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PERFIS DE SUCESSO »

Eles ganham a vida fazendo biscoitos

Após aprender os segredos da produção de quitutes numa fábrica, goiana abriu loja no DF com o marido e é elogiada por roscas, salgados e outros quitutes

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postado em 17/07/2016 13:57 / atualizado em 17/07/2016 14:56

Gabriela Studart

Para comemorar o Dia do Biscoito, que coincide com o Dia do Amigo e cai na próxima quarta-feira (20), nada melhor que comer bolachas feitas na medida como as encontradas no Gulas da Telca. Roscas fofinhas, biscoitos crocantes, salgados sequinhos e bolos saborosos enchem o balcão da empresa, localizada na 714 Norte (é possível entrar em contato pelo telefone 3551-6467). Além do ponto de venda fixa, onde os quitutes são produzidos, os lanches são distribuídos por vendedores ambulantes em outras localidades: Câmara dos Deputados, das 8h às 10h20; Câmara Legislativa, das 14h às 18h; antigo endereço da Câmara Legislativa, no fim da Asa Norte, das 9h30 às 16h; Ministério da Saúde, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Secretaria de Saúde, das 6h30 às 10h.


Por trás das produções simples, mas gostosas, estão Telca Aparecida de Paiva, 39 anos, e Amilton Belém Cardoso, 41. O casal conta ainda com quatro funcionários e a ajuda das filhas, de 10, 18 e 20 anos, para tocar o negócio. “Mesmo a mais velha, que faz faculdade de administração e trabalha, faz entregas de madrugada. A caçula fica no balcão, atende telefone”, conta a mãe, natural de Catalão (GO). “São mais de 50 variedades de produtos, entre roscas, bolos, casadinhos, salgados. A roscona de açúcar com canela é a mais popular; vendemos cerca de 60 por dia. O salgado assado de frango com catupiri também faz muito sucesso”, revela a empreendedora.


Apesar de contar com batedeiras, forno e mesa de inox industriais, a produção é de característica caseira. “São receitas minhas. Muitas, eu fui aperfeiçoando e inventando ao longo do tempo. Eu fazia croissant de abacaxi; aí resolvi fazer de chocolate. Passei a decorar os sequilhos com chocolate, goiabada, limão”, exemplifica. “O pessoal fala que os produtos são maravilhosos. Eu fico muito na Câmara dos Deputados, e vários parlamentares pedem para comprar nossos lanches”, revela Amilton, mineiro de Mangas (MG).


O empreendimento está no endereço atual há oito meses, mas a iniciativa tem 10 anos e, antes, funcionava na 703 Norte. “Nesse local novo, o pessoal que trabalha e mora por perto ainda está nos descobrindo” Por causa da qualidade, os empresários garantem que recebem um bom movimento, apesar de nunca terem calculado quantas pessoas passam pela loja ou compram de vendedores ambulantes por dia. O casal afirma não saber quanto ganha por mês com a empresa, no entanto, dá indícios de que está satisfeito.


“Nunca prestamos atenção a isso e misturamos as contas do negócio com as de casa, mas não temos do reclamar”, observa Amilton. “A crise não nos afetou. A diferença é que, na recessão, é preciso trabalhar mais para continuar rendendo, e muitos empresários querem se esforçar pouco e ter bom retorno”, afirma Telca. “Além disso, nosso preço não é pesado. Qualquer bandeja de biscoito custa R$ 5. E isso com qualidade. É tudo feito no mesmo dia. Levanto sempre às 2h30 da madrugada para produzir as massas”, conta.

Origem
Antes de passar a trabalhar para a própria empresa, Telca foi empregada de uma fábrica de biscoitos por oito anos. “Eu comecei em vendas, mas volta e meia precisavam de ajuda para embalar e até para a parte de cozinha. Então fui aprendendo”, revela a goiana. “Por conta de um desentendimento, deixei o emprego e passei a fazer em casa”, lembra. Com o tempo, ela recrutou o marido para o negócio.


“Eu era mecânico. Foi meio complicado largar essa área de trabalho, mas a Telca falou para eu acreditar e investir nos biscoitos que ia dar certo”, lembra Amilton.


O projeto funcionou, sob a direção da esposa. “Quem manda aqui é ela. A Telca dá o veredito de tudo. Eu faço compras, cuido da parte financeira e, quando volto, ajudo na cozinha seguindo as orientações da minha esposa”, conta ele, que trabalha cerca de 10 horas por dia. A chef biscoiteira tem jornada ainda maior: são de 14 horas a 15 horas diárias. E isso, segundo ela, integra a receita do sucesso da empresa.


“Moro no prédio do lado. Estou sempre junto, experimentando. Eu sou a primeira a chegar e a última a sair. Por isso, dá certo.” O foco de Telca na cozinha é tão intenso, que poucas pessoas a conhecem. “Estou sempre na cozinha”, brinca. Não é à toa, pois a principal dificuldade do trabalho está na mão de obra. “É difícil achar gente caprichosa. Muitos querem fazer de qualquer jeito para acabar rápido. Então tenho que estar de olho”, finaliza Telca.

 

Na estante

 

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