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O futuro é compartilhado

A economia colaborativa ainda é novidade para muita gente, mas tem estimulado negócios em todo o mundo. O objetivo principal do modelo não é lucrar, mas propor soluções que sejam benéficas a todos os envolvidos

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postado em 10/07/2016 13:16 / atualizado em 11/07/2016 20:41

Hanna Guimarães

Carlos  Moura

O ciclo de consumo das sociedades modernas estimula, com a mesma velocidade, a acumulação e o descarte de bens. A lógica de estimular mais aquisições traz lucro às empresas e, aliada ao esgotamento de recursos naturais, leva o planeta a um estado crítico. Mas, e se, em vez de se basear nesse sistema, a roda girasse de outro jeito? Existe uma via alternativa, que valoriza mais a experiência do que a posse. O nome desse movimento, que se desenvolveu com as novas tecnologias e é visto como uma das principais tendências do século 21, é economia colaborativa ou compartilhada.

O objetivo é fornecer produtos e serviços de qualidade, a um preço acessível, buscando aproveitar o que cada indivíduo  pode oferecer à comunidade. Entram nesse troca-troca desde objetos parados no fundo do armário até a própria casa, ou uma atividade que a pessoa tenha conhecimento e disponibilidade para prestar. Economista com mestrado em criatividade e inovação, Luiz Alberto Machado, vice-diretor da Faculdade de Economia da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), define economia colaborativa como “a possibilidade de usar uma coisa que não é sua ou de possibilitar que outras pessoas usem algo que é seu”.

Tudo isso com um custo mais baixo do que a compra tradicional. “O sistema de bicicletas coletivas (como o do Itaú, uma das empresas que entraram na tendência) possibilita que muita gente que não tem dinheiro pra comprar uma bike faça uso desse meio de transporte”, exemplifica. A internet é a grande plataforma para disseminar e possibilitar a conexão entre pessoas dentro dos projetos de economia colaborativa, que podem ser um ramo de uma empresa ou a finalidade primordial de uma companhia. As possibilidades de negócio do movimento são ainda imensuráveis, mas também promissoras. Pesquisa da consultoria PwC mostrou que, em 2014, o modelo fez circular US$ 15 bilhões mundialmente; em 2015, devem ser US$ 335 bilhões.

Graduado, mestre e doutor em economia, Newton Marques, membro do Conselho Regional de Economia da 11ª Região DF (Corecon-DF) e professor da Universidade de Brasília (UnB), afirma que a economia colaborativa foi desenvolvida para arcar com os prejuízos do sistema vigente, sendo uma terceira via, que se encaixa entre o capitalismo e o socialismo. “Ela acontece quando alguém vai atrás de uma causa e estuda como se pode dar uma colaboração benéfica para todas as partes”, diz.

A origem
A versão mais aceita mostra que a economia colaborativa surgiu de variações do compartilhamento de produtos e serviços de pessoa para a pessoa que, posteriormente, foram escalonados. É exemplo disso o Airbnb, site norte-americano criado em 2008 que permite aos usuários anunciarem e reservarem aposentos nas casas uns dos outros  em mais de 34 mil cidades em 191 países. O portal conta com mais de 2 milhões de instalações e 60 milhões de hóspedes participantes. Para anfitriões, é uma maneira de ganhar uma renda extra; para os inquilinos temporários, é uma experiência mais acessível e com as comodidades de uma casa.

Funciona de modo parecido a startup Fleety, que viabiliza o aluguel de carros ou a disponibilização do automóvel em Curitiba, São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro. A gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF), Flávia Firme, acredita que a economia colaborativa sempre existiu, por meio de feirinhas de bairro, reuniões de comunidade, entre outras atividades locais. “As redes sociais on-line apenas potencializaram essa interação e aumentaram as possibilidades, por permitirem a comunicação sem barreiras com qualquer pessoa. Isso tornou ilimitados o tamanho das comunidades e os motivos”, observa a economista e administradora, pós-graduada em gestão estratégica da informação.

Financiamento coletivo
Os sites crowdfunding fazem parte da economia colaborativa. Com o objetivo de arrecadar dinheiro para iniciativas de interesse comunitário, diversas plataformas foram criadas para viabilizar a agregação de múltiplas fontes de financiamento, como Kickante, Indiegogo, Catarse, Vakinha, Benfeitoria e Idea.me.

 

Empresários por cooperação 

 

Carlos  Moura
 

Originalidade e diversidade

A Endossa é a primeira loja colaborativa de São Paulo. Foi lançada em 2007 por Carlos Margarido, Gustavo Ferriolli e Rafael Pato, na Rua Augusta. É um espaço que aluga pequenos caixotes para expor roupas e acessórios de produtores independentes. Os objetos dão ao local um acervo diversificado, ao mesmo tempo em que geram lucro individual para cada produtor e para os proprietários. Quatro anos depois, em 2011, após recente inauguração de uma filial em Curitiba, o destino do estabelecimento se cruzou com o de Victor Parucker, 30 anos, brasiliense que estava na cidade paranaense a passeio. “Fui tomando conhecimento do que era, de como funcionava e, no mesmo dia, contatei o pessoal da empresa para trazer o projeto para Brasília”, conta.

“Entrei e fiquei apaixonado pela loja, pois ela soluciona vários problemas do comércio, como o estoque: não há a necessidade de investir nisso, porque as coisas são das pessoas que alugam o espaço. Também não precisa de curadoria: quando você tem um empreendimento normal, tem que escolher o que vender e comprar aquilo. Às vezes, você investe achando que conseguirá comercializar aquilo, mas acaba com peças encalhadas”, compara.  Convencer os donos foi uma tarefa difícil: foram seis meses mandando e-mails e telefonando para conseguir autorização para abrir o comércio, vitória alcançada em novembro de 2011. Victor é formado em contabilidade pela Universidade de Brasília (UnB), trabalha com vários tipos de comércio desde 2000 e se tornou sócio da Endossa. Na capital federal, o negócio conta com duas filiais, uma na 306 Sul e outra na 310 Norte. Por aqui, são 220 marcas expostas e cerca de 400 pessoas em fila de espera.

Na curadoria comunitária da Endossa, cada aquisição significa mais que a simples compra e vale como uma pontuação para o produto, o que indica se ele é bom e vende, ou se deve sair da exposição. Cada produtor deve comercializar um montante que equivale ao valor do aluguel do ponto para mostrar peças em um período de três meses — se não, perde o espaço. Uma das maiores dificuldades é o fato de ser uma cultura nova. “No início, as vendas em Brasília eram baixas, poucos consumidores iam à loja, e os que entravam acabavam não consumindo muito, achavam que eram produtos usados e não davam valor”, explica Victor, que acredita ter contribuído para o desenvolvimento do conceito de economia colaborativa na cidade. Para ele, “o segredo para que negócios do modelo funcionem é entender que todo mundo precisa ganhar com

 

Feira de trocas

 

Carlos  Moura
 

Um grupo de 10 amigos com a vontade de se encontrar na rua para brincar, conversar e se divertir decidiu iniciar um movimento de ocupação dos espaços da cidade com arte, música, dança, circo e artesanato. “Unimos feirantes, músicos, artistas, artesãos, gastrônomos que não têm tanto espaço e colocamos num lugar só. Cada um soma de alguma forma para chegar a um denominador comum, cujos frutos a sociedade vai colher”, explica Caio César Santos, 23, publicitário e produtor cultural. Nasceu assim o coletivo Feira Livre Independente. Sem fins lucrativos, a primeira feira ocorreu em 7 de setembro de 2014, no Eixão Norte, e contou com a participação de 400 pessoas. A mais recente, em 22 de maio, no mesmo lugar, atraiu 6 mil visitantes.

Gabryel Matos

 

O publicitário Igor Krieger, 23, revela que o coletivo trabalha com os conceitos de economia colaborativa e economia criativa, mas sem se apegar a formalismos. “Atuamos de maneira independente. A colaboração vem de diminuir a concorrência, pensar em ajudar uns aos outros, valorizar artistas e produtores locais, em vez de priorizar grandes empresas que acumulam capital”, completa Felipe Soares, 24, estudante de biologia e permacultor. “Temos uma comunidade no Facebook com mais de 6,8 mil curtidas (www.facebook.com/coletivofeiralivre) que serve para gerar encontros reais”, esclarece Caio César Santos

Os preços cobrados são justos tanto para os produtores quanto para o público. “Não é esmola, mas também não é extorsão”, garante Felipe Soares. O dinheiro não é o principal fruto do trabalho, e o grupo promove arrecadações. Não existe salário para os membros. “O nosso pagamento é chegar ao fim da feira e ver todo mundo agradecendo, falando bem, é um presente”, define Caio.

 

Leia

 

Empresas e consumidores em rede: um estudo das práticas colaborativas no Brasil
Dora Kaufman e Erick Roza,
Editora AnnaBlume, 108 páginas, R$ 39,35

 

 

 

 

 

 

Economia da consciência
Amit Goswami, Editora Aleph,
727 páginas, R$ 26,10

 

 

 

 

 

 

 

Mesh: Por que o futuro dos negócios é compartilhar
Lisa Gansky, Editora Alta Books,
260 páginas, R$ 59,90

 

 

 

 

 

 

 

O que é meu é seu: como o consumo colaborativo vai mudar o nosso mundo
Rachel Botsman e Roo Rogers,
Editora Bookman, 262 páginas, R$ 59

 

 

 

 

 

 

Pós-capitalismo
Paul Mason, Editora Objectiva,
496 páginas, R$ 71,43

 

 

 

 

 

 

 

Sociedade com custo marginal zero
Jeremy Rifkin, Editora M. Books,
400 páginas, R$ 56,70

 

 

 

 

 

 

 

Sociedade conectada

 

Negócios precisam se adaptar ao conceito de economia colaborativa para sobreviver em comunidade. Empresas que resolverem criar projetos devem tomar cuidado para não adotar o modelo apenas como ferramenta de marketing

 

Telmo Ximenes

Para Flávia Firme, gerente da Unidade de Acesso à Inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-DF), “as trocas por meio da economia compartilhada não precisam envolver moeda, mas o termo não exclui organizações com fins lucrativos”. Já na visão do economista Newton Marques, o modelo não deve usar dinheiro. “A economia colaborativa se caracteriza pela informalidade, nunca visa o lucro e age com o objetivo de resolver problemas sociais e não aumentar a rotatividade do mercado.” Ele acredita que, a partir do momento em que há uma formalização da atividade, ela se descaracteriza e passa a se encaixar no terceiro setor.

Apesar de a ausência ou presença do fator lucro em organizações não ser consenso entre especialistas, é unânime a conclusão de que companhias precisam adotar práticas que sigam essa vertente, caso queiram sobreviver no mercado. “Companhias precisam saber se transformar diante de mudanças culturais, legislativas e econômicas como essa. Ainda que o foco da companhia não seja a economia colaborativa, ela pode ter uma vertente que interaja com isso”, observa Flávia Firme. De acordo com o professor da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques, algumas empresas se aproveitam da filosofia de ajuda mútua para realizar uma ferramenta de marketing chamada branding (aproximação da marca com o consumidor, remetendo a ideais sustentáveis e sociais) sem, de fato, trabalhar com economia compartilhada.

No entanto, quando a iniciativa é bem-intencionada, a comunidade só tem a ganhar. Luiz Alberto Machado, da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), defende que “as empresas tradicionais precisam se reinventar, buscando formas criativas de reduzir custos e gerar menos impacto” — e a economia compartilhada é um caminho para isso.

O Brasília Shopping, observando esta tendência, criou o Mercadinho, feira orgânica que ocorre quinzenalmente no jardim externo do centro comercial há um ano. A iniciativa possibilita espaço a 30 pequenos produtores locais, que revendem produtos a preços acessíveis. Além disso, o projeto promove atividades como ioga, oficinas gastronômicas e shows de jazz. “A ideia era criar um ambiente agradável, no qual as pessoas possam interagir, trocar informações e adquirir produtos sem agrotóxico, e o projeto se tornou um polo de gastronomia sustentável”, diz Maíra Garcia, gerente de Marketing do shopping.

Legislação
A regulamentação do Uber no DF tem gerado polêmica. A empresa norte-americana, criada em 2009, oferece um serviço de carona remunerada e é considerada um caso de economia compartilhada. Normalmente, apresenta preços mais em conta que os taxistas, categoria que rejeitou a novidade por considerá-la concorrência desleal.

Vice-diretor da Faculdade de Economia da Faap, Luiz Alberto Machado afirma que a regulamentação de negócios colaborativos, como a do Uber, surge ao passo em que aparecem problemas a serem resolvidos. “A criatividade humana inventa soluções que podem gerar susto no início. No entanto, à medida que a economia compartilhada se torna mais comum, a aceitação e a legalização de inovações tendem a se ajustar”, comenta. 

 

Troca de serviços sem moedas

 

Gabriela Studart

Por meio da startup brasiliense FazoQuê (FzQ), lançada em novembro do ano passado para computador, profissionais podem trocar diversos serviços sem precisar inserir dinheiro na troca. Atualmente a plataforma conta com 3,5 mil usuários. A próxima meta é lançar um aplicativo para celular nos próximos dois meses. A ideia do projeto surgiu em 2011. “Vi uma reportagem sobre chefs de cozinha que faziam permuta de expertises e, na mesma semana, meu sócio trocou uma instalação de armários pela criação de uma logomarca. Eu percebi que as pessoas fazem isso corriqueiramente, o tempo inteiro, e não percebem”, conta Saulo Sena, 36 anos, designer e sócio da agência HMP Comunicação. Em sociedade com Rodrigo Aranha, 37, Paulo Valério, 64, Paulo Selveira, 40, Fred Cunha, 38, Guilherme Horvatich, 33, Eduardo Moretti, 40, e Janaina Goulart, 32, Saulo deu início ao projeto.

“O conceito de economia colaborativa está ficando cada vez mais forte no Brasil, as pessoas agem de acordo com a tendência espontaneamente, a gente apenas organizou tudo em uma plataforma na qual você pode escolher uma opção de serviço que mais se encaixa com a sua necessidade e pode avaliar depois”, explica o empresário. Diferentemente de plataformas que fazem um banco de horas para servir como moeda, o FazoQuê troca serviços diretamente: a pessoa entra no site, faz o cadastro, escolhe o profissional e solicita uma troca. Então, é aberta uma sala de negócios on-line na qual ambas as partes decidem como vai ser o acordo.


Autossustentabilidade?
Newton Marques, economista, não acredita na viabilidade de uma sociedade se manter apenas com economia colaborativa, “porque ela não absorve muita mão de obra”. Flávia Firme, do Sebrae, também não acredita que isso seja possível. “É um modelo complementar que dá uma dinâmica para a economia, é um nicho de mercado, um perfil de consumo”, define.

 

Parceria comunitária

 

 

Jhonatan Vieira
 

Gustavo Bill, 32 anos, formado em engenharia de redes pela Universidade de Brasília (UnB) e servidor do Ministério Público da União, começou a trabalhar com os conceitos de economia colaborativa ao iniciar uma sociedade com a designer Amanda Elyss, 22, que gerou a Boomerang, uma plataforma de economia colaborativa criada em 2015 para aluguel e troca de produtos on-line. “Vimos que a ideia era boa e começamos a pesquisar mais”, conta. Posteriormente, o engenheiro teve outra ideia e, com a esposa, Carol Oliveira, 31, e o amigo André Batista, 35, chef de cozinha e dono de um negócio de linguiças artesanais, Gustavo se direcionou ao polo gastronômico da cidade. O trio lançará a Mercearia, um espaço compartilhado para produtores de gêneros alimentícios, tais como pães, doces, massas, café, cervejas e queijos. A loja, que fica na 412 Norte, foi alugada em março, e os três sócios iniciaram a obra imediatamente. “O plano é abrir em julho; no máximo, em agosto.”

A ideia é vantajosa para comerciantes em vários sentidos: o aluguel é bem mais barato do que o de um estabelecimento inteiro; além disso, trata-se de uma forma de testar o produto, de forma barata e com divulgação também colaborativa. “Se um amigo vai à loja olhar seu produto, acaba vendo o de todos os outros”, explica Gustavo. A iniciativa também beneficia os clientes, que terão acesso a produtos frescos, sem conservantes, mais diversificados e com maior qualidade por um preço acessível. “O nosso objetivo é valorizar a produção local, reunir uma vitrine de expositores brasilienses”, conta Carol. Gustavo define economia colaborativa como uma atitude comunitária de se unir para reduzir o ônus, aumentar a força, a qualidade e o bônus, que se torna coletivo. “É um meio para o meu objetivo final: ter um lugar melhor para morar e criar meus filhos”, declara o empresário e pai de Ana Vitória, 7. Ele sonha com uma sociedade brasiliense mais ativa na contribuição por um espaço melhor de se habitar. “A gente tem a visão de que a necessidade só pode ser suprida pela posse, mas não é. Você pode suprir pelo acesso”, conclui.

 

Viagem colaborativa


Hotéis e pousadas oferecem vagas em suas instalações em troca da prestação de serviços. Conheça abaixo alguns lugares no Brasil que participam desse movimento:

 

 

Nádia Pires
Arawak Jungle Hostel, Iranduba (MA)
Na Praia Acutuba do Rio Negro, o viajante pode ajudar a cuidar do jardim, do cultivo, da limpeza ou da arrumação. A carga horária é de cinco horas diárias, com duas folgas na semana. Wagner Cardoso, 51 anos, dono do hostel, afirma que teve a ideia de propor essa troca devido à crise, que deixou a mão de obra cara. “Economizamos bastante, e o hostel ganha no aspecto cultural e solidário”, explica. Informações: goo.gl/QSh7ef.

 

Analice Souza
Pousada Jacarandá, Trancoso (BA)
 O espaço procura viajantes que saibam fazer reparos, que possam ficar na recepção ou dar aulas de ioga. São quatro horas de trabalho por dia e duas folgas na semana. Analice Souza Costa, 34 anos, dona da pousada, explica a filosofia. “Sempre tratamos os hóspedes como amigos e eles mesmos acabam se envolvendo com o lugar.” Informações: goo.gl/JyjDgh.

 

Rafinha Arruda
Sítio Passarim, Rio Verde (MS)
O hostel aceita a troca de trabalho em bioconstrução por hospedagem e alimentação. Os viajantes trabalham das 8h às 12. O dono Rafael Antunes de Arruda, 32 anos, decidiu criar um alojamento turístico no sítio do pai dele, Antônio Roberto, 65. Para baratear a mão de obra, apostou na economia colaborativa por meio de editais postados no Facebook. “Fomos ingênuos da primeira vez, achando que receberíamos cerca de 200 inscrições, mas foram mais de 5 mil!” Informações: goo.gl/EcsI2q.
 

 

 

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