo sobreposto, o Google considera que a pessoa interagiu se assistir pelo menos 30 segundos do clipe de propaganda ou se ver todo o conteúdo em caso de durações menores”, explica Carlos Barros, professor de mídias digitais do Instituto de Pós-graduação e Graduação (Ipog). “Para dar certo, esse tipo de anúncio é segmentado, é voltado para nichos específicos. A fim de que não seja só marketing de interrupção, é necessário que seja uma publicidade inteligente, se não, não trará resultado”, adverte.

“E quanto um canal rende com isso não tem a ver, necessariamente, com número de seguidores. Se a pessoa tem 1 milhão de visualizações por vídeo, mas posta apenas um por mês, deve ganhar menos. Caso tenho menos views em cada um, mas posta mais vídeos pode render mais”, compara Diego Lopes, supervisor do curso de produção de conteúdo e mídias digitais do Centro Europeu. Além disso, os profissionais do ramo conseguem um montante maior de dinheiro por meio de patrocinadores. “Aí sim, o número de seguidores importa bastante: quando maior, mais as chances de os anunciantes pagarem mais caro por isso”, observa Carlos Barros.

Segundo o professor do Ipog, uma vantagem para os anunciantes é o fato de os trabalhos na internet disponibilizarem métricas exatas. “Quem paga recebe um relatório muito completo sobre o público do canal e sobre os acessos. A mídia digital é totalmente mensurável — não é como um outdoor que você não sabe quantas pessoas passam na frente dele por dia”, descreve. O produto ou serviço anunciado pode entrar de várias formas nos canais: o youtuber pode falar sobre ele diretamente ou bolar um roteiro que use o item.

“Cada vez mais, as marcas percebem que é interessante construir uma imagem on-line e se associar a um vlogueiro é uma estratégia para atingir um público grande. Isso ocorre quando as empresas enviam brindes e, claro, quando pagam por um post”, afirma Diego Lopes. Para dar certo, no entanto, é preciso seguir alguns padrões éticos. “O youtuber precisa avisar que é um post patrocinado. O público da internet descobre rápido e não gosta de mentira.”

 

Palavra de especialista


Cuidado com a polêmica

Criticar tudo e todos nos seus vídeos pode atrair muitos seguidores. Além disso, é possível pegar carona em temas polêmicos para crescer. No entanto, tome cuidado para não criar uma imagem muito controversa. Caso contrário, apesar de ter muitos fãs on-line — e haters também —, as marcas podem ter medo de anunciarem algo com você para não terem sua reputação abalada. Podemos comparar, por exemplo, o Rafinha Bastos (2,098 milhões de seguidores no YouTube) com o apresentador de TV Luciano Huck. O primeiro tem muita fama, sim, mas as empresas procuram o segundo para fazer anúncios.

Marcelo Vitorino, consultor estrategista de comunicação digital, professor de cursos na área na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de São Paulo e no Centro Universitário Iesb

 

Estude!
Confira opções de cursos para te ajudar na carreira de vídeo on-line

Presenciais
» Curso de férias da ESPM: YouTube para youtubers e Empreendedores — Estratégias para monetização e promoção de negócios através de canais no Youtube. Ocorre sempre em janeiro em Porto Alegre. Informações: goo.gl/8wWG5Z.

» Curso de produção de conteúdos e mídias digitais do Centro Europeu, em Curitiba. Informações: goo.gl/BGHMTF.

» Studio Online. Informações: 3274-9961 / 8151-9335

» Ozi. Informações: 3032-6196 / suporte@ozi.com.br

On-line
» Escola de Criadores de Conteúdo do YouTube. Informações: goo.gl/vbbVAM.

» Imasters: Produção de vídeos pra YouTube. Informações: goo.gl/AL0ATt

 

Eu e meu canal 2

 

 

Danielle Noce

  • Seguidores: 1.028.820
  • Visualizações: 87.579.475
  • Início: 23 de julho de 2011
  • Dica: faça algo diferente, ninguém quer ver mais o mesmo conteúdo; é preciso ter uma personalidade diferente ou fazer algo que ainda não existe no YouTube


Graduada em moda e chef confeiteira, produtora da Enfim Filmes, autora do livro Por uma vida mais doce (Melhoramentos, 352 páginas, R$ 99), dona do site de confeitaria I Could Kill For Dessert (www.ickfd.com.br) e do portal de moda e lifestyle daniellenoce.com.br, Danielle Noce, 32 anos, nasceu em Brasília e mora em São Paulo. No YouTube, com o marido, Paulo Cuenca, conquistou uma multidão de fãs com seus vídeos de receitas culinárias. “Quando iniciei, eu não via outros canais, só postavam as filmagens para enviar os links para produtoras e, assim, talvez conseguir um programa na TV. Não existia a profissão do youtuber, isso mudou", conta. "O canal nasceu porque a gente queria se mudar para Amsterdã e abrir uma confeitaria. Comecei a testar umas receitas, mas o Paulo, que estudava cinema na época, viu que eu era muito desastrada, achou engraçado e resolveu me filmar.”

Cinco anos depois, o canal conta com uma equipe de 10 pessoas, com funções como advogado e contador. Danielle levou cerca de três anos para começar a ganhar dinheiro na plataforma. "Não planejamos conseguir muitos seguidores. Você faz o que gosta e espera que alguém goste também", define. A parceria com o marido é constante. “Nenhum vídeo vai para o ar sem nós dois assistirmos antes. É um dupla de criação, tudo é feito pensando junto, até mesmo quando fazemos vlogs de viagem." As possibilidades de interação no YouTube estão entre os pontos altos da atividade. “A nova comunicação digital pede que você seja mais próxima do público. Então, na verdade você mostra seus defeitos e qualidade e acaba se aproximando da audiência, porque eles veem você como um amigo em que podem confiar e contar”, arremata.


Desbocada

 

 

  • Seguidores: 863.343
  • Visualizações: 21.324.685
  • Início: 13 de novembro de 2012
  • Dica: seja você mesmo, trate de assuntos dos
  • quais entende


A humorista de stand up comedy Bruna Louise, 31 anos, foi impulsionada por Kéfera Buchmannn, que tem 8.708.546 seguidores no canal 5incominutos. As paranaenses são amigas, e a pop star do YouTube convidou Bruna para participar de gravações. “Quando lancei meu primeiro vídeo, fui de nada para 200 mil seguidores”, diz. “Não vou falar que é fácil aceitar críticas, mas aprendi a contornar e ignorar o que é só ódio gratuito”, conta ela que, com a visibilidade, também se tornou apresentadora no canal Multishow.

 

Garagem de Unicórnio

 

 

  • Seguidores: 290.833
  • Visualizações: 12.477.059 visualizações
  • Início: 21 de maio de 2014
  • Dica: não queira se tornar um youtuber de sucesso a todo custo. Pense num conteúdo legal, produza com carinho e compartilhe. Se for bom, o sucesso virá naturalmente


Em seu canal, a tetracampeã mundial de skate Karen Jonz, 30 anos, mostra manobras. Formada em rádio e televisão e design, ela mora na capital paulista e foi incentivada por um diretor de TV a abrir o canal. Casada com o vocalista da banda Fresno, Lucas Silveira, o YouTube passou a ser algo relevante para a skatista durante a gravidez da filha Sky, que nasceu em janeiro. “Eu não podia andar de skate e comecei a me dedicar mais a isso.” Mostrar a vida pessoal é importante para o público. “É o que as pessoas mais querem ver.”

 

Beleza Teen

 

 

  • Seguidores: 1.382.386
  • Visualizações: 142.428.974
  • Início: 16 de outubro de 2013
  • Dica: não crie o canal pensando em ganhar dinheiro, faça porque gosta e não copie outros; carisma, espontaneidade, naturalidade e humor são uma boa fórmula


Com pouca idade, Nathany Petrin Martins, 14, e Mariany Petrin Martins, 12, reuniram uma multidão de seguidores para falar sobre maquiagem, vida de adolescente e cumprir desafios . Moradoras de Varginha (MG), elas sempre gostaram de fazer vídeos e resolveram criar um canal sem muitas pretensões e, em seis meses, começaram a ter faturamento. Deu tão certo que a mãe delas, Valquiria Petrin, 30, largou o emprego como projetista de móveis para assessorar as filhas, na edição e na produção dos vlogs. “Hoje trabalho mais, mas o faturamento é bem maior. Não posso falar quanto ganhamos, mas a renda vem de cliques em anúncios, produtos patrocinados e postagens no Instagram”, conta Valquiria.

“Começamos com uma câmera simples. Agora, temos duas profissionais, além de iluminação e tripé. Também trocamos de computador. Essa qualidade faz diferença”, observa. Para não terem prejuízos no rendimento escolar, as irmãs gravam os vídeos aos fins de semana. “Não imaginávamos que isso ia ganhar essa proporção. É inacreditável, porque, no começo, os vídeos eram péssimos”, explica Nathany. O tom das postagens mudou com o tempo. “Saímos da beleza e fomos fazendo o que o público pedia, desafio, vídeos de humor.” Uma das partes mais divertidas do trabalho, segundo ela, é ser reconhecida por fãs na rua e conhecer pessoas famosas. Os desafios, em que elas fazem loucuras, como entrar numa banheira cheia de salgadinhos, são “a parte mais engraçada” para Mariany. “Críticas sempre têm, graças a Deus não são tantas. Eu ignoro, porque sei que dar bola não adianta.” A dupla lançou o livro Papo de menina (Astral Cultural, 160 páginas, R$ 24,90).

 

A vida de gordo

 

 

  • Seguidores: 11.645
  • Visualizações: 627.355
  • Início: 21 de outubro de 2012
  • Dica: se for falar de um tema comum, tente fazer de uma forma original; invista na qualidade técnica


Morador de Brasilia, Rubem Cezar, 25, é dono da produtora Fábrica 101, responsável por sete canais no YouTube. Ele faz vídeos desde que estava na escola e resolveu lançar um próprio: A vida de gordo. Nas gravações, enquanto curte comida e cerveja, fala de entretenimento. “Para fazer um bom material, fui atrás de cursos de edição, filmagem e iluminação”, revela. A maior fonte de renda é produção de outros canais, mas com o A vida de gordo, Rubem ganha com patrocinadores locais, como lojas e restaurantes. “Sempre deixamos claro quando é publicidade, que rende cerca de R$ 1 mil no primeiro canal. Isso é importante, porque o pessoal não gosta de ser enganado”, percebe o publicitário.

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

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